18 de abril de 2018

ATÉ QUE A MORTE ME UNA

[Quarta Poética] ATÉ QUE A MORTE ME UNA

Silêncio. Onde a palavra nasce e depois morre. Tobogã onde toda sílaba escorre. Um nada antes e outro depois. Uma ausência final diferente. No começo não se existe. No fim, sobra-se na memória (túmulo vivo) que carregam da gente. Antes da chegada, o desconhecido. Partido, entre outros distribuído, até, com (ou sem?) sorte, ser esquecido e oferecido à morte. Que a palavra final me condene a mim. E demore assim. […]

11 de abril de 2018

CASCA DO SILÊNCIO

[Quarta-Poética] Casca do silêncio

Cada vez que o mundo doía, Uma poesia. Foram tantas as vezes. Sofri tantas lágrimas, solidões e meses, Que não há nada agora que me defina, A não ser esta espessa e pesada rima Que incomoda mais a cada dia.     Leia outros textos da Quarta Poética.

10 de abril de 2018

Kenga 1

Kenga

Por onde será que anda ela? A megera do fim de tarde. Que de lutas e pelejas carnais possui sua pele macia suada. Por onde será que anda ela? A prostituta assexuada. Sempre alheia, paralela, indiferente… Mas dentre as mulheres a mais procurada Por onde será que ela anda? A amante da poligamia. Aquela que está sempre disposta a jurar três diferentes amores eternos por dia. Ah, por onde será […]

4 de abril de 2018

Batom vermelho

Batom vermelho

Tua boca, maçã Fruto proibido Sou anjo caído

28 de março de 2018

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Moldura

“Minha alma bateu com força em meu corpo, pelo lado de dentro, moldando-o.   O formato que ele tem é, então, o mais próximo que ela conseguiu chegar de você.”

18 de março de 2018

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O fim das amarras, rap do Thiago Damin

Ninguém se importa com a cidade Falta cumplicidade Quem se importa ainda salva simplicidade Muita vaidade e a idade é acessório de maquiagem Por imagem, status, dinheiro e fama Reconhecimento que acaba quando Levantam da cama A cabeça doendo, a alma corrompida E eu vou desenvolvendo junto com a batida E falando em batida Mais um boy bateu o carro na avenida A mil por hora sem pensar e matou […]

28 de fevereiro de 2018

VI

[poesia] VI

Vi Vi e soube que estava ali apenas para que eu me deleitasse. Nem longe, Nem perto, À vista. Sem se importar Sem dar a mínima À parte # Vi Vi, e soube que estava ali apenas como uma oportunidade. Paralelo, Poético, Uma arte. Alheio à minha necessidade # Eu vi Vi, e percebi que estava ali apenas para que eu adorasse. (in?)Disponível, Visível, De verdade. Meu. Até que eu […]

11 de janeiro de 2018

O vale de carícias

O vale de carícias

Restos do ontem na carne de hoje Desejo que estende-se onde há saudade Carícias que jazem no vale Cavado pela tua potência produtora de paixão     Confira outros textos poéticos no site clicando aqui.

20 de dezembro de 2017

Estrangeiro em mim

Estrangeiro em mim

Eu sou um estrangeiro em mim mesmo Quantas montanhas de aço já subi? Todas as abelhas me voaram Jorrei mel pelo o que desconheço de mim Mas é bom! Tudo agora é bom! Des-entendo-me e faço-me duplo Um para mim, outro para as incertezas Caminhos? Todos sozinho! Mas aprendi Aprendi que não há aprendizagem sem borboletar-se no jardim do medo e da angústia, Nem da profundeza do engano Fiz-me triste […]

13 de dezembro de 2017

Dor

Dor

Na flor do entardecer espinhos nasceram e sangraram o dedo da tua imaginação.     Leia outras poesias da #QuartaPoética clicando aqui.