18 de outubro de 2017

[Quarta Poética] O fantasma da Ópera

[Quarta Poética] O fantasma da Ópera

Nas profundezas duma ópera sombria Morava um ser medonho, porém talentoso, Que enlevava com seu almo canto harmonioso, Em suas notas doces de melancolia; Olhos doirados, face obscura e doentia, Ele vagava no anoitecer silencioso, Languidamente, envolto em manto tenebroso, Disseminando sua pérfida magia. O malfadado só sonhava ser amado, Afinal, nem seu pai nem sua mãe o amara, E o seu coração triste tornou-se gelado! Meu caro Erik, se […]

18 de outubro de 2017

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[Quarta Poética] Beijo burocrático

Foram se perdendo na vivência Disseram o que convém Intimidade cheia de ausência “Eu te amo.” “Eu também.” Do desejo ao meu hálito Burocrático beijo virou hábito   Leia outros textos da Quarta Poética clicando aqui

27 de setembro de 2017

Medo

Medo [Quarta Poética]

Fugiste exatamente de quê? Do repousar teus olhos sobre a minha boca? Da proximidade entre os dois corpos? Da confusão entre o pensar e o sentir? Até hoje me choca não a falta de amor, mas o falsete do não no ressoar do sim.   Confira outros textos da Milene Lunes no portal clicando aqui. Milene também é professora de artes, confira o seu trabalho clicando aqui.

20 de setembro de 2017

Amor - Quarta Poética

Amor – Quarta Poética

Viver é sofrer, sofrer é amar, Amar é viver verdadeiramente. Morrer sem numa vida amar o amar Não é viver, é existir brevemente.   Se não amas, não sonhas; e sonhar É não findar, é ser perenemente. Não sonhar é não sentir, não chorar; É se arrepender quiçá eternamente.   Ama o amor e escalda em suas chamas, Ama e sê como aquilo que tu amas, E em vez de só existires, viverás!   […]

13 de setembro de 2017

Química Profana

Química Profana [Quarta Poética]

Alma seca sedutora   oca.   Metal fraco ilusão de ouro.   Derrama – joia falsa – teu quilate (condição de chumbo) carne que abate.   Alegra-te espírito ausente – ardilosamente – em cínica alquimia.     Confira outros textos da Milene Lunes no portal clicando aqui. Milene também é professora de artes, confira o seu trabalho clicando aqui.

6 de setembro de 2017

Elegia - Quarta Poética

Elegia – Quarta Poética

À sombra do escuríssimo cipreste, Próximo destas árvores chorosas, Descerram-se lembranças dolorosas Do derradeiro beijo que me deste.   Recordo-me de teu olhar celeste, A então contemplar as lôbregas rosas, Que estavam congeladas… mas brilhosas, Pelo Inverno, — que de dor tudo veste. —   A face deplorando amargo pranto, Sobre um gótico túmulo, falaste: “Vê como de tais flores morre o encanto!   O Inverno da vida também — […]

6 de setembro de 2017

A SENHA DA FRAQUEZA HUMANA 1

A senha da fraqueza humana – Quarta Poética

A SENHA DA FRAQUEZA HUMANA O carro forte passa E leva a força das pessoas

30 de agosto de 2017

Vingança Apolínea

Vingança Apolínea

(Se acaso foi intenção vingar-te) Contra quem arremessaste tuas flechas fatais? Tolo, ao vingar-te da impossibilidade de um passado perdeste a atualização de um amor possível.

23 de agosto de 2017

Dualidade

Dualidade

Em meus lábios surge um triste sorriso Que exala agonia e solidão apenas… Dormem no silêncio de minha alma as cenas Que outrora eram parte de um paraíso.   Às vezes lembranças belas e serenas Tornam-se suspiros negros, e é preciso Olvidá-las pra não verter sobre o riso Do passado lágrimas de eternas penas.   Meu coração pálido chora na treva Por não deslembrar o Amor que me leva Para […]

23 de agosto de 2017

Sombra

Sombra

A minha sombra sou eu já cansado de mim. É a moldura onde fico exposto, sem decoração, porque falta você me decorar, lembrar sempre de mim. Um quadro que pintaram com um modelo meu que desconheço. É a fumaça-mim, queimado, pelo Sol posto de lado. É o rechaço do eu sonhar, pelo Luar. Despida a minha sombra de mim. Eu em outro lugar. A minha sombra é o meu espírito […]