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[Hora do Enem] O hífen depois do novo acordo

21 de outubro de 2017

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[Hora do Enem] O hífen depois do novo acordo

“Bom dia” e “Bom-dia”

– A saudação não exige hífen: Bom dia, querido.
– Porém, quando o termo é usado como substantivo, usa-se o hífen: Ele disse “bom-dia”.

“Bem” e “mal”

– Usa-se o hífen quando há unidade de sentido: bem-humorado, bem-educado, bem-vindo…
– Casos de atenção, nos quais houve mudanças importantes: benfeito e benquerer (assim como benquerido).
– Com a palavra “mal”, também vale a regra da unidade de sentido, mas somada às iniciais da segunda palavra (l, h ou vogal): mal-estar, mal-humorado, mal-limpo…
Para palavras que não começam com l, h ou vogal, o hífen é desnecessário: malcriado, malpago, malvisto…

Para entender melhor o conceito de unidade de sentido, observem-se estes exemplos:

a) Aquela menina é mesmo uma malcriada.
b) Se a pessoa é mal criada em casa, terá problemas na escola.
Em suma, o primeiro período usa a palavra “mal” para compor um adjetivo. Já, no segundo exemplo, “mal” vem separado, porque funciona como advérbio de modo.

Palavras compostas:

Na língua portuguesa, uma das funções do hífen é fazer a conexão dos termos inclusive no sentido, como se houvesse uma preposição entre eles. Dessa forma, nos exemplos: vale-gás, bolsa-escola, cartão-alimentação e vale-transporte, o hífen se justifica pelo fato de equivaler a: vale para gás, bolsa para escola, cartão para alimentação e vale para transporte.

Atenção!

Alguns casos de hífen, no novo acordo, representaram grande mudança. Vejamos como exemplos as atuais grafias de palavras como: “miniescola” e “autorretrato”. Observe a junção das vogais, no primeiro caso; e a duplicação da consoante “r”, no segundo exemplo.

Sem dúvida, o uso do hífen constitui o assunto de maior variação no novo acordo. Por isso, consultar é sempre fundamental e os quadros abaixo resumem para você as principais regras do uso do hífen:

Quadro 1

Rascunho automático 2

Quadro 2

O hífen depois do novo acordo

 

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