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Tore: Uma Análise Profunda de uma Jornada de Luto na Série Sueca da Netflix

A série ‘Tore’ da Netflix é uma produção sueca que mergulha de forma sincera no luto, um tema que frequentemente mexe com nossas emoções. Assistir

A série ‘Tore’ da Netflix é uma produção sueca que mergulha de forma sincera no luto, um tema que frequentemente mexe com nossas emoções. Assistir a histórias que exploram a perda de um ente querido nos obriga a sentir empatia, mas também nos desafia a imaginar como nós mesmos lidaríamos com uma situação semelhante.

Na série, o roteiro demonstra um profundo entendimento do protagonista, o que o diferencia de muitas outras histórias de luto. Em vez de seguir o clichê da autodestruição do personagem principal, ‘Tore’ nos apresenta um protagonista cuja jornada já conhecemos desde o início. Isso muda completamente nossa perspectiva sobre ele e sua jornada. A série é habilmente escrita por William Spetz, que também interpreta o papel-título de Tore.

Concisão e Personagens Imperfeitos

Tore: Uma Análise Profunda de uma Jornada de Luto na Série Sueca da Netflix
Tore: Uma Análise Profunda de uma Jornada de Luto na Série Sueca da Netflix. (Imagem: Netflix/Reprodução)

Uma das qualidades notáveis da série é sua concisão. A narrativa não se estende desnecessariamente, fornecendo uma visão clara do personagem de Tore desde o início. A série também explora a imperfeição dos personagens de maneira autêntica. Tore é alguém que claramente precisa de ajuda, mas mesmo sua amiga, Linn, falha em compreendê-lo em muitos momentos. Essa representação imperfeita dos “melhores amigos opostos” difere do padrão comum, onde o melhor amigo é frequentemente apresentado apenas como um contraponto ao protagonista. A amizade, como qualquer relacionamento, requer comunicação e compromisso, e ‘Tore’ retrata isso de maneira interessante.

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Luto Sem Clichês

Uma característica louvável da série é a ausência de excentricidades no personagem enlutado. Muitas vezes, personagens em luto são retratados como peculiares, usando suas excentricidades como justificativa para evitar a realidade. Isso é frequentemente usado como artifício para ganhar a simpatia do público quando suas ações frustram. ‘Tore’ desafia essa convenção, tornando a jornada do protagonista mais sincera e autêntica.

Humor como Sinal de Crescimento Emocional

O humor desempenha um papel interessante na série, embora não seja imediatamente evidente. Ele começa a se manifestar nos episódios finais, quando a empatia do público não é mais tão exigida pelo personagem Tore. É através do humor que vemos o crescimento emocional de Tore. Inicialmente, ele é retratado como emocionalmente reprimido, mas sua capacidade de fazer e apreciar piadas sombrias no final demonstra seu desenvolvimento emocional e realiza o último desejo de seu pai. No entanto, ao olhar mais de perto, percebemos que parte do humor nos episódios anteriores tinha tons mais trágicos, mostrando a transformação de Tore de alguém que foge dos problemas para alguém que finalmente enfrenta as adversidades.

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Questões em Aberto – Representação e Final

Embora haja muitos aspectos positivos na série, também surgem algumas questões em relação ao final. No episódio final, Tore sobe ao palco, e embora o significado desse momento seja claro, algumas discussões importantes parecem estar ausentes. O criador da série expressou seu desejo de representar histórias queer complexas, que vão além do tema da “saída do armário”. No entanto, a forma como Tore é inserido nesse contexto no episódio final parece abrupta. A série não explora a diferença entre ser abertamente gay e adotar o “drag” como parte de sua identidade ou performance. É importante lembrar que essa análise é feita a partir de uma perspectiva cis-heterossexual, e a série pode ter abordado a questão de maneira diferente.

Um Final Adequado para uma Jornada de Autoaceitação

Quanto ao final da série, algumas pessoas podem sentir que ele deixou pontas soltas. No entanto, a série argumenta que o propósito era que Tore aprendesse a ser vulnerável em vez de se isolar do mundo. Quanto ao luto, ele nunca desaparece completamente, mas se torna uma parte da vida que aprendemos a carregar. Portanto, encerrar a série após seis episódios faz sentido, pois marca o fim lógico da jornada de Tore. Esperamos que ‘Tore’ estabeleça um padrão para futuras histórias de luto, destacando a importância da honestidade na narrativa.

Veja o trailer da série Tore:

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