15 de setembro de 2017

Quem sabe amar? 1

Quem sabe amar?

Poesia é com Oberlan Rossetim.

13 de setembro de 2017

Química Profana

Química Profana [Quarta Poética]

Alma seca sedutora   oca.   Metal fraco ilusão de ouro.   Derrama – joia falsa – teu quilate (condição de chumbo) carne que abate.   Alegra-te espírito ausente – ardilosamente – em cínica alquimia.     Confira outros textos da Milene Lunes no portal clicando aqui. Milene também é professora de artes, confira o seu trabalho clicando aqui.

3 de setembro de 2017

Choro

Choro

Eu choro bastante. As flores, os sentimentos. Gestos-delícia. As melodias também. A vida aglomera-se em meus olhos. Minhas lágrimas são gotas de beleza. Eu choro bastante. As mortes, as dores, a violência. A indiferença também. Tristeza decompositora. O desamor pesa em meu olhar. Tanto peso faz ele suar, gotejar. Minhas lágrimas são marcas de cansaço na estrada do sonhar. Mas o belo e o melancólico vai construindo o meu lacrimejar […]

9 de agosto de 2017

Ser ou não ser: o que é a Poesia?

Ser ou não ser: o que é a Poesia?

Rima pobre Rima rica Se não rima Menos Poesia A Poesia fica?

9 de agosto de 2017

Desplugando-me

Desplugando-me

Desplugou-se os cabos e descobri um mundo real Conectei-me ao universo do beijo e do abraço, sem máscaras, nem embaraços. Minha vida não é mais um status.

8 de agosto de 2017

Um poeta de classe

Um poeta de classe

De um modo geral, Chesterton distinguia na sociedade três classes de pessoas. A classe do povo, a dos poetas e a de cientistas e intelectuais. De maior valor, a primeira classe é responsável pela produção. A ela em alguma medida pertencemos todos nós. Como um mal para suas famílias, ainda que um bem para a humanidade, a segunda classe é responsável pela expressão do sentimento popular. A ela pertencem aqueles […]

7 de agosto de 2017

Retenção

Retenção

Já nem suor lacrimejas. Orgulha-te, então, de quê? Do afeto que não transpiras?

3 de agosto de 2017

Um dedo de prosa in natura

Um dedo de prosa in natura

Terra quente Umedecida O que queres em mim fertilizar?   Púrpura Aurora É chegada a hora. Chama flamejante Por que estou a vacilar?   Anseio de libertação Um nó de provocação Que fio de Ariadne está a me apertar?

2 de agosto de 2017

Fome de Modernidade

Fome de Modernidade

Vi na geada o branco sideral queimar o verde pasto Campos inteiros antes férteis não deram uma semente Trabalhadores da terra apesar seguiram em frente Fazendo jus – e com muito carinho – ao tempo gasto   Lavoura linda enfeitada com chapéu foi extinta O que antes estava confirmado a milhares de sacas Pelas paisagens agora só se vê tristes queimadas matas Que nos cálculos a porcentagem que sobrou não […]

1 de agosto de 2017

Um vínculo (des)necessário

Um vínculo (des)necessário

Versado em sentido deixaste cativo o vínculo de um mal atuado.   A coragem que se ausentou do encontro foi a mesma que não compareceu ao desenlace.   Foi na via escorregadia de tua impropriedade que o sentido se perdeu.