DEFUNTO AUTOR OU ZUMBI AUTOR?

Verônica Daniel Kobs O livro Memórias Desmortas de Brás Cubas (2010) (Fig. 1), de Pedro Vieira, revisita de forma irreverente e inventiva o clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Machado de Assis, a partir dos procedimentos característicos da paródia, no melhor estilo mashup. Ao articular a matriz literária com referências provenientes do cinema, […]
O MODERNISMO TRANSATLÂNTICO DE TARSIWALD

Caríssimos viajantes, hoje faremos um percurso que atravessa limiares imaginários e deslocamentos de sentido. Não se trata de uma viagem comum, mas de um movimento entre linguagens, culturas e afetos — um trajeto em que arte e pensamento se entrelaçam para reinventar o Brasil. Por isso, o objetivo deste brevíssimo ensaio é investigar como as […]
LITERATURA EM GRAVURA: POTY TRADUZ DALTON

Verônica Daniel Kobs Há um ano, em 9 de dezembro de 2024, Curitiba se despedia de Dalton Trevisan. A data ainda pulsa como uma dobra na memória literária da cidade, lembrando-nos de que certas vozes permanecem inquietas mesmo após o silêncio biográfico. Literatura em gravura: Poty traduz Dalton propõe uma homenagem que não busca suavizar […]
LEIA-ME SE FOR CAPAZ: A LITERATURA EM CÓDIGO

Verônica Daniel Kobs Combinando tecnologia digital, narrativas literárias sintéticas e ludicidade, os QR contos mostram outra possibilidade de inserção da literatura no ciberespaço. Segundo Vanessa Cardozo Brandão, “[…] mesmo sendo o texto o objeto primário do agenciamento literário, no tempo da comunicação digital e seus fluxos midiáticos, ele pode sair de seu lugar canônico de […]
TWITTERATURA: A ESCRITA EM ESTADO DE URGÊNCIA

Verônica Daniel Kobs Era uma vez um romance que não cabia no bolso. Depois veio o conto, o poema, o haicai. E então, o tweet. Não mais páginas, capítulos, prólogos. Agora é tudo em tempo real, em tempo curto, em tempo de timeline. 280 caracteres. Menos que um parágrafo. Imagine um romance em forma de […]
AINDA ESTOU AQUI: ALÉM DO RELATO, A PRESENÇA

Verônica Daniel Kobs O filme Ainda estou aqui (BRA, 2024), de Walter Salles, que venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em março de 2025, continua conquistando plateias e críticos ao redor do mundo. Só este ano, a produção é associada a mais de um terço de toda a bilheteria do cinema nacional, conforme anunciado […]
O ARTIFÍCIO ENCANTADO: WES ANDERSON E A MÁQUINA DE CONTAR HISTÓRIAS

Verônica Daniel Kobs Publicado em 1977, em uma coletânea, o conto A maravilhosa história de Henry Sugar é uma das obras mais singulares de Roald Dahl, autor amplamente conhecido por suas histórias infantis cheias de imaginação e irreverência. Neste conto, voltado ao público jovem-adulto, Dahl entrelaça elementos de fábula, misticismo e crítica social para narrar […]
PROMPTOFAGIA: OSWALD DE ANDRADE NO VALE DO SILÍCIO

Verônica Daniel Kobs Thales Vianna Coutinho Como pesquisadora na área de Literatura e Intermidialidade, na última década, meus projetos passaram a investigar as influências da tecnologia digital sobre as artes. Nesse contexto, autoria e leitura tornaram-se temas constantes e isso se acentuou ainda mais com o uso recente da IA generativa. Em 2024, organizei um […]
TRINTA BRINDES AO “POETA DO AZUL”

Verônica Daniel Kobs No fim de 2024, quando conheci o livro 30 Copos para Carlos Pena Filho, deWashington Martins, já na primeira olhada percebi coisas que me encantaram.Os quartetos e os versos heptassílabos se sobressaíam e, na teoria do verso,isso sinaliza uma perfeita combinação entre forma e conteúdo, no que se refereao que é simples […]
AVOANDO BAIXO E PIANDO ALTO NO GRANDE SERTÃO: VEREDAS DA ECOCRÍTICA

Leonir Kobs Verônica Daniel Kobs A obra de João Guimarães Rosa (1908-1967) sempre é reverenciada por valorizar a geografia e a natureza. Juntas, essas características representam o sertão mineiro em toda sua riqueza: animal, vegetal e mineral — e, neste ensaio, privilegiaremos o romance Grande sertão: veredas, lançado em 1956, além de comentarmos trechos brevíssimos […]
