À sombra do escuríssimo cipreste,
Próximo destas árvores chorosas,
Descerram-se lembranças dolorosas
Do derradeiro beijo que me deste.
Recordo-me de teu olhar celeste,
A então contemplar as lôbregas rosas,
Que estavam congeladas… mas brilhosas,
Pelo Inverno, — que de dor tudo veste. —
A face deplorando amargo pranto,
Sobre um gótico túmulo, falaste:
“Vê como de tais flores morre o encanto!
O Inverno da vida também — que amaste —
Faz das almas cessar o breve canto!”
E beijando-me, “adeus!” tu suspiraste…




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