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Hamlet (quem diria?) ainda vive… (Parte 2)

Dando continuidade às comemorações do “Abril de Shakespeare”, publico aqui a segunda parte do texto sobre a adaptação fílmica de Michael Almereyda (leia primeira parte clicando aqui), uma leitura contemporânea de Hamlet. “MACHINA FATALIS” Na cultura grega da Antiguidade, as pessoas de uma mesma família são inseridas em um processo atávico de punição pelos erros […]

Hamlet (quem diria?) ainda vive…(Parte 1)

Anualmente, no mês de abril, amantes da literatura e de outras artes costumam celebrar a importância das obras de Shakespeare, escritor inglês mundialmente conhecido, que nasceu em 26 de abril de 1564 e faleceu em 23 de abril de 1616. Portanto, há um duplo motivo para este mês ter sido batizado como “Abril de Shakespeare”. […]

Tendências artísticas e interartísticas

Em conformidade com as vanguardas europeias, que tinham como principais metas a recusa à representação mimética tradicional e a liberdade social e estética, as tendências artísticas do Neoplasticismo e do Abstracionismo, durante as décadas de 1910 e 1920, privilegiavam as formas geométricas e o aspecto não-figurativo. Isso equivale a dizer que a relação direta da […]

Literatura no Samba – por Verônica Daniel Kobs

LITERATURA NO SAMBA Profa. Dra. Verônica Daniel Kobs* Na avenida, a fantasia vira realidade Este ano, o tema da Mocidade Independente de Padre Miguel foi Marrocos, a literatura do Oriente e suas narrativas maravilhosas, que enfatizam o sonho e a imaginação. Por esse motivo, as histórias acentuam a “suspensão da descrença” (Cf. ECO, 1994), característica […]

Literatura e Cinema: Uma introdução à intermidialidade

Umberto Eco, que, em vários textos, analisa o parentesco entre cinema e literatura, falando sobre a obra de Manzoni, em seu livro Seis passeios pelos bosques da ficção, escreve: “Não venham me dizer que um escritor do século XIX desconhecia técnicas cinematográficas: ao contrário, os diretores de cinema é que usam técnicas da literatura de […]

[Cristovão Tezza] O pai e o filho eterno

Como resultado de um processo natural e involuntário, todo artista torna-se vítima de si próprio. O sucesso, na pintura, na tevê, na literatura ou em qualquer outra arte, faz com que o público crie para o artista um personagem que deve entrar em cena sempre que ele estiver fora de sua esfera privada. O artista […]

E O NOBEL DO RAUL?

 Profa. Dra. Verônica Daniel Kobs* Nos últimos dias, pela surpresa causada pelo anúncio do Nobel de Literatura deste ano, a pergunta que recebo é sempre a mesma: e o Bob Dylan? Primeiro, a pergunta veio de um aluno de Letras. Eu tinha sabido da notícia um dia antes. Lembro que fiquei meio atônita, quando ouvi […]

As vozes do feminino nas obras de Hilda Hilst e Frida Kahlo

AS VOZES DO FEMININO NAS OBRAS DE HILDA HILST E FRIDA KHALO* Profa. Dra. Verônica Daniel Kobs**           Elaine Showalter considera a arte das mulheres “um ‘discurso de duas vozes’ que personifica sempre as heranças social, literária e cultural tanto do silenciado quanto do dominante” (SHOWALTER, 1994, p. 50). Para a autora, essa posição “inconstante”, […]

Traduções da pintura em ‘Breve espaço entre cor e sombra’, de Cristovão Tezza

TRADUÇÕES DA PINTURA EM BREVE ESPAÇO ENTRE COR E SOMBRA, DE CRISTOVÃO TEZZA* Profa. Dra. Verônica Daniel Kobs**             No romance Breve espaço entre cor e sombra, há quatro capítulos especiais, porque apresentam o processo artístico do pintor Tato Simmone, na composição de suas telas: Crianças, Immobilis sapientia, Estudo sobre Mondrian e Réquiem. São essas […]