28 de junho de 2018

Dualidade do novo gótico e pluralidade cross-media na minissérie Vade Retro 10

Dualidade do novo gótico e pluralidade cross-media na minissérie Vade Retro

DUALIDADE DO NOVO GÓTICO E PLURALIDADE CROSS-MEDIA NA MINISSÉRIE VADE RETRO[i]   Verônica Daniel Kobs[ii]   Esta análise objetiva discutir o novo gótico[iii] na minissérie Vade retro, exibida na Rede Globo, em 11 capítulos, no período de 20 de abril a 29 de junho de 2017[iv]. Com base nos conceitos de: alusão e citação, de Gérard Genette; intertextualidade, de Julia Kristeva; intermidialidade, de Irina Rajewsky; e carnavalização, de Mikhail Bakhtin, […]

19 de junho de 2018

Buracos e morangos de pescoço

Buracos e morangos de pescoço

Às vezes me permito um tempo para admirar as pessoas e suas atitudes. Um deles estava apressado e esbarrou no outro em sua caminhada desembestada. — Só podia mesmo ser o cuzão do Matheus pra empurrar e não pedir desculpa. Matheus encontrou um tempo em sua falta de tempo pra parar e retrucar a grosseria: — Cuzão é você, seu arrombado. Seu cu é a garagem e meu pau o […]

18 de junho de 2018

O mundo que oprime poetas: uma análise comparativa entre poemas de Dickinson e Rilke.

O mundo que oprime poetas: uma análise comparativa entre poemas de Dickinson e Rilke.

Nesse presente texto, apresentar-se-á uma análise comparativa entre poemas de dois autores certamente brilhantes: Rilke e Dickinson, observe-se os excertos: Excerto 1: “A pantera”, de Rilke “Seu olhar, de tanto percorrer as grades, está fatigado, já nada retém. É como se existisse uma infinidade de grades e mundo nenhum mais além. O seu passo elástico e macio, dentro do círculo menor, a cada volta urde como que uma dança de […]

14 de junho de 2018

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro 2

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro

(Atenção: alerta de spoilers.)* Metalinguagem   Na esteira da peça de Osman Lins, um dos assuntos do filme Lisbela e o prisioneiro (BRA, 2003), de Guel Arraes, é o próprio cinema. Na peça do escritor pernambucano, já há referência ao cinema, mas de modo sutil. Jaborandi, o cinéfilo do texto, empresta essa sua característica a Lisbela, que, no longa, além de acompanhar os seriados, também ensina Douglas sobre como se […]

8 de junho de 2018

Paulicéia Desvairada: o prefácio é mais manifesto que a obra

Paulicéia Desvairada: o prefácio é mais manifesto que a obra

A Semana de Arte Moderna, evento realizado no Teatro Municipal de São Paulo, inaugurou a fase modernista das principais expressões artísticas do Brasil. Um dos grandes expoentes desse movimento é o autor Mário de Andrade, tão paulistano quanto o evento, que escreveu, dentre tantos outros títulos relevantes, “Paulicéia desvairada”. Em seu prefácio, o autor produz um verdadeiro manifesto – muito embora o próprio Mário esquive-se de tal feito – o […]

6 de junho de 2018

Desnecessária felicidade

Desnecessária felicidade

O propósito da vida é a felicidade, certo? Pra uns, casar, ter filhos, ver a família crescer , morrer tendo conhecido os bisnetos. Pra outros, uma memória com coleções de lembranças sobre aventuras amorosas. Acho que é correto dizer que o que faz cada um feliz tem um grau considerável de variação. Alguns até diriam que o que traz felicidade é subjetivo. A presente reflexão foi engatilhada por um texto […]

5 de junho de 2018

O dia que deus visitou a Terra

O dia que deus visitou a Terra

O cérebro humano é capaz de coisas incríveis, mesmo dentro de suas limitações. Possui um sistema de armazenagem excepcional, alta velocidade de percepção e reflexo. Em um instante mínimo avisa seu humano que deve tirar o dedo da chapa, que está quente. Às vezes o faz tão rápido que o dedo sequer chega a queimar, de fato. Um alívio para as pobres células da ponta do dedo, afinal. Rapidez, velocidade […]

4 de junho de 2018

Análise comparativa: canções da inocência no holocausto

Análise comparativa: canções da inocência no holocausto

“Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! (…)”   É, todos têm um pouco de saudades da infância, afinal, é uma época da vida em que tudo é fácil e em que somos inocentes, ainda não tocados pela frialdade da experiência de viver a vida adulta. Na infância tudo é sonho, fantasia, diversão. Em “Canções da inocência […]