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Ah, o Natal…: Uma Versão Fraca de ‘Eu Odeio Natal’

A indústria do entretenimento está sempre em busca de novas ideias e abordagens criativas. No entanto, com a proliferação de remakes e adaptações, a originalidade

A indústria do entretenimento está sempre em busca de novas ideias e abordagens criativas. No entanto, com a proliferação de remakes e adaptações, a originalidade muitas vezes cede espaço à familiaridade. Ah, o Natal… (‘Yoh! Christmas’), a versão da Netflix baseada na série norueguesa ‘Namorado de Natal’, é um exemplo recente desse fenômeno. Neste artigo, mergulharemos fundo na série, destacando suas qualidades e falhas, e questionando a necessidade de sua existência tão próxima do original.

Uma Cópia sem Inovação

Não se trata de afirmar que a série seja uma produção de má qualidade, mas é difícil não questionar por que ela foi criada. ‘Namorado de Natal’ já era um exemplo de clichê, e refazê-lo sem adicionar algo novo à equação parece redundante. O problema central é que ‘Ah, o Natal…’ não traz nenhuma inovação e falha em estabelecer a mesma conexão emocional que a série norueguesa.

Em ‘Namorado de Natal’, a jornada da personagem Johanna e suas realizações eram resultado de uma cuidadosa construção das vidas das pessoas ao seu redor, evoluindo de forma gradual. Já em ‘Ah, o Natal…’, tudo acontece de maneira abrupta, deixando a audiência sem um sentimento de bem-estar ou uma lição convincente sobre o amor próprio.

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Pontos Positivos e Atuações

No lado positivo, é justo reconhecer o trabalho dos atores. Algumas das histórias são mais definidas em ‘Ah, o Natal…’, mas seus verdadeiros efeitos só serão percebidos na segunda temporada. Thando, a contraparte de Johanna, é retratada de maneira mais sarcástica, e suas lutas no mundo dos relacionamentos parecem mais palpáveis do que as de Johanna na primeira temporada. No entanto, teria sido melhor se o elemento natalino tivesse sido mais proeminente, considerando que se trata de uma série de festas de fim de ano. Além disso, a idade do personagem Motheo (equivalente a Davide no original) poderia ter sido ajustada para torná-lo um jovem adulto, em vez de um adolescente, o que causou estranheza e descompasso na narrativa.

No que diz respeito ao elenco de apoio, poderia ter sido mais cômico. Lulu conseguiu em parte, mas Riri deixou a desejar em termos de originalidade. Mel foi uma boa surpresa com o pouco tempo de tela que teve, embora Ben devesse ter compartilhado mais momentos com Thando. Entre todos os personagens secundários, Charles se destacou, não apenas por suas emoções claras, mas também por ser o personagem mais equilibrado da série. Já sabendo qual será o papel dele na segunda temporada, sua atuação na primeira foi sensível e inspiradora para aqueles que puderam se identificar.

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A Falta de Enriquecimento na História

Ah, o Natal…: Uma Versão Fraca de 'Eu Odeio Natal'
Ah, o Natal…: Uma Versão Fraca de ‘Eu Odeio Natal’. (Imagem: Netflix/Reprodução)

Um aspecto em que ‘Ah, o Natal…’ falha é em enriquecer a história em comparação com o original. A jornada de autoamor de Johanna, Gianna e Thando era baseada na compreensão de como suas vidas eram completas graças às pessoas ao seu redor, não dependendo apenas de um relacionamento romântico. As outras duas personagens passaram por experiências que as levaram a essa conclusão, mas a trajetória de Thando nesse sentido não é tão clara.

Além disso, ‘Ah, o Natal…’ perde a oportunidade de explorar o tema da imperfeição nos relacionamentos de forma mais profunda. Embora todos saibam que nenhum relacionamento é perfeito, poucos discutem por que vale a pena enfrentar essas imperfeições em vez de buscar a felicidade individual. A série falha em abordar a hipocrisia dos personagens secundários, que preconizam relações perfeitas, mesmo enfrentando problemas em suas próprias vidas amorosas. Essa conversa poderia ter acrescentado camadas significativas à trama.

A Falta de Carisma da Protagonista

Por outro lado, apesar do elenco competente, a protagonista de ‘Ah, o Natal…’ parece carecer do carisma necessário para conduzir a trama. O papel da “garota confusa em busca do amor próprio” é um clichê, mas o programa poderia ter investido mais na escolha da atriz principal, especialmente considerando sua abordagem repetitiva em relação ao original. Enquanto outros atores conseguiram transmitir a essência de seus personagens, a interpretação de Thando deixou a desejar, como se ela não fosse memorável o suficiente para ser lembrada até a segunda temporada.

A Falta de Magia do Natal

Por fim, ‘Ah, o Natal…’ peca na criação da atmosfera natalina. O Natal é uma parte fundamental da série, servindo como um elemento de pressão sobre Thando, que precisa tomar decisões importantes durante a época festiva. No entanto, a série falha em capturar a magia do Natal. A atmosfera festiva, os sinos de Natal constantes e os preparativos para a festa são elementos que fazem falta, e sua ausência enfraquece a narrativa.

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Conclusão

Em resumo, ‘Ah, o Natal…’ é uma série que, apesar de ter seus méritos, não consegue se destacar como uma adaptação de sucesso. Sua falta de inovação, a falta de profundidade na exploração de temas importantes e a falta de carisma da protagonista contribuem para que ela fique aquém das expectativas. Esperamos que, caso uma segunda temporada seja produzida, haja esforços para melhorar e enriquecer a história, oferecendo ao público uma experiência mais cativante e autêntica. Afinal, remakes podem ser uma oportunidade de adicionar novas camadas a uma história conhecida, em vez de simplesmente repeti-la.

Veja o trailer da 1ª temporada de Ah, o Natal…:

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