Quarto
Esta parede está cheia de infiltração
Deve ter absorvido
O que vazou do meu coração
Esta parede está cheia de infiltração
Deve ter absorvido
O que vazou do meu coração
Redação do Recorte Lírico. Contato por email: [email protected]
Instagram: @recortelirico

“Ando pela minha beirada Tentando não ver nada Do que há em mim. Não me questiono. Ponho-me num trono. Mas em meu interior Há mais em que tropeçar Do que se eu fosse Lá fora caminhar.” Leia outros textos da série #QuartaPoética clicando aqui.

A minha sombra sou eu já cansado de mim. É a moldura onde fico exposto, sem decoração, porque falta você me decorar, lembrar sempre de mim. Um quadro que pintaram com um modelo meu que desconheço. É a fumaça-mim, queimado, pelo Sol posto de lado. É o rechaço do eu sonhar, pelo Luar. Despida a…
A SENHA DA FRAQUEZA HUMANA O carro forte passa E leva a força das pessoas Anúncio
Eu sou um estrangeiro em mim mesmo Quantas montanhas de aço já subi? Todas as abelhas me voaram Jorrei mel pelo o que desconheço de mim Mas é bom! Tudo agora é bom! Des-entendo-me e faço-me duplo Um para mim, outro para as incertezas Caminhos? Todos sozinho! Mas aprendi Aprendi que não há aprendizagem sem…
O Impossível protege os meus pés De chegarem mais perto da minha conclusão, Que seria em vão, Anúncio Não tivesse eu tirado os sapatos à entrada, Na minha Origem. Anúncio Concluo-me quando não estou disponível a interpretações.
Um homem sem destino, indo por um caminho tranquilo, procurando e chamando por ele, enveredando uma busca por ilusões, farto de suas dúvidas, respirando ar puro, com seus olhos em chamas…dançantes, querendo ver sempre os pássaros que, como jardins, enchem a sua esperança. Um homem que cuida de sua alma, regando as flores de seu…
Sôfrego afundo No quão grande oceano Das palavras que me puxam Anúncio Trôpego fujo Estão ao encalço, canso Anúncio Minguam, murcham As forças ou quê? Já me afogaram Mas lá se vê O resgate, me elevam De novo, e de novo Não sou estorvo Escrevo, sim Pois não há de ser mais assim

Em meus lábios surge um triste sorriso Que exala agonia e solidão apenas… Dormem no silêncio de minha alma as cenas Que outrora eram parte de um paraíso. Às vezes lembranças belas e serenas Tornam-se suspiros negros, e é preciso Olvidá-las pra não verter sobre o riso Do passado lágrimas de eternas penas. …

Fugiste exatamente de quê? Do repousar teus olhos sobre a minha boca? Da proximidade entre os dois corpos? Da confusão entre o pensar e o sentir? Anúncio Até hoje me choca não a falta de amor, Anúncio mas o falsete do não no ressoar do sim. Confira outros textos da Milene Lunes no portal…