Masters of the Universe chegou aos cinemas no dia 5 de junho de 2026 com críticas surpreendentemente positivas, conquistando 77% de aprovação no Rotten Tomatoes e deixando o mais recente filme de Star Wars para trás. O filme de Travis Knight marca o retorno triunfal de um clássico dos anos 1980 que esteve esquecido nas prateleiras do cinema hollywoodiano.
A produção é um reboot da franquia de brinquedos e desenho animado que capturou a imaginação de gerações, com orçamento robusto e elenco de peso. O longa tem duração que alguns críticos consideram extensa, mas a maioria elogia o equilíbrio entre ação cartunesca e coração emocional na narrativa.
Masters of the Universe supera Star Wars na crítica
A comparação entre os dois franquias não é por acaso. Segundo o Rotten Tomatoes, o filme de Travis Knight conquistou 77% de aprovação dos críticos, enquanto The Mandalorian and Grogu, o mais recente lançamento Star Wars, ficou em 62%. Essa reviravolta é particularmente significativa considerando a história entrelação das duas franquias. Mattel criou a linha de brinquedos Masters of the Universe nos anos 1970 justamente para preencher o vazio deixado pela perda da licença Star Wars para a rival Kenner, que virou praticamente sinônimo de Star Wars nas coleções infantis da época.
O novo filme de Masters of the Universe também conquistou espaço em telas IMAX que costumavam ser reservadas para Star Wars, consolidando seu retorno como força no cinema de fantasia e aventura. Críticos apontam que a produção oferece algo diferente do que a audiência espera de blockbusters de herói, adotando uma abordagem que mistura sinceridade com absurdo proposital.
A crítica especializada destacou especialmente as performances. Nicholas Galitzine no papel de He-Man ganhou elogios por transformar um príncipe musculoso e poderoso em um underdog credível, lembrando a abordagem emocional de James Gunn no novo Superman. Jared Leto, em sua versão over-the-top de Skeletor, surpreendeu positivamente o público crítico com uma performance que equilibra o ridículo com a ameaça real.

O que é Masters of the Universe sobre?
Nicholas Galitzine interpreta Adam Glenn, um funcionário de escritório que usa camisas rosa de botões e carrega sonhos sobre espadas e magia. Esses sonhos não são simples imaginações: vêm de sua infância no mundo tecno-mágico de Eternia. Seus pais, o Rei Randor (James Purefoy) e a Rainha Marlena (Charlotte Riley), exilaram o jovem Adam na Terra para salvá-lo da feitiçaria sinisttra de Skeletor.
Quando sua amiga de infância Teela (Camila Mendes) o traz de volta a Eternia, Adam descobre que o planeta está à beira do colapso sob o domínio de Skeletor. Ele precisa unir os heróis remanescentes de Eternia, incluindo Man-At-Arms (Idris Elba), o pai e mestre de armas de Teela, para reconquistar a liberdade do mundo. Mas Adam enfrenta um problema: não é forte o suficiente para confrontar Skeletor. Para isso, ele deve reivindicar seu destino e invocar o poder do Castelo Grayskull, transformando-se no lendário He-Man.
A trama usa o mecanismo clássico do herói relutante que descobre seu verdadeiro potencial, mas Travis Knight injeta elementos de humor que funcionam porque o filme nunca toma a si próprio completamente a sério. A narrativa equilibra o absurdo proposital com momentos genuinamente emocionais, criando uma experiência que lembra tanto os filmes Marvel quanto a animação que inspirou a franquia original.
A recepção crítica divide opiniões sobre enredo e ritmo
Nem todos os críticos estão completamente convencidos. A crítica Molly Freeman do ScreenRant reconheceu que o filme usa diversos tropos conhecidos do gênero: Teela é uma guerreira mais competente que Adam, mas permanece em papel secundário; elementos da trama ecoam Lord of the Rings e Star Wars com clareza. Freeman até identificou que o filme possui uma qualidade de “hopecore” que compensa essas escolhas familiares, tornando a experiência mais aceitável mesmo quando reciclando fórmulas estabelecidas.
Victoria Luxford de Collider comparou Masters of the Universe ao Thor da Marvel, identificando como o filme mistura ação inspirada em cartoons com humor genuíno e performances que mantêm os pés na terra. Ela elogiou especialmente a quantidade de coração emocional injetada na narrativa, particularmente através da performance de Galitzine, que consegue fazer funcionar o conceito paradoxal de um príncipe todo-poderoso que ainda assim é vulnerável e procura aprovação.
Jake Kleinman do Polygon foi mais entusiasmado, descrevendo o filme como “quase perfeito” e elogiando a paleta de cores vibrante de Travis Knight e os efeitos práticos tangíveis. Sua análise comparou a experiência de assistir Masters of the Universe a entrar no cérebro superestimulado de uma criança de 12 anos que passou quatro horas vendo comerciais de brinquedos e comendo cereal açucarado. Para Kleinman, essa característica define o filme como algo que “funciona”.
Como Masters of the Universe supera seu antecessor de 1987
O filme de 1987 estrelado por Dolph Lundgren e Frank Langella como He-Man e Skeletor ocupou um lugar peculiar na história do cinema: desprezado pela crítica contemporânea com apenas 21% no Rotten Tomatoes, mas posteriormente reabilitado por alguns cinéfilos que aprenderam a apreciar sua mistura única de sinceridade e exagero. Apesar dessa reavaliação tardia, seu desempenho de bilheteria fraco esmagou efetivamente a franquia por quase quatro décadas.
O novo filme não apenas restaura Masters of the Universe, como o faz com autoridade crítica e comercial. Travis Knight, conhecido por seus filmes de animação stop-motion visualmente deslumbrantes como Kubo e a Espada Mágica, trouxe sua sensibilidade estética para o live-action. O resultado é uma produção que respeita o material original enquanto abraça seu potencial para entretenimento de alto nível, evitando tanto o fracasso sombrio dos anos 1980 quanto a autoconsciência excessiva que prejudica alguns blockbusters atuais.
A escolha do elenco também marca diferença. Nicholas Galitzine, reconhecido por papéis anteriores em dramas românticos e de alta produção, traz uma profundidade que Dolph Lundgren, um grande ator de ação mas com alcance emocional limitado, não conseguiria. Camila Mendes oferece uma Teela que equilibra força física com vulnerabilidade, enquanto Idris Elba como Man-At-Arms adiciona gravidade ao papel de mentor. Jared Leto, frequentemente alvo de críticas por performances excessivas, encontrou no papel de Skeletor um papelque na verdade recompensa sua abordagem teatral.
Masters of the Universe marca retorno seguro para franquias clássicas
O sucesso de Masters of the Universe sugere que Hollywood pode ter finalmente encontrado a fórmula para revitalizar propriedades antigas: respeitar o material original, montar orçamento apropriado, contratar um diretor com visão coerente e garantir que o elenco compreenda que esses filmes funcionam melhor quando abraçam sua própria estranheza em lugar de lutar contra ela. Similar ao que aconteceu com filmes de heróis mais recentes, especialmente aqueles dirigidos por James Gunn, Masters of the Universe reconhece que a sinceridade e a diversão não precisam ser mutuamente exclusivas.
A duração que alguns críticos criticaram, enquanto citam como aspecto negativo de uma experiência que por outro lado funciona, não impediu que o filme conquistasse crítica robusta. Isso sugere que a audiência e os críticos estão dispostos a tolerar escolhas criativas específicas quando o resultado geral entrega entretenimento verdadeiro. A paleta de cores e design de produção de Travis Knight criou um mundo que sente genuinamente alienígena mas ainda acessível, diferente da aparência frequentemente acinzentada de muitos blockbusters contemporâneos.
Como mencionado, Masters of the Universe ocupou espaço em telas IMAX que Star Wars costumava reservar exclusivamente, um detalhe que importa tanto comercialmente quanto simbolicamente. Essa mudança reflete a confiança dos estúdios no produto e a disposição dos cinemas em ajustar sua programação para aquilo que acreditam ter potencial de sucesso. Para uma franquia que dormiu por décadas, essa é uma reviravolta significativa.
O que poderia ter funcionado melhor em Masters of the Universe
Apesar da recepção positiva, o filme não é perfeito. A crítica legítima sobre o runtime revela que Travis Knight talvez tenha ocasionalmente priorizado a construção de mundo e desenvolvimento emocional sobre a eficiência narrativa. Alguns momentos de diálogo teriam beneficiado de edição mais rigorosa. Além disso, o filme segue estruturalmente roteiros familiares, o que alguns espectadores poderiam interpretar como falta de originalidade em comparação com o material inspirador dos anos 1980.
Outro aspecto que divide: Teela continua em papel claramente secundário apesar de suas competências como guerreira claramente superiores às de Adam. Essa escolha, embora comum em narrativas de herói focadas em um personagem central, poderia parecer retrógrada para espectadores conscientes de representação. O filme reconhece essa tensão, mas não oferece resolução completamente satisfatória.
Perguntas frequentes sobre Masters of the Universe
Qual é a avaliação no Rotten Tomatoes?
Masters of the Universe conquistou 77% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, ultrapassando The Mandalorian and Grogu que obteve 62%. A métrica indica recepção genuinamente positiva, especialmente considerando as expectativas baixas associadas a reboots de propriedades vintage.
Quem são os atores principais?
Nicholas Galitzine interpreta Adam Glenn/He-Man, Camila Mendes atua como Teela, Jared Leto é Skeletor, Idris Elba faz Man-At-Arms, James Purefoy aparece como Rei Randor e Charlotte Riley interpreta a Rainha Marlena. O elenco de suporte inclui outros nomes reconhecíveis que reforçam o investimento produtivo da Warner Bros. neste projeto.
Em qual data Masters of the Universe foi lançado?
O filme estreou em 5 de junho de 2026, marcando o retorno oficial da franquia após décadas fora do circuito de cinema de grande escala. A data também marca seu posicionamento como início potencial de franquia de filmes dedicados a expandir o universo de Eternia.
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Vale a pena assistir Masters of the Universe?
Sim, especialmente se você aprecia cinema de fantasia que equilibra criatividade visual com entretenimento acessível. Se você cresceu com a animação original ou os brinquedos, encontrará referências e homenagens que funcionam sem exigir nostalgia para apreciar o filme. Se você é fã de superhero movies contemporâneos, descobrirá um título que oferece a mesma sensibilidade emocional de filmes Marvel mais recentes sem perder-se em auto-referência.
O filme é ideal para quem busca aventura fantástica que não leve a si mesma completamente a sério. Não é para espectadores que preferem narrativas completamente originais em lugar de reinterpretações de propriedades conhecidas. Se você apreciou a abordagem de James Gunn ao Superman ou gostou de Thor com sua mistura de ação exagerada e humor genuíno, você encontrará em Masters of the Universe uma filosofia narrativa semelhante, com a adição de design de produção que celebra a cor e a estranheza em lugar de suprimi-las. Assista em telas IMAX se possível: a paleta visual de Travis Knight foi concebida para aproveitar esse formato.

























