A coerência crítica e o caos aparente nas colagens de Valêncio Xavier

Na literatura contemporânea, a colagem, recurso amplamente utilizado na maioria dos movimentos de vanguarda do início do século XX, na pop arte e na poesia visual, empresta ao texto um efeito artesanal. Algumas partes do livro são componentes estranhos à literatura convencional e ao próprio significado de texto. Fotos, pedaços de jornal, bilhetes, manchetes e […]
O que torna Cem Anos de Solidão tão apaixonante?

Farrel [email protected] Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez (ou Gabo, como é conhecido na Colômbia), é uma obra indiscutivelmente apaixonante. Se você nutre gosto por consumir literatura, certamente já viu essa afirmação em algum lugar antes. O que não sei é se lhe disseram o que torna a obra tão espetacular, então vou […]
Machado e a plasticidade do clássico

Tenho sobre a mesa o belo livro “Machado de Assis: Contos (quase) esquecidos”, organizado pelo professor João Cezar de Castro Rocha[i], 2ª. ed., pela editora Filocalia, do grupo editorial É Realizações, de São Paulo, com 440 páginas bem ilustradas num notável projeto gráfico de Maurício Nisi Gonçalves (Nine Design). O livro conta ainda com dois […]
Notas sobre a civilização do espetáculo (2)

Encerrei minha crônica anterior com uma afirmação e uma pergunta: a civilização criou uma miríade de coisas. “Por que você prefere a civilização à selvageria?” Essa multiplicidade de coisas e feitos é que devia fundamentar uma resposta esmagadora, e que às vezes se torna a resposta impossível – por que prefiro a civilização à selvageria, […]
Pollyanna é baseado em Anne com um ‘E’?

Recentemente li um clássico que eu não esperava ler tão cedo: Pollyanna, da autora Eleanor H. Porter. O livro foi publicado nos Estados Unidos, pela primeira vez, em 1913. A obra conta a história de uma garotinha órfã que vai viver com a tia rica em uma bela casa no campo, sendo a melhor parte, […]
Senha para acessar o sofrimento

Um livro de 1600 e outro de nossa época se juntam para servir como senha que dá acesso ao sofrimento e a mais humanidade do crítico e do leitor
Coco: O lado bom da morte

O filme Coco (EUA, 2018), de Lee Unkrich e Adrian Molina, é uma celebração aos mortos e à vida. Quando assisti pela primeira vez, logo que foi lançado, duas coisas me chamaram a atenção: a naturalidade dada à temática da morte; e a presença de Frida Kahlo no desenho. Como sabemos, a pintora mexicana sempre […]
Curtindo Selfie

Uma análise sobre a “audaciosa” peça Selfie, dirigida pelo Marcos Caruso e com atuações de Mateus Solano e Miguel Thiré, já apresentada em diversas cidades.
O Cangaço a partir do Crossover Lampião & Lancelote

Não me canso de ler e pensar sobre o cangaço, movimento que até hoje provoca discussões acirradas. Em dezembro, fui ao Nordeste pela primeira vez e, em Natal, reencontrei os mitos de Lampião e Maria Bonita. Como ocorre em qualquer lugar do Brasil, as representações divergiam: enquanto as principais lojas e os restaurantes típicos destacavam […]
Por que Peaky Blinders é uma das melhores séries já feitas?

Comecei a assistir Peaky Blinders no boom que a série teve, em 2018, com a estreia da quarta temporada, a última até então lançada (a quinta temporada está prevista para o segundo semestre de 2019). A série, que terá direito a um filme, é britânica, tem produção da BBC e foi criada por Steven Knight. […]
