16 de agosto de 2017

Tsunami

Tsunami – Quarta Poética

Mar denso de azul e preto abarcando imensidão.   Espumas lâminas noturnas submundo de  arrebentação.   Garras vingativas porque me olham assim tão altivas diante de tamanha humilhação?   Liquidez Soberana tenha piedade desta alma iniciada, mas ainda ancorada entre veludos e paetês.   Hesitante te peço outra chance para conduzir águas gestantes por meandros sinceros deste vasto coração.

7 de agosto de 2017

Retenção

Retenção

Já nem suor lacrimejas. Orgulha-te, então, de quê? Do afeto que não transpiras?

3 de agosto de 2017

Um dedo de prosa in natura

Um dedo de prosa in natura

Terra quente Umedecida O que queres em mim fertilizar?   Púrpura Aurora É chegada a hora. Chama flamejante Por que estou a vacilar?   Anseio de libertação Um nó de provocação Que fio de Ariadne está a me apertar?

1 de agosto de 2017

Um vínculo (des)necessário

Um vínculo (des)necessário

Versado em sentido deixaste cativo o vínculo de um mal atuado.   A coragem que se ausentou do encontro foi a mesma que não compareceu ao desenlace.   Foi na via escorregadia de tua impropriedade que o sentido se perdeu.

30 de julho de 2017

Amaryllis

Amaryllis

Eu Açucena Aceno Desassossego   Orvalho Entristecido… respingos, lampejos.   Céu de Pensamentos não apagues aquela Estrela que incansavelmente iluminou-te Açucenas.   não só os Temporais leves a Luz do Alvorecer estás comigo também assim… não só como Noite mas como Céu de Primavera nos tempos em que ainda eras o Sol a me aquecer.   reconheço o Fim do que não pôde Fertilizar, embora não seja o suficiente para […]