Recorte Lírico

Tirando a literatura dos corredores acadêmicos

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Crítica: Jogo Perigoso, do Stephen King – Original da Netflix

30 de setembro de 2017

Categorias:Crítica de cinema Tags:, , , , ,

Crítica: Jogo Perigoso, do Stephen King – Original da Netflix 1

O Netlfix lançou mais um filme original em seu catálogo. “Jogo Perigoso” (Gerald’s Game), adaptação do livro homônimo do mestre Stephen King, publicado em maio de 1992, pela Editora Viking Press.

 

Crítica: Jogo Perigoso, do Stephen King – Original da Netflix
Jogo Perigoso estreou no dia 29 de setembro. Produção Original Netflix. (Imagem: Netflix/Reprodução)

 

O grande King, talvez, seja um dos autores mais adaptados para o cinema. Só neste ano foram vários títulos, o último, na própria Netflix, foi a série “Nevoeiro”, que não teve boa recepção do público e da crítica, e já foi até cancelada, (leia clicando aqui).

Diferentemente da série, Jogo Perigoso, que é dirigido por Mike Flanagan, tem todos os elementos para ter boa aceitação da crítica e, principalmente, do público. Protagonizada pela belíssima Carla Gugino (que interpreta a Jessie Burlingame), atriz que fez também “Pequenos Espiões” e “Sin City”; e por Bruce Greenwood (no papel de Gerald), casal que resolve sair da monotonia sexual passando um dia na casa do campo e embarca no fetiche do marido, que traz grandes consequências para ambos, principalmente para a esposa, que terá que vencer a si mesma durante toda a trama.

Tenta-se evitar spoilers ao máximo, mas o enredo do filme, basicamente, narra uma luta física e psicológica da Jessie. Algemada à cama, ela precisa desvinciliar-se dos perigos impostos no quarto, que é um grande personagem no enredo, e das suas próprias neuras.

É alucinante! Quase tão quanto na obra do mestre do horror Stephen King. “Jogo Perigoso” aterroriza tanto as personagens quanto o público. Nos raros momentos que a protagonista consegue aliviar-se do cenário que lhe é imposto, é perturbada pelas lembranças de um passado tão cruel, ou mais, do que o momento vivido.

Eu gostei e indico a boa adaptação do livro do King, e preciso enaltecer o bom trabalho do diretor Flanagan, que conseguiu manter o teor de suspense do livro, além de compor um cenário muito autêntico e produzir com uma fotografia extremamente legítima.

 

Leia outros artigos de Cássio de Miranda clicando aqui.