21 de março de 2019

H SEM Q: A DILUIÇÃO DO ESPAÇO-TEMPO 3

H SEM Q: A DILUIÇÃO DO ESPAÇO-TEMPO

O texto A fuga, de Aline Daka, é apresentada como uma história em quadrinhos. Publicada na revista Helena n. 10, com data de janeiro de 2019, a HQ chama atenção pela ausência dos requadros. Por essa razão, e para distinguir essa produção daquelas mais convencionais, resolvi chamá-la de “H sem Q”, ou seja: História sem Quadrinhos. Disponível em formato impresso e on-line, a narrativa será aqui analisada com base nos […]

8 de março de 2019

A TRANSMUTAÇÃO DO VÍRUS ZUMBI NAS SÉRIES ON-LINE 5

A TRANSMUTAÇÃO DO VÍRUS ZUMBI NAS SÉRIES ON-LINE

Desde o início do século XXI, assistimos à retomada e à ampliação da representação dos zumbis, nas mais diversas áreas de nossa sociedade. Diante desse novo panorama, é imprescindível buscarmos hipóteses que nos ajudem a entender esse fenômeno. De acordo com a revista Superinteressante: […] os atentados de 11 de setembro de 2001 podem estar por trás dessa “Renascença Zumbi”: de repente, para o público ocidental, o fim do mundo […]

21 de fevereiro de 2019

UM MAR DE SANGUE EM CONTRA TODOS, DE ROBERTO MOREIRA

UM MAR DE SANGUE EM CONTRA TODOS, DE ROBERTO MOREIRA

O filme Contra todos, de Roberto Moreira, expõe a violência sorrateira e cotidiana explícita e implicitamente, com cenas de um almoço em família e de um assassinato. A cor privilegiada é o vermelho, cor do mar (de sangue) que abre a narrativa. Os personagens que têm função primordial no enredo do filme são os que compõem o núcleo familiar (Teodoro (Giulio Lopes); Cláudia (Leona Cavalli), a segunda esposa de Teodoro; […]

13 de dezembro de 2018

Crítica social e permanência no conto 'Pai contra Mãe', de Machado de Assis

Crítica social e permanência no conto ‘Pai contra Mãe’, de Machado de Assis

Pai contra mãe, de Machado de Assis, um dos muitos contos que compõem Relíquias de casa velha, chama atenção pela temática contundente da escravidão, e também pela mistura de estilos. Uma particularidade desse texto de ficção é o seu início, que privilegia uma linguagem excessivamente descritiva como instrumento de horror e crueldade, para apresentar, com riqueza de detalhes, a escravidão e “seus instrumentos” (ASSIS, 1970, p. 67). Outra função desempenhada […]

29 de novembro de 2018

A (META)LINGUAGEM DE WOODY ALLEN EM A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

A (META)LINGUAGEM DE WOODY ALLEN EM A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

Em A rosa púrpura do Cairo, a noção de autoria é relativizada logo no início do filme, com a imagem do título do filme, que o espectador julga ser uma criação de Woody Allen, em um cartaz, em um cinema de New Jersey, cenário da história. A coincidência de títulos passa, então, a servir de obstáculo para a apreensão da estrutura do filme de Allen, que abrange, dentro de si, […]

15 de novembro de 2018

REALIDADE OU FICÇÃO? O ENTRELUGAR DA METALINGUAGEM

REALIDADE OU FICÇÃO? O ENTRELUGAR DA METALINGUAGEM

O autor Roman Jakobson refere-se a dois níveis de linguagem: “[…] a linguagem-objeto, que fala de objetos, e a ‘metalinguagem’, que fala da linguagem.” (JAKOBSON, 1977, p. 127). Jakobson detém-se sobre esse assunto, quando focaliza o código como centro da função metalinguística da linguagem, que é identificada “sempre que o remetente e/ou o destinatário têm necessidade de verificar se estão usando o mesmo código”. (JAKOBSON, 1977, p. 127). Além disso, […]

3 de novembro de 2018

O PASSADO E O FUTURO NO FILME UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA 2

O PASSADO E O FUTURO NO FILME UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA

Uma história de amor e fúria é um filme brasileiro de animação, dirigido por Luiz Bolognesi, que estreou em 2013. Nele, a História do Brasil é contada a partir de fatos históricos que construíram o país e que até hoje fazem parte da identidade nacional. O filme teve boa repercussão e foi indicado para o Annecy, festival que, com Uma história de amor e fúria, contou, pela primeira vez, com […]

11 de outubro de 2018

MEU PEDACINHO DE CHÃO (2014): A RENOVAÇÃO DA TELENOVELA PELO ARTIFICIALISMO 10

MEU PEDACINHO DE CHÃO (2014): A RENOVAÇÃO DA TELENOVELA PELO ARTIFICIALISMO¹

Neste estudo, será analisada a telenovela Meu pedacinho de chão (2014), assinada por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Luiz Fernando Carvalho, em parceria com Carlos Araújo. Exibida na faixa das 18h e com 96 capítulos, a novela ficou no ar desde 7 de abril até 1⁰ de agosto de 2014. Com base no conceito de verossimilhança e no formato tradicional das telenovelas brasileiras, esta reflexão pretende demonstrar as principais […]

14 de setembro de 2018

Tradição e tradução na Sétima Arte

Tradição e tradução na Sétima Arte

O processo contínuo da formação da identidade, conforme Stuart Hall […], há a ênfase nas origens, na continuidade, na tradição e na intemporalidade. A identidade nacional é representada como primordial — “está lá, na verdadeira natureza das coisas”, algumas vezes adormecida, mas sempre pronta para ser “acordada” de sua “longa, persistente e misteriosa sonolência”, para reassumir sua inquebrantável existência […]. Os elementos essenciais do caráter nacional permanecem imutáveis, apesar de […]

29 de agosto de 2018

O grande Gatsby (2013), de Baz Luhrmann: estilo e sociedade 2

O grande Gatsby (2013), de Baz Luhrmann: estilo e sociedade

Neste artigo, analisam-se as diferenças entre o livro O grande Gatsby e o filme homônimo, para marcar as questões de estilo do diretor, na adaptação cinematográfica. Para tanto, será usado o termo “verossímil”, conforme acepção de Jacques Aumont: “O verossímil diz respeito, simultaneamente, à relação de um texto com a opinião comum, à sua relação com outros textos, mas também ao funcionamento interno da história que ele conta” (AUMONT, 1995, […]