Recorte Lírico

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Tolkien — O Pai da Fantasia

1 de janeiro de 2018

Categorias:Artigo de Opinião Tags:,

Tolkien — O Pai da Fantasia

Olá, recorteiros! Hoje, depois de eras que parecem ser da Terra-Média, venho com mais uma matéria. Alguns que são old-school do Recorte, sabem que escrevi da última vez sobre literatura de língua portuguesa, falando sobre o Trovadorismo e como ele pode ser visto nos dias de hoje, apesar de ser antigaço, sendo o primeiro movimento literário de Portugal. Apesar do meu declarado amor pela literatura de língua portuguesa, hoje a proposta é outra: nerdice. Haha! Sim, falaremos hoje sobre a lendária obra de J. R. R. Tolkien, o considerado pai da fantasia, o velhinho do cachimbo, ou somente o criador do maior universo de fantasia já criado, na minha opinião: a Terra-Média (já citada acima) e suas histórias, mais conhecidas por seus títulos, respectivamente: O Silmarillion, Béren e Lúthien, Os Filhos de Húrin, O Hobbit, O Senhor dos Anéis e Contos Inacabados.

Sim, meus amigos. Estamos falando da origem do filmão da zorra (rsrs) que é o 13 vezes ganhador do Oscar: O Senhor dos Anéis. O mais estranho é que a história, que parece uma produção tão atual, foi lançada de 1954 a 1955. Sim. E não para por aí! O Hobbit foi lançado em nada mais nada menos que 1938!

Ainda que você não tenha gostado da ideia da obra, é inegável a grande importância da obra para a literatura fantástica. Seu legado permanece e serve de inspiração para os grandes, como J. K. Rowling (Série Harry Potter) e G. R. R. Martin (Série Game Of Thrones).

Você de verdade deve estar se perguntando o porquê de Tolkien ser tão falado e suas obras serem tão famosas, creio eu. Posso afirmar por experiência própria que a riqueza literária em suas obras e simplesmente monstruosa e magnífica, com os detalhes mais sórdidos e escondidos da história. Entre um universo, divindades divididas em três tipos, a Terra, suas várias regiões, criaturas diferentes em cada região, milhares de nomes, e, o mais importante: dezenas de idiomas, visto que nosso querido autor era linguista. Os idiomas formados são de uma riqueza que apenas a experiência pode mensurar. Dá pra acreditar que ele formou idiomas, gramática, sintaxe e a zorra toda do nada? Pois é, ele é tudo isso que falam, mesmo.

Hoje em dia, o filho de J.R.R. Tolkien, Christopher Tolkien, cuida da edição de todas as obras do pai. Há muitas outras obras falando da Terra Média, mas algumas ainda não foram lançadas no Brasil. Christopher está bastante idoso, na casa dos 90, mas continua lúcido e muito rígido quando se trata da obra do pai. Como assim? Exemplo:

“A obra do meu pai teve as vísceras arrancadas, transformada em um filme de ação para pessoas de 15 a 25 anos”. Isso ele disse em uma entrevista em 2012, para uma repórter francesa, depois de um grande “jejum de imprensa”.

Enfim, apesar de todas as adaptações, é claro que ainda temos o majestosos glorioso livro, com todos os detalhes históricos, linguísticos e filosóficos. Se vale a pena conferir? Eu sou suspeito pra falar, mas com certeza é uma experiência e tanto.

Fica aqui minha singela introdução a Tolkien e homenagem, pois esse cara me deu fome por livros que eu nunca teria experimentado, não fosse por ele.

Obrigado, Tolkien.

Grande abraço a todos! Volto em breve.

Leia outros textos do autor Luciano Chaves Jr., clicando aqui.