21 de fevereiro de 2019

UM MAR DE SANGUE EM CONTRA TODOS, DE ROBERTO MOREIRA

UM MAR DE SANGUE EM CONTRA TODOS, DE ROBERTO MOREIRA

O filme Contra todos, de Roberto Moreira, expõe a violência sorrateira e cotidiana explícita e implicitamente, com cenas de um almoço em família e de um assassinato. A cor privilegiada é o vermelho, cor do mar (de sangue) que abre a narrativa. Os personagens que têm função primordial no enredo do filme são os que compõem o núcleo familiar (Teodoro (Giulio Lopes); Cláudia (Leona Cavalli), a segunda esposa de Teodoro; […]

27 de dezembro de 2018

Centopeia Humana e o Realismo Grotesco, de Bakhtin

A Centopeia Humana e o Realismo Grotesco, de Bakhtin

O terceiro filme analisado é “A Centopeia Humana”, um filme de 2009, dirigido por Tom Six, um controverso diretor, produtor e argumentista de filmes nascido nos Países Baixos. Vamos a um rápido release sobre o filme para que eu possa tecer os meus comentários: Duas turistas de Nova Iorque estão a passeio na Alemanha e, ao receber um convite para uma festa, se perdem no caminho num carro locado e […]

13 de dezembro de 2018

Crítica social e permanência no conto 'Pai contra Mãe', de Machado de Assis

Crítica social e permanência no conto ‘Pai contra Mãe’, de Machado de Assis

Pai contra mãe, de Machado de Assis, um dos muitos contos que compõem Relíquias de casa velha, chama atenção pela temática contundente da escravidão, e também pela mistura de estilos. Uma particularidade desse texto de ficção é o seu início, que privilegia uma linguagem excessivamente descritiva como instrumento de horror e crueldade, para apresentar, com riqueza de detalhes, a escravidão e “seus instrumentos” (ASSIS, 1970, p. 67). Outra função desempenhada […]

29 de novembro de 2018

A (META)LINGUAGEM DE WOODY ALLEN EM A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

A (META)LINGUAGEM DE WOODY ALLEN EM A ROSA PÚRPURA DO CAIRO

Em A rosa púrpura do Cairo, a noção de autoria é relativizada logo no início do filme, com a imagem do título do filme, que o espectador julga ser uma criação de Woody Allen, em um cartaz, em um cinema de New Jersey, cenário da história. A coincidência de títulos passa, então, a servir de obstáculo para a apreensão da estrutura do filme de Allen, que abrange, dentro de si, […]

3 de novembro de 2018

O PASSADO E O FUTURO NO FILME UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA 2

O PASSADO E O FUTURO NO FILME UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA

Uma história de amor e fúria é um filme brasileiro de animação, dirigido por Luiz Bolognesi, que estreou em 2013. Nele, a História do Brasil é contada a partir de fatos históricos que construíram o país e que até hoje fazem parte da identidade nacional. O filme teve boa repercussão e foi indicado para o Annecy, festival que, com Uma história de amor e fúria, contou, pela primeira vez, com […]

14 de setembro de 2018

Tradição e tradução na Sétima Arte

Tradição e tradução na Sétima Arte

O processo contínuo da formação da identidade, conforme Stuart Hall […], há a ênfase nas origens, na continuidade, na tradição e na intemporalidade. A identidade nacional é representada como primordial — “está lá, na verdadeira natureza das coisas”, algumas vezes adormecida, mas sempre pronta para ser “acordada” de sua “longa, persistente e misteriosa sonolência”, para reassumir sua inquebrantável existência […]. Os elementos essenciais do caráter nacional permanecem imutáveis, apesar de […]

2 de agosto de 2018

POESIA E CINEMA: NO PRÍNCIPIO ERA O VERSO...

POESIA E CINEMA: NO PRÍNCIPIO ERA O VERSO…

MORTE E VIDA SEVERINA O filme Morte e vida severina, lançado junto com Quincas Berro D’água, no ano de 1977, com direção de Walter Avancini, traz algumas novidades que o tornam estranho ao padrão Globo. A primeira inovação é a escolha de um texto poético para a adaptação, o que resultou em dificuldades e não produziu, com já era esperado, um resultado popular ou comercial, como a maioria das realizações […]

30 de julho de 2018

Resenha - O Lago dos Cisnes no teatro Guaíra 1

Resenha – O Lago dos Cisnes no teatro Guaíra

O Lago dos Cisnes é tradicionalmente uma das peças de balé mais conhecidas do mundo, tendo sido encenada pela primeira vez em 1877, na Rússia, com a honra de ter por compositor o nosso queridíssimo Tchaikovsky. Desde então, essa apresentação já foi reproduzida inúmeras vezes em vários países, com diferentes orquestras, bailarinos, diretores e produções de cenário, música e figurinos. Você provavelmente já ouviu falar dessa peça, seja por meio […]

14 de junho de 2018

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro 2

Transformações do literário no filme Lisbela e o Prisioneiro

(Atenção: alerta de spoilers.)* Metalinguagem   Na esteira da peça de Osman Lins, um dos assuntos do filme Lisbela e o prisioneiro (BRA, 2003), de Guel Arraes, é o próprio cinema. Na peça do escritor pernambucano, já há referência ao cinema, mas de modo sutil. Jaborandi, o cinéfilo do texto, empresta essa sua característica a Lisbela, que, no longa, além de acompanhar os seriados, também ensina Douglas sobre como se […]

1 de março de 2018

Faroeste Caboclo: A versão fílmica da literatura musical de Renato Russo 3

Faroeste Caboclo: A versão fílmica da literatura musical de Renato Russo

Uma das músicas mais longas do rock nacional virou filme. Faroeste caboclo, escrita por Renato Russo, na década de 1970, e lançada em 1987, pela Legião urbana, no disco Que país é este 1978/1987, foi o ponto de partida para o roteiro do longa Faroeste caboclo. O filme brasileiro foi lançado em maio de 2013, com roteiro de Marcos Bernstein e Victor Atherino; direção de René Sampaio; e atuações de […]