2 de janeiro de 2018

Chip da Besta

Chip da Besta

Farrel estava sozinho em seu quarto, sentado em sua cadeira de rodinhas junto à sua mesa (onde estava seu computador, ligado). Olhava distraidamente seu feed de notícias no Facebook quando viu um compartilhamento de uma amiga, oriundo da página Fatos Desconhecidos. No post compartilhado, uma imagem de uma mão segurando, entre o indicador e o polegar, o que parecia ser um pequeno chip transparente de interior vermelho com formato de […]

18 de dezembro de 2017

O amor pode ter fim

O amor pode ter fim

O amor pode ter fim. Num banco de praça, por exemplo, numa noite nem fria, nem quente, depois de uma discussão no jantar e a conta fechada antes da sobremesa; o amor pode ter fim em botecos, lá pela décima terceira Brahma e dois espetinhos de contra passado na farofa; o amor pode ter fim após a conta ficar negativa pela primeira vez; o amor pode ter fim, na manhã […]

3 de outubro de 2017

Banheiro de Rodoviária

Banheiro de Rodoviária — por Farrel Kautey

Meu trabalho exigiu que eu me mudasse para um município a duzentos e noventa quilômetros da cidade onde nasci. Ainda assim, sempre que surge um folga de dois dias ou mais retorno para junto de minha família. Em uma dessas oportunidades me deparei com a falta do meu carro, que na ocasião estava em manutenção por algum problema qualquer com a lanternagem. Resolvi que não deixaria de ver meus irmãos […]

29 de julho de 2017

A ironia de ser perfeccionista

A ironia de ser perfeccionista

Na realidade, eu queria escrever sobre procrastinação. Já fazem alguns meses que a ideia de escrever sobre isso veio à minha mente, mas nunca sentei para realmente falar sobre isso. É um tópico pessoal, pois sempre me considerei procrastinadora e sempre senti necessidade de compartilhar meus pensamentos sobre isso. O que eu não sabia é que pensar sobre algo tão simples me levaria a fazer tantas descobertas sobre mim mesma. […]

10 de junho de 2017

As Lágrimas de Manolin

As Lágrimas de Manolin

Talvez eu só tenha um coração mole — mas, quando Manolin viu as mãos feridas de Santiago em “O velho e o mar”, de Ernest Hamingway, eu e ele choramos juntos. Só fui entender essa minha reação emocional alguns dias depois, quando um professor comparou o livro com o poema “Mar Português”, de Fernando Pessoa. Valeu a pena? Quando penso no velho Santiago, uma palavra me vem à mente, no […]