Medo [Quarta Poética]
- Fugiste exatamente de quê?
Do repousar teus olhos sobre a minha boca?
Da proximidade entre os dois corpos?
Da confusão entre o pensar e o sentir?
Até hoje me choca
não a falta de amor,
mas o falsete do não
no ressoar do sim.

Do repousar teus olhos sobre a minha boca?
Da proximidade entre os dois corpos?
Da confusão entre o pensar e o sentir?
Até hoje me choca
não a falta de amor,
mas o falsete do não
no ressoar do sim.
Redação do Recorte Lírico. Contato por email: [email protected]
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Anúncio Em meus lábios surge um triste sorriso Que exala agonia e solidão apenas… Dormem no silêncio de minha alma as cenas Que outrora eram parte de um paraíso. Às vezes lembranças belas e serenas Tornam-se suspiros negros, e é preciso Olvidá-las pra não verter sobre o riso Do passado lágrimas de eternas penas….

Anúncio Lua Virgem desolada sacrifica tua ânsia em fumaça e fogo. Queima – alma cheia – teu vapor noturno. Anúncio Espera tua sina em névoa e manto e verás florescer na margem escura… o broto cintilante da aurora. Anúncio Celebra, então, a luz que se aproxima. Confira outros textos da…

Anúncio Vi na geada o branco sideral queimar o verde pasto Campos inteiros antes férteis não deram uma semente Trabalhadores da terra apesar seguiram em frente Anúncio Fazendo jus – e com muito carinho – ao tempo gasto Anúncio Lavoura linda enfeitada com chapéu foi extinta O que antes estava confirmado a milhares de…
Anúncio Eu sou um estrangeiro em mim mesmo Quantas montanhas de aço já subi? Todas as abelhas me voaram Jorrei mel pelo o que desconheço de mim Mas é bom! Tudo agora é bom! Des-entendo-me e faço-me duplo Um para mim, outro para as incertezas Caminhos? Todos sozinho! Mas aprendi Aprendi que não há aprendizagem…

Anúncio Estou aos grilhões Norma, forma Para escrever Anúncio Orna Esconde o que incomoda Anúncio Engole o novo e A alternativa, afoga Estou aos grilhões Mas sou poeta E a poesia é que me liberta Anúncio

Anúncio (Se acaso foi intenção vingar-te) Contra quem arremessaste tuas flechas fatais? Tolo, ao vingar-te da impossibilidade Anúncio de um passado perdeste a atualização de um amor possível. Anúncio
Anúncio Sôfrego afundo No quão grande oceano Das palavras que me puxam Anúncio Trôpego fujo Estão ao encalço, canso Anúncio Minguam, murcham As forças ou quê? Já me afogaram Mas lá se vê O resgate, me elevam De novo, e de novo Não sou estorvo Escrevo, sim Pois não há de ser mais assim Anúncio
Anúncio Há Bem Há Mal Azul Anúncio

Anúncio Descarte – Milene Lunes Não posso aceitar este amor cartesiano Anúncio de criança ressentida que tudo duvida Anúncio menos do próprio pensamento. Leia outros textos da #QuartaPoética clicando aqui. Anúncio