14 de setembro de 2018

Tradição e tradução na Sétima Arte

Tradição e tradução na Sétima Arte

O processo contínuo da formação da identidade, conforme Stuart Hall […], há a ênfase nas origens, na continuidade, na tradição e na intemporalidade. A identidade nacional é representada como primordial — “está lá, na verdadeira natureza das coisas”, algumas vezes adormecida, mas sempre pronta para ser “acordada” de sua “longa, persistente e misteriosa sonolência”, para reassumir sua inquebrantável existência […]. Os elementos essenciais do caráter nacional permanecem imutáveis, apesar de […]

2 de agosto de 2018

POESIA E CINEMA: NO PRÍNCIPIO ERA O VERSO...

POESIA E CINEMA: NO PRÍNCIPIO ERA O VERSO…

MORTE E VIDA SEVERINA O filme Morte e vida severina, lançado junto com Quincas Berro D’água, no ano de 1977, com direção de Walter Avancini, traz algumas novidades que o tornam estranho ao padrão Globo. A primeira inovação é a escolha de um texto poético para a adaptação, o que resultou em dificuldades e não produziu, com já era esperado, um resultado popular ou comercial, como a maioria das realizações […]

30 de julho de 2018

Resenha - O Lago dos Cisnes no teatro Guaíra 1

Resenha – O Lago dos Cisnes no teatro Guaíra

O Lago dos Cisnes é tradicionalmente uma das peças de balé mais conhecidas do mundo, tendo sido encenada pela primeira vez em 1877, na Rússia, com a honra de ter por compositor o nosso queridíssimo Tchaikovsky. Desde então, essa apresentação já foi reproduzida inúmeras vezes em vários países, com diferentes orquestras, bailarinos, diretores e produções de cenário, música e figurinos. Você provavelmente já ouviu falar dessa peça, seja por meio […]

14 de junho de 2018

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro 2

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro

(Atenção: alerta de spoilers.)* Metalinguagem   Na esteira da peça de Osman Lins, um dos assuntos do filme Lisbela e o prisioneiro (BRA, 2003), de Guel Arraes, é o próprio cinema. Na peça do escritor pernambucano, já há referência ao cinema, mas de modo sutil. Jaborandi, o cinéfilo do texto, empresta essa sua característica a Lisbela, que, no longa, além de acompanhar os seriados, também ensina Douglas sobre como se […]

1 de março de 2018

Faroeste Caboclo: A versão fílmica da literatura musical de Renato Russo 3

Faroeste Caboclo: A versão fílmica da literatura musical de Renato Russo

Uma das músicas mais longas do rock nacional virou filme. Faroeste caboclo, escrita por Renato Russo, na década de 1970, e lançada em 1987, pela Legião urbana, no disco Que país é este 1978/1987, foi o ponto de partida para o roteiro do longa Faroeste caboclo. O filme brasileiro foi lançado em maio de 2013, com roteiro de Marcos Bernstein e Victor Atherino; direção de René Sampaio; e atuações de […]

1 de fevereiro de 2018

‘La Casa de Papel’ e a quebra da monotonia no Netflix

‘La Casa de Papel’ e a quebra da monotonia no Netflix

“La casa de papel” provoca um “boom” no streaming Netlfix e na web. Sempre fui um entusiasta do cinema espanhol. Vi a maioria dos filmes do Pedro Almodóvar, tenho um carinho especial por “A pele que habito”, e me surpreendi com a qualidade do enredo e a condução da direção do filme “Um contratempo”, do diretor e roteirista Oriol Paulo. Eu resenhei inclusive sobre ele aqui no blog (leia clicando aqui). Cito esses […]

23 de novembro de 2017

A crítica no cinema: Individualidade e consumo

A crítica no cinema: Individualidade e consumo

Introdução O filme 1,99, de Marcelo Masagão, celebra o aspecto e a função social da arte. Toda expressão artística está ligada ao contexto e ao público de seu tempo. Por essa razão, quanto menos anacronismos existirem entre a arte e seu tempo, maior será o efeito social. Transitando por uma via de mão dupla, 1,99 absorve e problematiza algumas questões da sociedade contemporânea, ao mesmo tempo em que propõe que […]

12 de outubro de 2017

O estranho que nós amamos: Quando os opostos se atraem

O estranho que nós amamos: Quando os opostos se atraem

(Atenção: alerta de spoilers.)   O novo filme de Sofia Coppola é a segunda adaptação cinematográfica de um texto literário. O romance, escrito por Thomas P. Cullinan, foi publicado em 1966. Cinco anos depois, em 1971, foi lançado o primeiro longa, dirigido por Don Siegel e estrelado por Clint Eastwood. Em 2017, quase quatro décadas após a primeira versão fílmica, Sofia Coppola lançou sua releitura da história, que se passa […]