Supergirl terá uma história radicalmente diferente da de Superman no Universo DC, conforme revelado pela atriz Milly Alcock em entrevista recente. A australiana, conhecida por seu trabalho em House of the Dragon, explicou que o filme de 2026 focará em uma Kara Zor-El traumatizada, sobrevivente da destruição de Krypton, contrastando completamente com a jornada de Clark Kent (David Corenswet) no Superman de 2025. Essa distinção é fundamental para entender por que Supergirl será muito mais sombrio e complexo do que se poderia esperar de um filme de super-herói.
O filme estreia em 26 de junho de 2026 nos cinemas brasileiros, com direção de Craig Gillespie (I, Tonya, Cruella) e roteiro de Ana Nogueira. Supergirl tem duração de 110 minutos e marca o retorno de Milly Alcock ao Universo DC após sua aparição em Superman (2025), onde a personagem foi introduzida com uma cena pós-créditos que configuraria sua própria história.
Como Supergirl difere de Superman no DCU
A maior diferença entre Supergirl e o Superman de 2025 está no tipo de trauma que cada personagem carrega. Enquanto Clark enfrentou revelações perturbadoras sobre sua verdadeira família kryptoniana, Kara presenciou pessoalmente a destruição completa de seu planeta natal. Milly Alcock abordou essa distinção em entrevista à revista Empire, ressaltando que sua personagem é “uma sobrevivente de trauma no sentido mais puro”. Para Alcock, essa característica torna Supergirl muito mais complexa psicologicamente do que o típico herói de capa.
O diretor Craig Gillespie confirmou que o trauma de Kara é a âncora emocional de todo o filme. Em suas palavras, Supergirl possui “muito trauma, muitos demônios; ela é desculpista. Você tem um personagem que pode ser punk e arrojado e não tirar essas arestas ásperas”. Essa abordagem contrasta drasticamente com a narrativa de Superman, que, apesar de seus conflitos, mantém a esperança e o otimismo como temas centrais. Supergirl, ao contrário, explora uma heroína que lida com seus problemas de formas menos convencionais, incluindo o consumo de álcool como mecanismo de sobrevivência emocional.
James Gunn, o diretor de Superman e produtor de Supergirl, buscou propositalmente algo “muito diferente e inesperado” com a personagem. Essa filosofia fica evidente na escolha de Gillespie como diretor, cujo trabalho anterior em Cruella e I, Tonya demonstra afinidade com personagens moralmente ambíguos e emocionalmente feridos. O roteiro de Ana Nogueira reflete essa intenção desde as primeiras cenas, alternando entre momentos extremamente sombrios e sequências irreverentes, estabelecendo uma tonalidade única que separa Supergirl de qualquer outro filme de super-herói do gênero.

Qual é o tom de Supergirl comparado a Superman
Craig Gillespie revelou que se inspirou no primeiro Homem de Ferro ao pensar na tonalidade geral de Supergirl. Ele procurava um material que fosse “falho, complexo e conflituoso”, e encontrou exatamente isso no roteiro de Ana Nogueira. Quando começou a ler o script, Gillespie estava convencido após apenas duas cenas iniciais de que era exatamente o que procurava. Essa decisão tonal é crucial para entender por que Supergirl não será um filme inspirador típico de super-herói, mas sim uma exploração profunda de resiliência através da disfunção.
Superman (2025), dirigido por James Gunn, mantém um tom que equilibra o conflito pessoal com a esperança humanista. Clark Kent enfrenta suas revelações familiares de forma introspectiva, mas fundamentalmente mantém sua fé na humanidade. Supergirl inverte essa abordagem. Kara não está buscando esperança; está buscando sobrevivência. A falta de vontade da personagem em “tirar as arestas ásperas” de sua personalidade significa que Supergirl será um filme sobre aceitação de imperfeição, não sobre superação heroica tradicional.
A tonalidade mais escura de Supergirl também reflete uma tendência maior no Universo DC de James Gunn, que prioriza personagens complexos sobre heróis paradigmáticos. Comparado aos filmes de super-herói mainstream, Supergirl se aproxima mais de thrillers psicológicos com elementos de fantasia científica. Os primeiros 15 páginas do roteiro já transitam de uma cena “incrivelmente escura” para uma cena “irreverente”, estabelecendo desde cedo que Supergirl não seguirá estruturas narrativas previsíveis.
Milly Alcock retornará em Man of Tomorrow após Supergirl
Milly Alcock não apenas estrelará Supergirl em junho de 2026, como também já está trabalhando em sua próxima aparição no Universo DC. A atriz foi confirmada como integrante do elenco de Man of Tomorrow, a continuação de Superman que começou a filmar recentemente. Isso significa que Kara e Clark estarão juntos novamente, reunindo os dois primos kryptonianos na tela pela terceira vez consecutiva em um período de apenas três anos.
A sequência de lançamentos é particularmente estratégica para a narrativa do DCU. Superman chega em 2025, Supergirl abre em 26 de junho de 2026, e David Corenswet retorna em Man of Tomorrow no dia 9 de julho de 2027. Essa cronologia permite que os espectadores conheçam Kara através do filme de Superman, vivenciem sua história individual em Supergirl, e depois vejam como ela se integra à continuação de Clark. Essa abordagem oferece profundidade à relação entre os dois personagens de forma que a maioria dos universos cinematográficos não consegue alcançar.
O fato de que Supergirl será “a última vez que o público verá a filha de Krypton” antes de Man of Tomorrow adiciona peso ao filme de Gillespie. Não é apenas uma apresentação de personagem isolada, mas um capítulo essencial para entender a dinâmica entre Kara e Clark quando se encontrarem novamente. Se Supergirl for bem-sucedido em estabelecer uma Kara traumatizada e complexa, o contraste com a versão de Superman em Man of Tomorrow terá ainda mais impacto emocional.
A Krypton destruída é central para entender Supergirl
Um dos elementos mais importantes para entender Supergirl é que a personagem presenciou a morte de seu mundo inteiro. Ao contrário de Clark, que foi enviado a Krypton antes da destruição, Kara viu Krypton morrer pessoalmente. Essa diferença fundamental explica por que ela consome álcool e bebe tão frequentemente no filme: não é vício, mas mecanismo de lidar com o luto de uma escala que poucos personagens cinematográficos enfrentam.
James Gunn compreendeu que essa distinção deveria ser o núcleo de Supergirl. Enquanto Superman tem que processar segredos familiares e uma verdade incômoda sobre suas origens, Supergirl tem que processar o genocídio de sua civilização inteira. Essa é uma diferença de escala psicológica que não pode ser ignorada. Supergirl não é um filme sobre descoberta de identidade; é um filme sobre processamento de perda existencial.
A escolha de retratá-la como um personagem que não tira “as arestas ásperas” significa que Supergirl não oferecerá redenção limpa ou crescimento linear. Kara provavelmente permanecerá danificada, sarcástica e problemática mesmo no final do filme. Para o público acostumado com arcos de transformação clara em filmes de super-herói, Supergirl pode ser perturbador. Mas é precisamente essa recusa em oferecer conforto que torna o filme mais honesto em sua representação do trauma.
Perguntas frequentes sobre Supergirl
Quando Supergirl chega aos cinemas?
Supergirl estreia em 26 de junho de 2026 nos cinemas. O filme tem duração de 110 minutos e é dirigido por Craig Gillespie, conhecido por trabalhos em Cruella (2021) e I, Tonya (2017).
Milly Alcock aparece em Superman antes de Supergirl?
Sim, Milly Alcock aparece em Superman (2025) em uma cena pós-créditos que introduz o personagem de Kara Zor-El. Essa aparição configura os eventos de Supergirl e explica por que a personagem é diferente em seu próprio filme.
Supergirl tem classificação indicativa?
Não há classificação oficial anunciada ainda, mas dado o tom sombrio e traumático descrito por Craig Gillespie e Milly Alcock, é provável que Supergirl receba classificação não recomendada para menores de 12 ou 14 anos.
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Vale a pena assistir Supergirl
Supergirl é imprescindível para qualquer fã de cinema de super-herói que busca algo diferente do padrão. Se você assistiu a filmes convencionais de super-herói e desejava mais profundidade psicológica e complexidade emocional, Supergirl é exatamente o que você procura. O filme não é para quem quer entretenimento leve e heroísmo tradicional. É para espectadores que apreciam personagens falhos, narrativas sombrias e exploração genuína de trauma.
Se você é fã de Craig Gillespie e seus trabalhos anteriores, já sabe que ele cria personagens inesquecíveis através da vulnerabilidade. Milly Alcock prova em House of the Dragon que consegue carregar um filme com sua presença, então sua participação é garantia de qualidade atuação. Além disso, Supergirl é um passo essencial para entender a dinâmica que Kara e Clark terão em Man of Tomorrow (2027).
Recomendamos Supergirl para espectadores maiores de 14 anos que apreciam filmes de super-herói com tom mais noir, personagens multidimensionais e uma disposição de abraçar heróis que não se encaixam no molde tradicional. Se você quer ver uma Supergirl que desafia expectativas, este é seu filme. Chegue ao cinema em 26 de junho de 2026 e prepare-se para a Kara Zor-El que ninguém esperava, mas todos precisavam ver.

























