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Avatar 4 em 2029: a grande virada de Kiri

Avatar 4 pode trocar o foco de Jake por Kiri em 2029. Veja por que isso pode salvar a saga.
Avatar 4

Avatar 4 pode mudar de rumo em 2029 porque James Cameron parece disposto a trocar a narrativa centrada em Jake Sully por Kiri, o que daria à franquia um novo fôlego depois de Avatar: Fire and Ash. O filme ainda está previsto para 21 de dezembro de 2029, e a ideia é que essa virada ajude a saga a não repetir o desgaste do terceiro capítulo.

Para quem não acompanhou os bastidores, a situação é esta: os dois primeiros Avatar foram enormes sucessos, mas Avatar: Fire and Ash ficou abaixo das expectativas por ter feito 1 bilhão de dólares, e não 2 bilhões. Isso colocou o futuro da franquia em dúvida e abriu espaço para mudanças mais ousadas em Avatar 4.

Por que Avatar 4 precisa mudar de cara?

Avatar 4 precisa mudar de cara porque Fire and Ash passou a sensação de repetição. O texto fonte deixa claro que o problema não foi a bilheteria em si, já que 1 bilhão ainda é um número gigantesco, mas a falta de novidade. The Way of Water teve o benefício da espera de 13 anos e vendeu a sensação de evento; já o terceiro filme chegou só três anos depois e soou menos especial.

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Outro ponto é que Cameron vendeu The Way of Water com a inovação do motion capture embaixo d’água, enquanto Fire and Ash prometia uma sequência ligada ao vulcão e à lava, mas mal ficou 10 minutos nesse ambiente. Isso ajuda a entender por que Avatar 4 precisa fazer algo realmente diferente para não parecer mais do mesmo.

Na prática, a franquia está num momento em que repetir a fórmula pode ser arriscado até para um blockbuster dessa escala. E aqui eu acho que a leitura do artigo faz sentido: se a série quiser continuar relevante, precisa sair da zona de conforto. É o tipo de dilema que lembra o que aconteceu com grandes sagas quando insistiram em seguir no piloto automático, algo muito menos eficiente do que parece no papel.

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Além disso, o próprio texto original reforça que Avatar 4 ainda está em produção e segue mirando o lançamento de fim de ano, aproveitando uma janela que historicamente funcionou bem para a franquia. Isso mostra que o projeto não morreu, mas também não está garantido de forma cega.

Se você curte esse tipo de bastidor de franquia grande, vale comparar com a discussão sobre Andor merece mais que 96%?, que também fala sobre como uma saga pode se reinventar quando encontra um novo ponto de vista.

Avatar 4
Avatar 4 | Fonte: screenrant.com

Kiri vai assumir a narração em Avatar 4?

Sim, de acordo com o conteúdo original, Kiri deve assumir a narração em Avatar 4 e provavelmente virar o centro dramático da franquia. Essa é a grande mudança de gêneros apontada pelo texto: de uma saga de guerra interplanetária para uma história mais ligada ao coming of age, com os filhos ocupando mais espaço.

O artigo destaca que Jake Sully é um personagem que já cumpriu seu arco principal desde o primeiro filme. Depois de se tornar parte dos Na’vi, a trajetória dele ficou menos interessante como motor dramático. Nos capítulos 2 e 3, ele continuou como foco, mas a dinâmica dos filhos abriu espaço para outras figuras, principalmente Kiri.

Eu gosto dessa ideia justamente porque ela quebra a expectativa sem destruir a identidade da franquia. Kiri é descrita como uma figura fascinante, com síndrome do impostor e um papel de escolhida, enquanto Lo’ak tem a amizade com o tulkun como um dos pontos mais carismáticos da fase recente. Já Spider divide opiniões, e o texto é honesto ao dizer que ele irrita desde o começo. Essa sinceridade ajuda a dar mais confiança à leitura.

Essa virada também faz sentido dentro da lógica da própria franquia. Se os três primeiros filmes foram vistos como uma sequência de guerras e expansão de mundo, colocar Kiri no comando pode tornar Avatar 4 mais íntimo, mais emocional e menos dependente da mesma fórmula visual de sempre.

Para quem gosta de acompanhar esse tipo de mudança em sagas longas, outro texto interessante no Recorte Lírico é 10 filmes de guerra quase perfeitos dos últimos 40 anos, que ajuda a entender como o gênero se sustenta quando varia o ponto de vista.

O que mais pode definir Avatar 4 em 2029?

Além da troca de narrador, Avatar 4 também pode ser marcado por uma mudança de tom. O texto sugere que os elementos de passagem para a vida adulta já foram os melhores trechos dos dois últimos filmes, o que indica uma aposta maior nos filhos de Jake e Neytiri como protagonistas.

Isso é relevante porque a franquia parece estar num ponto de decisão. James Cameron ainda quer fazer o filme, e o material indica até que ele está mais empolgado com esse capítulo do que com Avatar: Fire and Ash. Mas existe um porém enorme: se o terceiro filme não corresponder financeiramente, os próximos podem nem sair do papel.

Também chama atenção o fato de Cameron querer reduzir custos com efeitos visuais no futuro, o que abre a possibilidade de um caminho mais econômico para as continuações. Não significa abandonar a grandiosidade, mas mostra que até uma franquia gigantesca precisa pensar em sobrevivência. Isso, para mim, é o detalhe mais revelador do texto original: o espetáculo continua, só que agora com consciência de risco.

Se Avatar 4 realmente migrar para uma narrativa guiada por Kiri, a sensação pode ser parecida com a de uma série que troca de protagonista no momento certo. Nem sempre isso funciona, claro, mas quando funciona, renova tudo.

Vale a pena?

Avatar 4 vale a pena pela proposta de mudança, não só pelo nome que carrega. O filme ainda está longe, mas a ideia de entregar Kiri como narradora e mover a saga para um novo tipo de história é justamente o tipo de decisão que pode salvar a franquia de um desgaste maior. Eu ficaria de olho, porque se Cameron acertar essa virada, 2029 pode marcar a fase mais diferente de toda a saga.

No fim, a pergunta não é só se Avatar 4 vai sair, e sim se ele vai conseguir parecer necessário. Se trouxer mesmo essa mudança de gênero e de protagonismo, a resposta pode ser sim.

Enquanto isso, acompanhar a evolução da franquia continua valendo, especialmente para quem quer entender como grandes universos tentam se reinventar sem perder o público.

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