27 de setembro de 2017

Medo

Medo [Quarta Poética]

Fugiste exatamente de quê? Do repousar teus olhos sobre a minha boca? Da proximidade entre os dois corpos? Da confusão entre o pensar e o sentir? Até hoje me choca não a falta de amor, mas o falsete do não no ressoar do sim.   Confira outros textos da Milene Lunes no portal clicando aqui. Milene também é professora de artes, confira o seu trabalho clicando aqui.

22 de setembro de 2017

À Espreita

À Espreita

Lua Virgem desolada sacrifica tua ânsia em fumaça e fogo.   Queima – alma cheia – teu vapor noturno.   Espera tua sina em névoa e manto e verás florescer na margem escura… o broto cintilante da aurora.   Celebra, então, a luz que se aproxima.     Confira outros textos da Milene Lunes no portal clicando aqui. Milene também é professora de artes, confira o seu trabalho clicando aqui.

20 de setembro de 2017

Amor - Quarta Poética

Amor – Quarta Poética

Viver é sofrer, sofrer é amar, Amar é viver verdadeiramente. Morrer sem numa vida amar o amar Não é viver, é existir brevemente.   Se não amas, não sonhas; e sonhar É não findar, é ser perenemente. Não sonhar é não sentir, não chorar; É se arrepender quiçá eternamente.   Ama o amor e escalda em suas chamas, Ama e sê como aquilo que tu amas, E em vez de só existires, viverás!   […]

20 de setembro de 2017

QUARTO

Quarto

Esta parede está cheia de infiltração Deve ter absorvido O que vazou do meu coração

13 de setembro de 2017

Química Profana

Química Profana [Quarta Poética]

Alma seca sedutora   oca.   Metal fraco ilusão de ouro.   Derrama – joia falsa – teu quilate (condição de chumbo) carne que abate.   Alegra-te espírito ausente – ardilosamente – em cínica alquimia.     Confira outros textos da Milene Lunes no portal clicando aqui. Milene também é professora de artes, confira o seu trabalho clicando aqui.

6 de setembro de 2017

Elegia - Quarta Poética

Elegia – Quarta Poética

À sombra do escuríssimo cipreste, Próximo destas árvores chorosas, Descerram-se lembranças dolorosas Do derradeiro beijo que me deste.   Recordo-me de teu olhar celeste, A então contemplar as lôbregas rosas, Que estavam congeladas… mas brilhosas, Pelo Inverno, — que de dor tudo veste. —   A face deplorando amargo pranto, Sobre um gótico túmulo, falaste: “Vê como de tais flores morre o encanto!   O Inverno da vida também — […]

6 de setembro de 2017

A SENHA DA FRAQUEZA HUMANA 1

A senha da fraqueza humana – Quarta Poética

A SENHA DA FRAQUEZA HUMANA O carro forte passa E leva a força das pessoas

30 de agosto de 2017

Vingança Apolínea

Vingança Apolínea

(Se acaso foi intenção vingar-te) Contra quem arremessaste tuas flechas fatais? Tolo, ao vingar-te da impossibilidade de um passado perdeste a atualização de um amor possível.

23 de agosto de 2017

Dualidade

Dualidade

Em meus lábios surge um triste sorriso Que exala agonia e solidão apenas… Dormem no silêncio de minha alma as cenas Que outrora eram parte de um paraíso.   Às vezes lembranças belas e serenas Tornam-se suspiros negros, e é preciso Olvidá-las pra não verter sobre o riso Do passado lágrimas de eternas penas.   Meu coração pálido chora na treva Por não deslembrar o Amor que me leva Para […]

23 de agosto de 2017

Sombra

Sombra

A minha sombra sou eu já cansado de mim. É a moldura onde fico exposto, sem decoração, porque falta você me decorar, lembrar sempre de mim. Um quadro que pintaram com um modelo meu que desconheço. É a fumaça-mim, queimado, pelo Sol posto de lado. É o rechaço do eu sonhar, pelo Luar. Despida a minha sombra de mim. Eu em outro lugar. A minha sombra é o meu espírito […]