Adélia Prado: A Grande Poetisa Brasileira e Vencedora do Prêmio Camões 2024

Adélia Prado, renomada poetisa mineira, foi agraciada com o prestigiado Prêmio Camões 2024, o mais importante reconhecimento da literatura portuguesa. A notícia foi anunciada pela Fundação Biblioteca Nacional, destacando uma semana excepcional na vida da autora, que também havia sido laureada com o Prêmio Machado de Assis, a maior honra da Academia Brasileira de Letras […]
Ode a Adalberto de Queiroz

Adalberto de Queiroz, figura emblemática no panorama literário brasileiro, é um poeta e cronista cuja obra se destaca pela capacidade de transitar entre a contemplação profunda da existência humana e a delicadeza do quotidiano. Nascido em Goiás, Adalberto construiu um legado poético que reflete não apenas a riqueza de sua interioridade, mas também sua percepção […]
Poesia e Técnicas Literárias: Desvendando o Mundo Mágico da Literatura

A literatura mundial é um tesouro inesgotável de criatividade e expressão artística, e a poesia é uma das formas mais fascinantes e inspiradoras desse universo literário. Neste artigo, vamos explorar o rico terreno da poesia e suas técnicas literárias que têm cativado leitores e inspirado escritores ao longo dos séculos. Você descobrirá como poetas como […]
[Wladimir Saldanha] Um facho de luz em meio à névoa
![[Wladimir Saldanha] Um facho de luz em meio à névoa 6](https://recortelirico.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Wladimir-Saldanha.jpg)
O poeta baiano Wladimir Saldanha em seu novo livro — “Modos de romper a névoa” (Crítica) — lança nova luz ao ambiente poético de nosso tempo no Brasil. A crítica de poesia brasileira contemporânea se estende a autores que compreenderam o que o poeta-crítico intitulou de “underground estético“, conceito tomado de empréstimo ao último Harold […]
32ª Noite da poesia e de prêmios em dinheiro

Poetas de plantão, chegai-vos! A Secretaria de Cultura da prefeitura de Campo Grande/MS em parceria com a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul – UBE abre inscrições gratutias para o concurso literário que oferecerá premiação em dinheiro aos três primeiros colocados. O prazo para se inscrever termina em 30 de setembro de […]
Buenos Aires e bom ar – Poesia de Dora de Assis [Revista Recorte Lírico]
![Buenos Aires e bom ar – Poesia de Dora de Assis [Revista Recorte Lírico] 7](https://recortelirico.com.br/wp-content/uploads/2020/07/los-portenos-necesitamos.jpg)
Buenos Aires e bom ar uma piadada qualninguém riu como quando aofritar um ovo caialio pinto mortono azeite vaza vermelho o sol neon vou menstruar em buenos airesjunto do bom ar acopladoà parede do banheiroantes dissoficamos presas na portariapara fora da casasó que dentro do prédio nós duas aliem modo avião sem pouso podiaser qualquer […]
Baleia – Poesia de Karin Segalla [Revista Recorte Lírico]
![Baleia - Poesia de Karin Segalla [Revista Recorte Lírico] 8](https://recortelirico.com.br/wp-content/uploads/2020/07/img.jpg)
Baleia esse sertãoque atravesso pelas beiradasparece muito quentepros meus pés cansados ainda não sei que sapato devo usarse devo usar sapatosse devo ir a pés descalçosficar talvez mas quem sabe esse sertãohá de ser de meu tamanho, imensonem maior, nem menormas igual resolvo esperare destemida aguardo a tipois roubaste minhas lágrimasdesvendaste o céu que há […]
Pequena Elegia a Campos de Figueiredo

Não era mais o tempo de dar frutos Quando o Senhor pediu maduros figos Para a figueira em folha e galhos brutos, E assim, então, tornaram-se inimigos. De praxe que o divino amaldiçoa – e isso já se vê desde os antigos – Aquele que ouve o Verbo e não entoa O canto que do […]
Ano novo: colheita e destino

Robert Graves dá o tom do balanço do ano e a visita ao mito de Jano remete a Santo Agostinho
A poesia do Natal

O poeta e crítico anglo-americano T.S. Eliot, em “Virgílio e o mundo cristão” compilou ideias valiosas para esta quadra da celebração do Advento de Jesus – o Natal – sobretudo a estima que o poeta romano angariou e que o tornou “singularmente simpático à mentalidade cristã” – seu foco inicial é a famosa quarta Écloga: […]
Esses meninos que fugiram

“Que nestas páginas você aprimore seu amor às belezas da vida, ao prazer de ser feliz na simplicidade, para ter na fronte sorridente estampada a esperança” (…) Esse texto é parte da dedicatória de um livro de Hermann Hesse, que recebi de presente, em maio de 1972, quando fazia o preparatório ao vestibular. Desde então, […]
“Não chores mais” in Visões

Não chores mais Pelo que não passoupelo vento que nada levoupor aquilo que não fomospor todos os beijos trocadose pelos braços cruzadosà espera de amanhãs de anil já era tarde quando as açucenas nos acenarame os raios de Sol os olhos queimaramjá era tardefoi sempre tarde quando te conhecie agora ainda é cedo para te […]
O Marinheiro Tocado Pelo Vento

Por acaso o vento que me sopra do norte é o mesmo vento que me sopra do sul?, demonstrando que, ao contrário do que se mostraram minhas expectativas, não são todos os ventos distintos e sim todos os ventos apenas um? São as marés oceânicas que movem um navio das Américas à África as mesmas […]
Kenga

Por onde será que anda ela? A megera do fim de tarde. Que de lutas e pelejas carnais possui sua pele macia suada. Por onde será que anda ela? A prostituta assexuada. Sempre alheia, paralela, indiferente… Mas dentre as mulheres a mais procurada Por onde será que ela anda? A amante da poligamia. Aquela que […]
Batom vermelho
Tua boca, maçã Fruto proibido Sou anjo caído
Moldura
“Minha alma bateu com força em meu corpo, pelo lado de dentro, moldando-o. O formato que ele tem é, então, o mais próximo que ela conseguiu chegar de você.”
Orgia Astral

Tapem ozolhos das crianças, Para que não leiam tais perversões: Todazas masturbações divinas Por parte de deuses ou deusas Dão origens aos cosmos Com suas galáxias, constelações iestrelas E corpos sem brilho algum ou uma super nova prestes a se dissipar Prostituem-se por um pouco de luz (SEMPRE há estrelas dispostas a pagar) Cada um […]
[Quarta Poética] Pedras de dentro

“Ando pela minha beirada Tentando não ver nada Do que há em mim. Não me questiono. Ponho-me num trono. Mas em meu interior Há mais em que tropeçar Do que se eu fosse Lá fora caminhar.” Leia outros textos da série #QuartaPoética clicando aqui.
O fim das amarras, rap do Thiago Damin
Ninguém se importa com a cidade Falta cumplicidade Quem se importa ainda salva simplicidade Muita vaidade e a idade é acessório de maquiagem Por imagem, status, dinheiro e fama Reconhecimento que acaba quando Levantam da cama A cabeça doendo, a alma corrompida E eu vou desenvolvendo junto com a batida E falando em batida Mais […]
[poesia] VI

Vi Vi e soube que estava ali apenas para que eu me deleitasse. Nem longe, Nem perto, À vista. Sem se importar Sem dar a mínima À parte # Vi Vi, e soube que estava ali apenas como uma oportunidade. Paralelo, Poético, Uma arte. Alheio à minha necessidade # Eu vi Vi, e percebi que […]
Canção de Valhalla

“Já vem escuridão e trevas, e devemos cavalgar Para Valhalla, para o salão sagrado.” Edda Poética, “Hyndluljóð” Cantaremos na noite a canção de Odin, Neste evento bélico das nossas vidas: Feridas profundas em almas perdidas, Eternos banquetes, batalhas sem fim! Avante guerreiros! morramos assim: Fúria destemida e cabeças erguidas, Pois as mais sublimes honras e […]
Suco de Laranja

Da laranja, esse suco E a laranja é do pomar. É da fazenda, o pomar E de Manhumirim, a Fazenda Santa Lúcia Procure no Google Maps. De Minas Gerais, Manhumirim, Do Brasil, Minas. Da Terra, o Brasil; Do sistema solar, a Terra. Da Via Láctea, o Sol. Do Universo, as galáxias. E do Universo… Do […]
O vale de carícias
Restos do ontem na carne de hoje Desejo que estende-se onde há saudade Carícias que jazem no vale Cavado pela tua potência produtora de paixão Confira outros textos poéticos no site clicando aqui.
31 poemas de Drummond musicados por Belchior para celebrar o seu aniversário
No disco “As várias caras de Drummond”, Belchior homenageia o Drummond, musicando 31 de seus poemas. “Em entrevista concedida ao Jornal do Brasil em julho de 1987, um Carlos Drummond de Andrade abatido e desesperançoso declarou acreditar que seria esquecido tão logo nos deixasse. Dezessete dias depois ele nos deixou. Mas, ao que tudo indica, […]
Quem sabe amar?
Poesia é com Oberlan Rossetim.
Choro
Eu choro bastante. As flores, os sentimentos. Gestos-delícia. As melodias também. A vida aglomera-se em meus olhos. Minhas lágrimas são gotas de beleza. Eu choro bastante. As mortes, as dores, a violência. A indiferença também. Tristeza decompositora. O desamor pesa em meu olhar. Tanto peso faz ele suar, gotejar. Minhas lágrimas são marcas de cansaço […]
Desplugando-me

Desplugou-se os cabos e descobri um mundo real Conectei-me ao universo do beijo e do abraço, sem máscaras, nem embaraços. Minha vida não é mais um status.
Retenção
Já nem suor lacrimejas. Orgulha-te, então, de quê? Do afeto que não transpiras?
Um dedo de prosa in natura

Terra quente Umedecida O que queres em mim fertilizar? Púrpura Aurora É chegada a hora. Chama flamejante Por que estou a vacilar? Anseio de libertação Um nó de provocação Que fio de Ariadne está a me apertar?
Fome de Modernidade

Vi na geada o branco sideral queimar o verde pasto Campos inteiros antes férteis não deram uma semente Trabalhadores da terra apesar seguiram em frente Fazendo jus – e com muito carinho – ao tempo gasto Lavoura linda enfeitada com chapéu foi extinta O que antes estava confirmado a milhares de sacas Pelas paisagens […]
Um vínculo (des)necessário

Versado em sentido deixaste cativo o vínculo de um mal atuado. A coragem que se ausentou do encontro foi a mesma que não compareceu ao desenlace. Foi na via escorregadia de tua impropriedade que o sentido se perdeu.
Amaryllis

Eu Açucena Aceno Desassossego Orvalho Entristecido… respingos, lampejos. Céu de Pensamentos não apagues aquela Estrela que incansavelmente iluminou-te Açucenas. não só os Temporais leves a Luz do Alvorecer estás comigo também assim… não só como Noite mas como Céu de Primavera nos tempos em que ainda eras o Sol a me aquecer. […]
Fim de semana, por Oberlan Rossetim

A imaginação é o sábado da razão.
Escrita Noturna – por Aline Bei

risco um fósforo enquanto penso no texto que descansa na folha, tem alguma coisa nele que está fora do lugar, alguma descrição, talvez do bairro que o personagem visitou. digito no google o nome da rua: passo de foto em foto nenhuma me diz do cheiro que a noite tem ali, da cor […]
Quarta Poética: Agrilhoado, por Matheus Machado

Estou aos grilhões Norma, forma Para escrever Orna Esconde o que incomoda Engole o novo e A alternativa, afoga Estou aos grilhões Mas sou poeta E a poesia é que me liberta
O mundo como um palco: Um passeio pelo bosque de Wislawa Szymborska
“Eu levo o mundo como o mundo é, Graciano: um palco, onde cada homem tem o seu papel, e o meu é triste.” (William Shakespeare – Antônio a Graciano, in “O Mercador de Veneza” – Ato I, Cena I) Imagem: Reprodução A vida enquanto peça é uma das analogias mais fantásticas que o contato com […]
Recortes Literários | Goethe e o efêmero: Werther e Emil Rau
Imagem: Kitchen Conversation/Emil Rau Eis o que tu és nesta casa! Tudo em todos. Os teus amigos têm consideração por ti! Muitas vezes lhes dás alegrias e o teu coração supõe que não poderias existir sem eles. Todavia, se tu partisses, se te afastasses dessa roda, sentiriam eles o vácuo que a tua ausência causaria […]
