29 de novembro de 2018

A (META)LINGUAGEM DE WOODY ALLEN EM A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

A (META)LINGUAGEM DE WOODY ALLEN EM A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

Em A rosa púrpura do Cairo, a noção de autoria é relativizada logo no início do filme, com a imagem do título do filme, que o espectador julga ser uma criação de Woody Allen, em um cartaz, em um cinema de New Jersey, cenário da história. A coincidência de títulos passa, então, a servir de obstáculo para a apreensão da estrutura do filme de Allen, que abrange, dentro de si, […]

3 de novembro de 2018

O PASSADO E O FUTURO NO FILME UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA 2

O PASSADO E O FUTURO NO FILME UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA

Uma história de amor e fúria é um filme brasileiro de animação, dirigido por Luiz Bolognesi, que estreou em 2013. Nele, a História do Brasil é contada a partir de fatos históricos que construíram o país e que até hoje fazem parte da identidade nacional. O filme teve boa repercussão e foi indicado para o Annecy, festival que, com Uma história de amor e fúria, contou, pela primeira vez, com […]

14 de setembro de 2018

Tradição e tradução na Sétima Arte

Tradição e tradução na Sétima Arte

O processo contínuo da formação da identidade, conforme Stuart Hall […], há a ênfase nas origens, na continuidade, na tradição e na intemporalidade. A identidade nacional é representada como primordial — “está lá, na verdadeira natureza das coisas”, algumas vezes adormecida, mas sempre pronta para ser “acordada” de sua “longa, persistente e misteriosa sonolência”, para reassumir sua inquebrantável existência […]. Os elementos essenciais do caráter nacional permanecem imutáveis, apesar de […]

14 de junho de 2018

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro 2

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro

(Atenção: alerta de spoilers.)* Metalinguagem   Na esteira da peça de Osman Lins, um dos assuntos do filme Lisbela e o prisioneiro (BRA, 2003), de Guel Arraes, é o próprio cinema. Na peça do escritor pernambucano, já há referência ao cinema, mas de modo sutil. Jaborandi, o cinéfilo do texto, empresta essa sua característica a Lisbela, que, no longa, além de acompanhar os seriados, também ensina Douglas sobre como se […]

1 de março de 2018

Faroeste Caboclo: A versão fílmica da literatura musical de Renato Russo 3

Faroeste Caboclo: A versão fílmica da literatura musical de Renato Russo

Uma das músicas mais longas do rock nacional virou filme. Faroeste caboclo, escrita por Renato Russo, na década de 1970, e lançada em 1987, pela Legião urbana, no disco Que país é este 1978/1987, foi o ponto de partida para o roteiro do longa Faroeste caboclo. O filme brasileiro foi lançado em maio de 2013, com roteiro de Marcos Bernstein e Victor Atherino; direção de René Sampaio; e atuações de […]

1 de fevereiro de 2018

‘La Casa de Papel’ e a quebra da monotonia no Netflix

‘La Casa de Papel’ e a quebra da monotonia no Netflix

“La casa de papel” provoca um “boom” no streaming Netlfix e na web. Sempre fui um entusiasta do cinema espanhol. Vi a maioria dos filmes do Pedro Almodóvar, tenho um carinho especial por “A pele que habito”, e me surpreendi com a qualidade do enredo e a condução da direção do filme “Um contratempo”, do diretor e roteirista Oriol Paulo. Eu resenhei inclusive sobre ele aqui no blog (leia clicando aqui). Cito esses […]

21 de dezembro de 2017

As funções do regionalismo em 'O Auto da Compadecida' 3

As funções do regionalismo em ‘O Auto da Compadecida’

  O filme O auto da Compadecida, de Guel Arraes, retoma a tendência regionalista, que prevaleceu, sobretudo na literatura (atentando para o fato de o filme ter sido baseado na peça homônima, escrita por Ariano Suassuna), desde a época de 1930 até o início da década de 1950, quando ganhavam destaque os trabalhos de João Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto. O romance de 30, principalmente, filiava-se à […]

7 de dezembro de 2017

Contos de fado e de violência

Contos de fado e de violência

Em 2016, sob a direção de Matteo Garrone, foi lançado o filme O conto dos contos, baseado na obra de Giambattista Basile (1566-1638). Nas palavras do diretor: O texto original, que é uma das maiores obras-primas da literatura italiana, foi escrito em 1600. Como tal, essa era uma época muito sombria, violenta. […]. E são histórias baseadas em arquétipos, que falam de sentimentos retratados ao extremo e tratam de temas que […]

2 de dezembro de 2017

'Um contratempo' é o melhor filme que vi no ano

‘Um contratempo’ é o melhor filme que vi neste ano

Eu sempre fui um adepto ao cinema de língua castelhana. Os espanhóis, sobretudo. “Películas” como “A pele que habito”, “Mar adentro” e “Tudo sobre minha mãe” são alguns dos tantos filmes do país que já vi e são aclamados pela crítica. Todavia, ‘Um contratempo’ encabeça a lista dos melhores. No ano, pelo menos, é o melhor. Disponível no streaming de filmes Netflix, o longa tem elementos suficientes para conquistar o […]

12 de outubro de 2017

O estranho que nós amamos: Quando os opostos se atraem

O estranho que nós amamos: Quando os opostos se atraem

(Atenção: alerta de spoilers.)   O novo filme de Sofia Coppola é a segunda adaptação cinematográfica de um texto literário. O romance, escrito por Thomas P. Cullinan, foi publicado em 1966. Cinco anos depois, em 1971, foi lançado o primeiro longa, dirigido por Don Siegel e estrelado por Clint Eastwood. Em 2017, quase quatro décadas após a primeira versão fílmica, Sofia Coppola lançou sua releitura da história, que se passa […]