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Trending no Recorte Lírico

Hamlet em Versão Coreana: Uma Produção Fluida de Gênero em Seul

Hamlet em Versão Coreana: Uma Produção Fluida de Gênero em Seul

A adaptação coreana de Hamlet estreou recentemente no Teatro Myeongdong, no distrito de Jung, em Seul. Essa nova versão do clássico de Shakespeare apresenta uma abordagem inovadora ao transformar Hamlet em uma princesa e ex-oficial naval, interpretada pela atriz Lee Bong-ryeon. O personagem Ophelia também foi alterado, tornando-se um homem. Essa adaptação visa remover elementos […]

Baco Exu do Blues e as suas influências literárias

Baco Exu do Blues e as suas influências literárias 1

(…) Componho pra não me decomporPoeta maldito perito na arte de Arthur RimbaudGarçom, traz outra dose, por favorQue eu tôEntre o Machado de Assis e de XangôSoneto de boêmia, poesia, melancoliaEu sou do tempo onde poetas ainda faziam poesiaSaravá!…. “Esú”, do álbum homônimo de Baco Exu do Blues (2017) Com essa estrofe melancólica, linguagem densa, […]

Exaustão literária (1)

Exaustão literária (1) 2

A esta altura do ano, quando eu era mais jovem, tinha quase fechada minha lista de livros lidos e aqueles que permaneciam em processo de leitura. Eu me sentia pronto a emitir juízo de valor sobre todos. Hoje, apesar de continuar amando a leitura e, talvez, até mesmo lendo com mais atenção e cuidado que […]

A paz, a ficção e a guerra

A paz, a ficção e a guerra 4

A Literatura, sempre que possível, e desde os tempos homéricos, tem procurado imitar a realidade. O leitor, por mais que se espelhe nos miroirs magiques borgeanos, vez por outra, prefere ver sua vida (ou pedaço dela…) dentro de um romance ou de uma novela. Guerra e Paz é um exemplo interminável. Embora, felizmente, a maioria […]

O Romance dos Três Reinos – Parte 2 – Educação e Imitação

O Romance dos Três Reinos - Parte 2 - Educação e Imitação 5

Leia, antes, o primeiro ensaio sobre O Romance dos Três Reinos, por William Passarini O Império Han está prestes a desabar. Desastres ambientais, terremotos e enchentes assolam toda a China. Epidemias, fome, miséria aumentam ainda mais o sofrimento do povo chinês. Fenômenos celestes, eclipses, a aparição de uma serpente no assento imperial pressagiam a queda […]

O Romance dos Três Reinos

O Romance dos Três Reinos 6

“O Império abaixo do Céu, após um longo período de divisão, deve ser unido; após um longo período de união, deve ser dividido. Assim tem sido desde sempre”. Essas são as palavras iniciais de O Romance dos Três Reinos, que compõe os quatro grandes clássicos da literatura chinesa, junto com Margem d’Água, Jornada ao Oeste […]

Ilustres desconhecidos da poesia brasileira: Lucila Nogueira

Ilustres desconhecidos da poesia brasileira: Lucila Nogueira 7

Lucila Nogueira, nascida no Rio de Janeiro em 1950, foi uma das vozes mais fortes e originais da poesia brasileira contemporânea. Passou a maior parte da sua vida em Recife, onde, além de ter trabalhado como tradutora, lecionou diversas disciplinas de literatura e de crítica literária. Ademais, publicou seu primeiro livro, Almenara, em 1978 – […]

Bergson e o tempo (3)

Bergson e o tempo (3) 9

Heloísa Gusmã[email protected] Parte III – O PARADOXO DA MEDUSA Quando o Cardeal Del Monte contratou Caravaggio para pintar, num escudo cerimonial, a célebre “Cabeça da Medusa” (e estamos falando do sec. XVI), a Górgona era então um símbolo do triunfo da Razão sobre os sentidos. No mito grego, de fato Perseu usara a cabeça decepada […]

Bergson e o Tempo (2)

Bergson e o Tempo (2) 10

Heloísa Gusmã[email protected] Parte II- O TEMPO SEM A INTELIGÊNCIA Negada a concepção vulgar de tempo, Bergson terá que elaborar, então, uma filosofia que, abandonando o instrumental da filosofia conceitual, seja capaz de espelhar o que é a apreensão de sucessão que um indivíduo tem ao ser posto na realidade do tempo. “Saltemos por cima dessa […]

Anna Karenina e Emma Bovary: traições, suicídios e outras virtudes

Anna Karenina e Emma Bovary: traições, suicídios e outras virtudes 11

Princesas russas, czares, trenós, palácios sumptuosos, intriga e amor são ingredientes para empacotar qualquer coisa e vender bem, mas, Anna Karenina consegue sempre escapar à vertigem de ser reduzida a mais uma carinha bonita de Hollywood e continua a ser um romance cósmico que perpetua Tolstoi. Numa época cheia de ateliers de escrita criativa e […]

Les Plaisirs et les Jours

Les Plaisirs et les Jours 12

« Les Plaisirs et les Jours » est le premier livre publié par Marcel Proust. Il est publié aux éditions Calmann-Lévy le 13 juin 1896 – Proust avait alors vingt-cinq ans. À première vue et d’un point de vue formel, il s’agit d’un recueil de poèmes en prose et de courts romans. Le ton et […]

Bergson e o Tempo (1)

Bergson e o Tempo (1) 13

Heloísa nos presenteia com Henri Bergson e suas contestações sobre o modo tradicional de pensar. E o tempo.

A alegria triste de Herta Müller

A alegria triste de Herta Müller 14

Escrito por Carlos Heinig É relativamente fácil ser triste na literatura. Os fins trágicos, inclusive, exaltam uma obra literária desde o período Romântico. Morte em Veneza, Lolita, Anna Karienina, Pedro Páramo, Werther, isso apenas para ilustrar um exemplo de cada língua ocidental em que se escreveu romances. Mesmo o Brasil, com uma literatura mais tardia […]

Como fica um autor perante o ‘local de fala’ alheio?

Como fica um autor perante o 'local de fala' alheio? 15

Um autor, muitos locais de fala Atualmente, acompanhamos atentos ao debate sobre o conceito de local de fala. Sem dúvida, o ponto positivo dessa discussão é a conquista da voz, da expressão sem intermediários, em alto e bom som. Entretanto, alguns posicionamentos, mais arraigados (talvez em excesso) estabelecem um lado negativo, ao recusarem opiniões que […]

Breve diálogo com Hans Gumbrecht

Breve diálogo com Hans Gumbrecht 16

Por Verônica Daniel Kobs (Com a gentil colaboração de Hans Ulrich Gumbrecht*) Já há algum tempo, a literatura vem ganhando um espaço novo, virtual, que lhe garante mais liberdade em relação ao formato do livro impresso. Em plena era cibernética, os processos de escrita, leitura e interpretação são bastante específicos e exigem um perfil diferenciado […]

Julian Barnes e a recriação do mundo

Julian Barnes e a recriação do mundo 17

A História do mundo em 10 ½ Capítulos (History of the world in 10 ½ Chapters) de Julian Barnes é um exercício literário de fragmentação do narrador: há uma mistura heterogénea de realidade e ficção, de estilos de escrita, de perspetiva, de temáticas. Uma leitura atenta e simultânea dos contos faz aparecer em cada um […]

Os índios na literatura clássica e contemporânea brasileira

Os índios na literatura clássica e contemporânea brasileira 18

Participei de uma consulta pública em Brasília com líderes do movimento indígena e, durante o coffee-break, um índio Baniwa comentava o ridículo de um homem branco ter perguntado a ele se haviam homossexuais entre os Baniwa. Como antropóloga, não achei a pergunta tão ridícula assim, afinal, cada cultura reserva suas particularidades, então, busquei entender sua […]

O Cangaço a partir do Crossover Lampião & Lancelote

O Cangaço a partir do Crossover Lampião & Lancelote 19

Não me canso de ler e pensar sobre o cangaço, movimento que até hoje provoca discussões acirradas. Em dezembro, fui ao Nordeste pela primeira vez e, em Natal, reencontrei os mitos de Lampião e Maria Bonita. Como ocorre em qualquer lugar do Brasil, as representações divergiam: enquanto as principais lojas e os restaurantes típicos destacavam […]

A estranha felicidade em Katherine Mansfield

A estranha felicidade em Katherine Mansfield 20

Tolstói inicia um de seus romances mais dignos de nota, Annna Karienina, com a frase de que “Todas as famílias felizes são iguais.” Mas, até que ponto vai a felicidade? Não seria ela um disfarce ou ela – nem sequer – existe? Para a maioria dos literati, a felicidade é apenas um conceito, algo inserido […]

‘Os laços de família’ reforça o estilo e a técnica de Clarice Lispector

‘Os laços de família’ reforça o estilo e a técnica de Clarice Lispector 21

O conto ‘Os laços de família’, que integra a antologia ‘Laços de família’, da autora naturalizada brasileira e que vivia em Pernambuco Clarice Lispector, sintetiza bem a proposta do conjunto de textos narrativos, porém não só pela questão da nomenclatura em si, mas, principalmente, pelo estilo proposto na narrativa, tanto no que tange a forma […]

Ecos de Paris II, O Fantasma das nossas Óperas, Paris está a arder

Ecos de Paris II, O Fantasma das nossas Óperas, Paris está a arder 22

O elitismo literário, do alto da sua superioridade, tem certos géneros literários listados num “Index” e, naturalmente, despreza profundamente qualquer autor ou título desses filhos de um deus menor. Fica assim relegado para o esgoto literário, entre muitos outros, a ficção científica, os policiais, a literatura de terror, os romances cor de rosa, a literatura […]

A Lama do Nordeste: análise comparativa.

A pobreza já é tema largamente trabalhado na literatura brasileira, sendo não somente usada para contestar a situação real dos brasileiros mas para apontar isso como um problema social. Hoje irei tratar justamente sobre esse assunto, utilizando dois autores que não por acaso são nordestinos e escrevem sobre a miséria do Nordeste. O primeiro, que […]

Paul Bowles, Um chá no deserto do nosso descontentamento

Paul Bowles, Um chá no deserto do nosso descontentamento 35

Poucas vezes a humanidade viu tanto talento condensado num único homem, Paul Bowles foi um tradutor excepcional, grande músico, musicólogo e compositor, mas é como escritor que fica na história das artes. Apesar da grande influência que teve sobre muitos músicos ainda ativos, hoje é uma figura musicalmente esquecida, como são esquecidos todos os que […]

O Cus de Judas de Lobo Antunes, um exorcismo africano

O Cus de Judas de Lobo Antunes, um exorcismo africano 1

  Neste pequeno e rápido ensaio deixo apenas umas pequenas impressões de leitura, descrições gerais e algum levantamento temático do romance Cus de Judas de António Lobo Antunes.         Um livro aparentemente autobiográfico, nele fica plasmada a experiência pessoal do autor como médico-militar e participante na Guerra Colonial Portuguesa. Até 1961, Portugal […]

La Plêiade, uma geração de poetas

La Plêiade, uma geração de poetas

Existem vários movimentos poéticos dentro dos períodos literários, podemos citar, por exemplo, os Byronianos, os poetas da Inconfidência Mineira, a Geração de 22, os Condores ou a Tríade Parnasiana, isso que eu só estou citando os brasileiros. Se voltarmos na história, encontraremos vários exemplos de grupos de poetas que criaram um Zeitgeist, ou um Espírito […]

Sexo, mentiras e Ovídio (tape)

Sexo, mentiras e Ovídio (tape) 2

Do vasto cemitério literário latino onde tantos mortos repousam no esquecimento, Ovídio é dos poucos que sobrevive. A Arte de Amar e as Metamorfoses dar-lhe-iam sempre um lugar em qualquer panteão da Literatura e, ao imenso talento, acrescenta-se uma biografia romanesca e um icónico exílio. Neste pequeno ensaio, a par de uma sintética biografia, exponho […]

Amélie Nothomb, Kafka no Japão

A “Estranha forma de vida” de Amélie Nothomb 3

No último ensaio neste espaço que escrevi sobre Amélie Nothomb tratava o livro “Une forme de vie”(leia clicando aqui), um livro já de 2010. Por muito que Amélie nos tente “vender” a ideia da escrita que lhe “aparece” às 5h da manhã, descendo do céu de alguma inspiração diária, todo o escritor sofre evoluções e […]

Simone de Beauvoir, As mulheres também choram

Neste pequeno ensaio exponho rapidamente algumas impressões e reflexões da leitura dos surpreendentes Cahiers de Jeunesse de Simone de Beauvoir e teço algumas considerações livres em torno do filme Les Amants du Flore (Os Amantes do Café Flore). Para quem tenha, de alguma forma, sido exposto ao ícone de Simone de Beauvoir, tenha lido algum […]

Lírica, a expressão dos desassombrados

Lírica, a expressão dos desassombrados 1

O termo “lírica” deriva de “lira”, instrumento musical atribuído a Apolo, a Orfeu, entre outros que acompanhava os cânticos. O instrumento torna-se símbolo de uma unidade harmónica com forte capacidade de pacificar o coração e aliviar os sofrimentos infernais, é, por isso, símbolo dos poderes da poesia e está estritamente ligado ao destino dos homens. […]

“Baudelaire” biografia em forma de poema escrito por Rilke

“Baudelaire” biografia em forma de poema escrito por Rilke 1

“Se não for Baudelaire eu nem leio” É, parece que Rilke partilhava dessa ideia, e quem não compartilha? Afinal, Baudelaire é realmente um dos nomes mais icônicos da poesia (sou só eu que acho isso?). No entanto, apesar de receber aplausos, Baudelaire recebeu também muitas vaias do público conservador de sua época e teve muitas […]

Odisseia e Eneida, o canto dos heróis

Odisseia e Eneida, o canto dos heróis

Este pequeno ensaio é uma adaptação rápida de fragmentos de um trabalho académico mais estruturado. Aqui limito-me a fazer uma breve exposição da Odisseia e da Eneida. De uma forma ou de outra, seja através dos livros de banda desenhada ou de adaptações cinematográficas, tarde ou cedo somos expostos à Odisseia ou a alguma variação […]

O mundo que oprime poetas: uma análise comparativa entre poemas de Dickinson e Rilke.

O mundo que oprime poetas: uma análise comparativa entre poemas de Dickinson e Rilke.

Nesse presente texto, apresentar-se-á uma análise comparativa entre poemas de dois autores certamente brilhantes: Rilke e Dickinson, observe-se os excertos: Excerto 1: “A pantera”, de Rilke “Seu olhar, de tanto percorrer as grades, está fatigado, já nada retém. É como se existisse uma infinidade de grades e mundo nenhum mais além. O seu passo elástico […]

Paulicéia Desvairada: o prefácio é mais manifesto que a obra

Paulicéia Desvairada: o prefácio é mais manifesto que a obra

A Semana de Arte Moderna, evento realizado no Teatro Municipal de São Paulo, inaugurou a fase modernista das principais expressões artísticas do Brasil. Um dos grandes expoentes desse movimento é o autor Mário de Andrade, tão paulistano quanto o evento, que escreveu, dentre tantos outros títulos relevantes, “Paulicéia desvairada”. Em seu prefácio, o autor produz […]

Análise comparativa: canções da inocência no holocausto

Análise comparativa: canções da inocência no holocausto

“Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! (…)”   É, todos têm um pouco de saudades da infância, afinal, é uma época da vida em que tudo é fácil e em que somos inocentes, ainda não tocados pela frialdade da experiência de […]

A adjetivação “exagerada” em Senhora, de José de Alencar

Lançamos um desafio literário: encontrar na obra “Senhora” um período onde não haja um adjetivo. Difícil? Com certeza! Afinal, José de Alencar é conhecido por sua larga caracterização de cenários, ações e personagens em suas obras. Entretanto, pode-se dizer que em “Senhora” temos um recorde. Muitos leitores acham essa característica da obra um fator cansativo […]

A simbologia do “verme” na literatura mundial

É de conhecimento geral que um dos principais temas da literatura é a morte, personagem sempre presente nas pontas das canetas dos poetas e algoz eterno da humanidade. A morte é com absoluta certeza um dos temas que mais intriga o homem não somente na literatura, mas em todas as formas de arte e na […]

Ecos de Paris, a Cidade das duas Gestapos

Descrevo rapidamente o início da Gestapo e a sua instalação em Paris, o início da “Gestapo francesa” e suas atividades, e termino com indicação do filme “Carlingue” fazendo algumas notas quer sobre a montagem, quer sobre a proximidade da narrativa aos factos. O termo tenebroso “Gestapo” é um acrónimo para Geheime Staatspolizei (Polícia Secreta de […]

A “Estranha forma de vida” de Amélie Nothomb

A “Estranha forma de vida” de Amélie Nothomb 3

“Uma forma de Vida” é o décimo nono romance publicado por Amélie Nothomb na editora Albin Michel com a qual a autora tem uma relação umbilical. Tal como António Lobo Antunes e outros autores, a prolífica  Amélie Nothomb escreve diversos romances por ano e publica apenas alguns: nem tudo o que sai do processo de […]

Jean Paul Sartre e os Diários de Guerra

Jean Paul Sartre e os Diários de Guerra 1

Os “Diários de Guerra” (Carnets de la drôle de guerre) foram escritos por Jean Paul Sartre no período em que os escritor/filósofo prestou serviço militar no quadro da grande mobilização da II Grande Guerra. Sartre foi destacado para os serviços de meteorologia na Alsácia. Tendo muito tempo livre, passava os dias inteiros a escrever. Tal […]

Um poeta de classe

Um poeta de classe

De um modo geral, Chesterton distinguia na sociedade três classes de pessoas. A classe do povo, a dos poetas e a de cientistas e intelectuais. De maior valor, a primeira classe é responsável pela produção. A ela em alguma medida pertencemos todos nós. Como um mal para suas famílias, ainda que um bem para a […]