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The Furious: o filme de ação que substitui The Raid

The Furious tem 99% no Rotten Tomatoes e Joe Taslim promete que o filme muda como vemos ação no cinema. Confira por que é a
The Furious

The Furious chega aos cinemas como a evolução natural do cinema de ação que conhecemos, segundo Joe Taslim, seu co-protagonista. Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes (segundo a plataforma), o filme dirigido pelo cineasta japonês Kenji Tanigaki representa uma mudança fundamental em como as coreografias de luta são filmadas e narrativas no cinema moderno. Taslim afirma que The Furious “vai mudar a forma como as pessoas assistem a filmes de ação”, posicionando-o não como um remake, mas como a próxima geração do que The Raid (2011) iniciou.

The Furious acompanha Wang Wei, um comerciante no Sudeste Asiático cuja vida é devastada quando sua filha, Rainy, é sequestrada por uma rede criminosa. Recusado pela polícia, Wei embarca em uma jornada brutal pelo submundo criminoso ao lado de Navin, um jornalista interpretado por Taslim, cujos familiares também desapareceram. O elenco reúne Xie Miao (Ip Man: The Awakening), Brian Le (Everything Everywhere All at Once) e Yayan Ruhian (Boy Kills World). Premiado no Festival de Cinema de Toronto 2025, o filme possui 113 minutos de duração e é distribuído em cinemas desde 10 de junho de 2026.

Por que The Furious supera The Raid em complexidade

Quando questionado sobre comparações entre The Furious e The Raid, Taslim não negou a influência do clássico dirigido por Gareth Evans, mas deixou claro que o novo filme representa um passo adiante. Ele explicou que, embora The Raid possuísse “muito fundamento, mas menos linhas, menos reviravoltas, menos pivôs”, The Furious é pensado para “desafiar” justamente naquilo que o cinema de ação evoluiu na última década.

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A diferença central reside nas coreografias elaboradas por Kensuke Sonomura. Segundo Taslim, Kenji Tanigaki e sua equipe “amam coreografias complexas” e colocam camadas entre os movimentos que “enriquecem a coreografia”. Essa abordagem transforma cada sequência de luta em narrativa visual, em vez de simplesmente conectar um confronto ao próximo. O filme não separa ação de história; cada golpe, queda e grimace do personagem contribui para o arco emocional da trama.

A dor acumulada é essencial para entender essa diferença. Taslim relembrou que sente “mais dor agora” durante as cenas de ação do que sentia em The Raid, mas sua motivação vem “da vontade dentro de mim de ser cada vez melhor”, algo que o força a ir além de seus limites físicos. The Furious é o “estilo moderno de ação”, a “nova onda” que ele vê crescer a cada ano no cinema.

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The Furious
The Furious | Fonte: screenrant.com

O papel dos atores nas sequências de luta sem dublês

Um dos aspectos mais diferenciadores de The Furious é a decisão deliberada de não usar dublês nas cenas de ação. Taslim é categórico quanto à importância dessa escolha: “Se o ator está fazendo todas as lutas, significa que a narrativa dele nunca é traída no processo”. Essa fidelidade ao personagem cria um tipo diferente de engajamento emocional com o público.

Quando há dublês e múltiplos cortes, o filme precisa esconder técnicas de edição; planos fechados cobrem transições entre atores. Em The Furious, não há essa proteção. Se o personagem está cansado, você vê. Se ele tropeça, você vê a dificuldade real. A expressão facial sincroniza com os gestos do corpo porque é o mesmo ator durante todo o processo, em tomadas longas. “Você vê tudo”, como Taslim destaca. O público sente que não está sendo “enganado” por truques técnicos, o que amplifica a imersão.

Essa filosofia de filmagem é o oposto do cinema de ação estilizado que prioriza cortes rápidos e montagem dinâmica. Não que um seja inferior ao outro; são apenas abordagens diferentes. A diferença é que The Furious escolhe transparência. “A audiência está com eles o tempo todo, cada segundo”, resume Taslim. Quando alguém cai, levanta em agonia, vence ou perde, o espectador está vivenciando aquela jornada junto.

O destino de Navin e a narrativa de sacrifício

Um dos elementos mais significativos de The Furious é o arco do personagem Navin, interpretado por Taslim. Sem entrar em detalhes excessivos que estragariam o filme, o jornalista encontra seu fim “de forma muito nobre”, nas palavras do ator. O que torna isso particularmente efetivo é que essa conclusão não é uma surpresa de roteiro; é a culminação de uma jornada cuidadosamente construída.

Desde o primeiro conceito, Kenji Tanigaki planejou que Navin seguisse um caminho específico. Taslim e o diretor trabalharam juntos para que a dor acumulada ao longo do filme fosse tão real quanto possível. “A lógica que você apanhou nas costelas?”, questiona Taslim. Em filmes de ação tradicionais, os personagens apenas sobrevivem milagrosamente. Aqui, Navin carrega cada ferimento: costelas quebradas, facadas, órgãos danificados. Não é dramatização; é contabilidade física.

Essa abordagem significa que quando seu destino chega, não é arbitrário. É inevitável. Alguém que assistir ao filme uma segunda vez perceberá uma estrutura narrativa muito deliberada: o personagem nunca teve chances reais de sobrevivência, não porque o roteiro é pessimista, mas porque as consequências físicas se acumulam. Taslim insistiu que Navin “levasse cada ferimento até o final” para que, no momento crucial, a escolha de sacrifício fosse lógica, não inesperada. É um tipo raro de morte em filmes de ação que realmente faz sentido.

Como The Furious evolui o gênero de ação

O sucesso crítico de The Furious (99% no Rotten Tomatoes) não é acidental; reflete uma tendência maior no cinema de ação asiático contemporâneo. Filmes como este rejeitam a fórmula de “ação pela ação” em favor de sequências que servem à história. Taslim explica que existem dois tipos de filmes de ação: aqueles que você assiste porque são entretenimento, e aqueles em que você “investe” porque sente os personagens.

Para alcançar o segundo tipo, os atores precisam estar totalmente presentes. Muitos cortes e efeitos especiais criam uma sensação estilística que distancia o espectador. Em contraste, The Furious mantém o público “na jornada” o tempo inteiro. As consequências físicas são visíveis. A narrativa nunca é traída por truques técnicos. Esse é o ponto de inflexão que Taslim acredita que mudará como as pessoas veem cinema de ação.

Comparar The Furious com The Raid não é reduzir um em favor do outro. É reconhecer que uma década de progresso técnico, narrativo e coreográfico criou novas possibilidades. Onde The Raid estabeleceu o fundamento de “ação como narrativa visual”, The Furious adiciona camadas: complexidade coreográfica, densidade emocional e honestidade física. A “nova onda” de que Taslim fala não é sobre abandonar o passado; é sobre construir sobre ele de formas que o cinema ainda está descobrindo.

Perguntas frequentes sobre The Furious

The Furious tem quantos minutos?

The Furious possui 113 minutos de duração, tempo que permite que o diretor Kenji Tanigaki desenvolva tanto as coreografias complexas quanto os arcos emocionais dos personagens sem pressa excessiva.

Joe Taslim usa dublês em The Furious?

Não. Joe Taslim realiza todas as cenas de ação pessoalmente, sem dublês. Essa escolha foi deliberada para manter a integridade narrativa e permitir que o público veja expressões faciais e movimentos corporais sincronizados durante as sequências de luta.

The Furious está em quantos cinemas?

The Furious chegou à exibição em cinemas de forma ampla no Brasil a partir de 10 de junho de 2026, com distribuição em múltiplas salas nas principais cidades após sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2025.

Vale a pena assistir The Furious?

The Furious é absolutamente imprescindível para quem ama cinema de ação genuíno. O filme não é apenas espetáculo visual; é uma declaração de como o gênero pode evoluir mantendo rigor narrativo e honestidade física. Se você assistiu The Raid e se perguntou onde o cinema de ação poderia ir a partir dali, The Furious fornece uma resposta convincente. Se você gosta de lutas coreografadas que realmente significam algo para a história, de personagens que carregam as consequências de suas ações, e de um cinema que respeita sua inteligência, este é o filme para você. O fato de 99% dos críticos concordarem reflete um consenso raro no cinema: aqui temos algo que funciona tanto como entretenimento quanto como arte.

Não é um filme para quem espera ação desconectada de narrativa. Tampouco é para quem quer apenas explosões e efeitos especiais. The Furious é para cinéfilos de ação que sabem que o gênero pode ser sofisticado, e para espectadores que precisam reconectar com o motivo pelo qual filmes de luta nos emocionam. Se você gostou de ação intensa, confira também as obras que uniram fãs do MonsterVerse para expandir seu repertório de cinema de gênero. Assista agora nos cinemas e entenda por que Joe Taslim acredita que este é seu melhor trabalho em mais de uma década de carreira em filmes de ação.


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