1 de agosto de 2017

Um vínculo (des)necessário

Um vínculo (des)necessário

Versado em sentido deixaste cativo o vínculo de um mal atuado.   A coragem que se ausentou do encontro foi a mesma que não compareceu ao desenlace.   Foi na via escorregadia de tua impropriedade que o sentido se perdeu.

30 de julho de 2017

Amaryllis

Amaryllis

Eu Açucena Aceno Desassossego   Orvalho Entristecido… respingos, lampejos.   Céu de Pensamentos não apagues aquela Estrela que incansavelmente iluminou-te Açucenas.   não só os Temporais leves a Luz do Alvorecer estás comigo também assim… não só como Noite mas como Céu de Primavera nos tempos em que ainda eras o Sol a me aquecer.   reconheço o Fim do que não pôde Fertilizar, embora não seja o suficiente para […]

28 de julho de 2017

Fim de semana, por Oberlan Rossetim

Fim de semana, por Oberlan Rossetim

A imaginação é o sábado da razão.  

25 de julho de 2017

Escrita Noturna - por Aline Bei

Escrita Noturna – por Aline Bei

risco um fósforo enquanto penso no texto que descansa na folha, tem alguma coisa nele que está fora do lugar, alguma descrição, talvez do bairro que o personagem visitou. digito no google o nome da rua:   passo de foto em foto   nenhuma me diz do cheiro que a noite tem ali, da cor das crianças quando dormem se elas amarelam, do nome do dono do pub, já sei. […]

12 de julho de 2017

Agrilhoado

Quarta Poética: Agrilhoado, por Matheus Machado

Estou aos grilhões Norma, forma Para escrever Orna Esconde o que incomoda Engole o novo e A alternativa, afoga Estou aos grilhões Mas sou poeta E a poesia é que me liberta

22 de setembro de 2016

O mundo como um palco: Um passeio pelo bosque de Wislawa Szymborska

“Eu levo o mundo como o mundo é, Graciano: um palco, onde cada homem tem o seu papel, e o meu é triste.” (William Shakespeare – Antônio a Graciano, in “O Mercador de Veneza” – Ato I, Cena I) Imagem: Reprodução A vida enquanto peça é uma das analogias mais fantásticas que o contato com o Teatro nos proporciona. Da infância à velhice, sempre estaremos assumindo diversos papéis, em diversos […]

12 de agosto de 2016

Recortes Literários | Goethe e o efêmero: Werther e Emil Rau

Imagem: Kitchen Conversation/Emil Rau Eis o que tu és nesta casa! Tudo em todos. Os teus amigos têm consideração por ti! Muitas vezes lhes dás alegrias e o teu coração supõe que não poderias existir sem eles. Todavia, se tu partisses, se te afastasses dessa roda, sentiriam eles o vácuo que a tua ausência causaria ao seu destino? E por quanto tempo? Ah, o homem é tão efêmero que, mesmo […]