Sessão de Terapia é a sexta temporada já disponível no Globoplay, e a novidade principal é simples: a temporada tem 35 episódios e começou em 22 de maio, com lançamentos semanais de cinco capítulos. Isso significa que o retorno de Caio Barone, vivido por Selton Mello, veio com um formato pensado para segurar a atenção por bastante tempo.
Para quem não assistiu antes, Sessão de Terapia acompanha o dia a dia de um terapeuta e os dilemas dos pacientes no consultório. Nesta nova fase, Caio volta cinco anos depois da última consulta, agora mais preocupado com autocuidado, retomando os estudos e assumindo, pela primeira vez, a supervisão de colegas de profissão.
Quantos episódios tem Sessão de Terapia na sexta temporada?
Sessão de Terapia tem 35 episódios na sexta temporada, um número que deixa claro o tamanho da aposta do Globoplay nessa nova leva de histórias. Não é uma temporada curta para cumprir tabela, e isso faz diferença porque a série depende justamente de acúmulo emocional, conversas longas e mudanças sutis de comportamento.
Esse volume ajuda a distribuir melhor os conflitos dos quatro pacientes inéditos que passam pelo consultório de Caio Barone. Érica, Morena, Ulisses e Ingrid chegam com questões pessoais complexas, e cada um abre uma frente dramática própria. A série sempre funcionou bem quando não tratou os atendimentos como casos isolados, mas como parte de um retrato maior de desgaste, culpa, afeto e tentativa de cura.
O curioso é que a temporada também coloca o próprio terapeuta sob pressão. Caio não está apenas ouvindo os outros, ele também precisa lidar com sua nova supervisora, Rosa Gabriel, interpretada por Grace Passô. Isso muda o jogo porque a relação de escuta deixa de ser unilateral. Quem acompanha Sessão de Terapia desde o começo vai notar que a dinâmica ficou ainda mais íntima, quase como se o divã tivesse se virado para o lado de quem antes conduzia tudo.

Na prática, isso dá à sexta temporada um ritmo que conversa bem com o formato da série. Sessão de Terapia é uma produção que vive de pausa, silêncio e desconforto, então ter 35 episódios não é exagero quando a ideia é acompanhar as feridas de vários personagens com cuidado. Para quem gosta desse tipo de drama, a sensação lembra a maratona emocional de séries como In Treatment, só que com identidade brasileira muito marcada.
Também ajuda o fato de Selton Mello acumular atuação e direção geral. Isso mantém a obra com unidade de tom, algo importante em uma série em que qualquer mudança de ritmo pode quebrar a credibilidade das sessões. E aqui, pelo que foi informado, a aposta segue firme no mesmo ambiente de consultório, mas com novas tensões e novas camadas de intimidade.
Se você quiser acompanhar o histórico da obra e entender como a série se organiza ao longo dos anos, vale consultar a página de Sessão de Terapia na Wikipédia, que resume a trajetória da produção. Já a ficha com temporadas e episódios também pode ser conferida no guia de temporadas do AdoroCinema.
Quando estreiam os novos episódios no Globoplay?
A estreia da sexta temporada de Sessão de Terapia aconteceu em 22 de maio, e a estratégia de lançamento é semanal. Toda sexta-feira, cinco novos episódios sobem para o streaming. Esse modelo é bom para quem gosta de acompanhar aos poucos, mas também abre espaço para conversa entre uma semana e outra, algo que combina com uma série de diálogos e conflitos emocionais.
Existe ainda um detalhe útil para o público geral: o primeiro episódio foi liberado para não assinantes. Isso ajuda a apresentar o tom da temporada sem exigir compromisso imediato de quem está em dúvida. E faz sentido, porque Sessão de Terapia não é uma série de consumo apressado; ela pede atenção, calma e disposição para ouvir personagens que raramente chegam com respostas prontas.
Gosto desse formato porque ele evita que a temporada seja engolida de uma vez só. Diferente de muitos lançamentos atuais que somem da conversa em dois dias, Sessão de Terapia ganha fôlego com a espera semanal. É uma aposta mais clássica, quase oposta ao binge total, e combina com o tipo de drama que a obra quer contar.
O que muda na história de Caio Barone nesta temporada?
Nesta sexta temporada, Caio Barone aparece em uma fase diferente da vida. Depois de cinco anos afastado da última consulta, ele retorna tentando cuidar mais de si, retomando os estudos e assumindo a supervisão de outros profissionais. Isso faz com que Sessão de Terapia deixe de ser apenas sobre pacientes e passe a ser também sobre o próprio terapeuta e suas contradições.
Os temas que surgem nos novos episódios são atuais e delicados, com espaço para maternidade, medo do envelhecimento, problemas familiares, pressão no trabalho e processos de cura. A série sempre teve vocação para tratar sentimentos sem simplificar nada, e aqui isso parece ainda mais evidente porque a trama não está interessada em respostas fáceis. Ela quer mostrar gente tentando seguir em frente, mesmo sem ter tudo resolvido.
Esse tipo de abordagem funciona porque a escrita parte de situações que soam reconhecíveis. Em vez de transformar sofrimento em espetáculo, Sessão de Terapia aposta no detalhe, no incômodo e no que fica implícito entre uma fala e outra. É um caminho bem diferente de dramas mais expansivos, e justamente por isso a série mantém seu lugar próprio no audiovisual brasileiro.
Vale a pena assistir Sessão de Terapia?
Sessão de Terapia vale a pena para quem gosta de drama psicológico centrado em personagens e não tem pressa de ver tudo resolvido no primeiro episódio. A sexta temporada chega com 35 capítulos, novos pacientes, uma nova supervisão e uma proposta que parece feita para quem aprecia histórias de escuta, conflito íntimo e construção lenta. Se esse é o seu tipo de série, o retorno de Caio Barone tem bastante assunto para render conversa semana após semana.
Se você curte narrativas mais contidas, esta é uma boa escolha para colocar na lista. Se prefere ação constante e grandes viradas a todo momento, talvez a proposta soe mais silenciosa do que você gostaria. Mesmo assim, Sessão de Terapia continua sendo uma produção que se sustenta pela força dos diálogos e pela presença de Selton Mello, e isso já diz muito sobre o que esperar da temporada.
No fim, a resposta é simples: sim, Sessão de Terapia segue relevante porque sabe transformar conversas em drama de verdade. E com 35 episódios pela frente, ainda há bastante espaço para os personagens surpreenderem pelo que escondem, não pelo que gritam.


























