18 de abril de 2018

ATÉ QUE A MORTE ME UNA

[Quarta Poética] ATÉ QUE A MORTE ME UNA

Silêncio. Onde a palavra nasce e depois morre. Tobogã onde toda sílaba escorre. Um nada antes e outro depois. Uma ausência final diferente. No começo não se existe. No fim, sobra-se na memória (túmulo vivo) que carregam da gente. Antes da chegada, o desconhecido. Partido, entre outros distribuído, até, com (ou sem?) sorte, ser esquecido e oferecido à morte. Que a palavra final me condene a mim. E demore assim. […]

4 de abril de 2018

Batom vermelho

Batom vermelho

Tua boca, maçã Fruto proibido Sou anjo caído

28 de março de 2018

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Moldura

“Minha alma bateu com força em meu corpo, pelo lado de dentro, moldando-o.   O formato que ele tem é, então, o mais próximo que ela conseguiu chegar de você.”

21 de março de 2018

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[Quarta Poética] Pedras de dentro

“Ando pela minha beirada Tentando não ver nada Do que há em mim. Não me questiono. Ponho-me num trono. Mas em meu interior Há mais em que tropeçar Do que se eu fosse Lá fora caminhar.”     Leia outros textos da série #QuartaPoética clicando aqui.

20 de dezembro de 2017

Estrangeiro em mim

Estrangeiro em mim

Eu sou um estrangeiro em mim mesmo Quantas montanhas de aço já subi? Todas as abelhas me voaram Jorrei mel pelo o que desconheço de mim Mas é bom! Tudo agora é bom! Des-entendo-me e faço-me duplo Um para mim, outro para as incertezas Caminhos? Todos sozinho! Mas aprendi Aprendi que não há aprendizagem sem borboletar-se no jardim do medo e da angústia, Nem da profundeza do engano Fiz-me triste […]