Alma errante.
Encontrei miragens no deserto.
Fui errado, fui certo.
Desisti, sumi.
Joguei-me para fora do jogo.
Busco as cartas para voltar à superfície, a despeito da melancolia de ter de tomar a água inexistente nessas terras para sobreviver.
Li num papiro as rotas dos antigos desbravadores.
Quantos perderam-se nestas areias.
Eu, até já enterrei-me nestas dunas.
Não participei da distribuição dos camelos.
Não recebi sapatos.
Sim, o que importa é que sou profundo,
Apesar de não viver a esperança da terra promissora de água e descanso.
Sou profundo.
Serei água!




![[Quarta Poética] ATÉ QUE A MORTE ME UNA](https://recortelirico.com.br/wp-content/uploads/2018/04/ate-que-a-morte-me-una.jpg)

















