[Halloween] 10 livros para quem ama terror

[Halloween] 10 livros para quem ama terror

O Halloween chegou e, mesmo que a data não seja um feriado no Brasil, muitos leitores amam a comemoração e adoram, pelo menos, assistir a um filme de terror. Se você gosta de filmes e séries de terror, também vai amar livros do gênero. Por isso, hoje, a lista de indicações é inteiramente sobre isso! Confira:

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  • O Cemitério, de Stephen King: Louis Creed, jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. Uma casa boa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos. Num dos primeiros passeios para explorar a região, conhece um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis se diverte com as histórias fantasmagóricas do velho vizinho Crandall. Só aos poucos começa a perceber que o poder de sua ciência tem limites. Prepare-se para páginas de puro pavor. Em uma de suas mais terríveis histórias, Stephen King mostra como a dor e a loucura, muitas vezes, dividem a mesma estrada.
  • Misery, de Stephen King: Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
  • O Exorcista, de Willian Peter Blatty: Nos Estados Unidos da América, algo muito estranho acontece. Atingida por uma doença que os melhores especialistas não conseguem descobrir, uma criança caminha para a morte, semeando a destruição à sua volta, ao mesmo tempo que se vai apagando numa agonia atroz.
  • Horror em Amityville, de Jay Anson: Em 13 de novembro de 1974 a polícia do condado de Sufolk recebeu uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. Dentro da casa a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes. Um ano depois George e Kathy se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa.

    5. O exorcismo da minha melhor amiga, de Grady Hendrix: Outono de 1988. As melhores amigas Abby e Gretchen cursam o ensino médio em uma prestigiosa escola católica, mas são meninas populares que idolatram Madonna e odeiam os pais. Quando as duas experimentam alucinógenos, Gretchen decide nadar nua no riacho, mas acaba desaparecendo a noite inteira e volta… estranha. Está carrancuda, irritadiça, cheia de espinhas e cicatrizes e usa sempre as mesmas roupas largas e feias. Não demora muito para eventos bizarros e sangrentos começarem a acontecer por onde ela passa. Preocupada com a amiga, Abby decide investigar o que aconteceu naquela noite. Suas descobertas são aterrorizantes, e tudo indica que Abby não vai escapar ilesa se não se afastar de Gretchen. Agora, o destino das duas depende de uma única pergunta: a amizade delas é forte o bastante para derrotar o diabo? Em uma trama eletrizante, sensível, demoníaca e com uma trilha sonora memorável, Grady Hendrix explora as dinâmicas sociais de Charleston nos anos 1980 – tão assustadoras quanto o próprio diabo – e constrói um testemunho emocionante sobre o poder da amizade. Um filme inspirado na obra está em produção, dirigido por Damon Thomas (Killing Eve e Penny Dreadful) e distribuído pelo Amazon Studios.

    6. O castelo de Otranto, de Horace Walpole: “The Castle of Otranto” de Horace Walpole (1764) — Sobre um tema cavalheiresco do século XII ou XIII — Por meios ilícitos, o Príncipe Manfred apropria-se indevidamente de um castelo pertencente a sua família, forçando o casamento com sua sobrinha. Mas uma antiga maldição o impede de ter a posse definitiva da herança e títulos, pois forças sobrenaturais agem contra o Destino. Em 1753, Horace Walpole havia adquirido uma pequena propriedade perto de Londres que reformou para ser uma espécie de castelo neomedieval ou gótico: Strawberry Hill. Recuperando e parodiando as características “góticas” dos castelos e igrejas medievais. O Castelo e seu complexo de parques e jardins, constantemente remodelado e aumentado ao longo dos anos, era uma mistura de tudo que a imaginação e a fantasia de Walpole concebiam: vitrais, torreões, balaustres, escadas ocultas, passagens secretas… Com uma paixão tão grande pela Idade Média, é fácil perceber que O Castelo de Otranto, sua obra ficcional mais conhecida, representa uma extensão da fantasia recriada por Walpole em Strawberry Hill House. Assim, O Castelo de Otranto foi criado como a primeira história “gótica” de terror da literatura, inspiradora de muitos outros autores do Romantismo; exercendo considerável e tangível influência nas obras de Edgar Allan Poe, Sheridan le Fanu, Bram Stoker. Ann Radcliffe, Clara Reeve. Dickens, M. R. James, Henry James. As Irmãs Brontë, Nathaniel Hawthorne, Daphne du Maurier, Peter Straub e Stephen King.

    7. A casa infernal (Hell House), de Richard Matheson: Por mais de vinte anos a Mansão Belasco permaneceu vazia. Tida como o “Monte Everest” das casas mal-assombradas, essa construção de aspecto imponente e sinistro testemunhou cenas inconcebíveis de horror e depravação. No passado, duas expedições com o propósito de investigar os segredos que a casa encerrava terminaram em assassinato, suicídio e loucura para seus integrantes. Agora, uma nova investigação tem lugar, levando quatro estranhos ao local interditado, determinados a esquadrinhar a Mansão Belasco em busca de respostas definitivas sobre a vida após a morte. Cada um dos membros da nova equipe tem suas próprias razões para enfrentar os tormentos e tentações indescritíveis da mansão; mas, será que alguém consegue sobreviver ao mal que espreita na casa?

    8. O Chamado de Cthulhu e Outros Contos, de H. P. Lovecraft:
    O chamado de Cthulhu reúne desde as primeiras produções de Lovecraft, como Dagon até obras escritas logo antes de sua morte, como O assombro das trevas. Traz ainda o clássico O chamado de Cthulhu e A música de Erich Zann.

    9. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson: Um clássico de mistério e horror. As suspeitas começaram quando Mr. Utterson, um circunspecto advogado londrino, leu o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll. Qual era a relação entre o respeitável Dr. Jekyll e o diabólico Edward Hyde? Quem matou Sir Danvers, o ilustre membro do parlamento londrino? Assim começa uma das mais célebres histórias de horror da literatura mundial. A história assustadora do infernal alter ego do Dr. Jekyll e da busca através das ruas escuras de Londres que culmina numa terrível revelação. O escocês Robert Louis Stevenson é considerado um dos maiores escritores da literatura mundial. Inexcedível no gênero de romances de aventuras, é autor da “A ilha do tesouro” (1883), um dos livros mais célebres de todos os tempos. “Dr. Jekyll e Mr. Hyde” é um clássico entre os clássicos de horror e mistério. Stevenson escreveu ainda “O raptado”, “As aventuras de David Balfour”, “O morgado de Ballantrae”, entre outros. Stevenson nasceu em Edimburgo, Escócia, em 1850, e morreu em 1894, em Samoa, nos Mares do Sul. É considerado, ao lado de Melville, Jack London, Conrad, Defoe, um dos mestres de romances de aventuras de todos os tempos. Quando morreu, trabalhava em sua obra-prima inacabada, “Weir of Hermiston”.

    10. A volta do parafuso, de Henry James: Em uma mansão no interior da Inglaterra, uma governanta é encarregada de cuidar de duas crianças órfãs. Apesar de Miles e Flora se comportarem bem, serem inteligentes e afetuosos, há um desconforto crescente no ar. Sobretudo depois que um misterioso e assustador estranho é visto nas redondezas, aparentemente procurando algo – ou alguém. A governanta terá então de lutar por seus pupilos, numa aterrorizante batalha contra o mal – uma batalha cujo desenlace será tanto mais terrível. A volta do parafuso (1898) é uma história de fantasmas sutil e não-convencional. Tal como as grandes obras de arte, apresenta vários níveis de leitura e está aberta a diferentes interpretações: os fantasmas representam um perigo real para as crianças ou são meramente frutos da imaginação de uma mulher solitária e suscetível? O certo é que essa novela – uma das obras mais populares de Henry James (1843-1916) – provoca um suspense duradouro na alma do leitor. Já em Daisy Miller (1879), um dos primeiros trabalhos do escritor norte-americano, o suspense fica a cargo do destino de Daisy, uma moça americana que, em uma viagem à tradicional Europa, paga um preço caro por sua espontaneidade, malvista pela sociedade local. Trata-se de duas novelas exemplares do estilo jamesiano de narrar, mais atento às sutilezas psicológicas do que aos acontecimentos e preocupado em revelar aquilo que jaz por trás das aparências.

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Sara Muniz

Sara Muniz

Sara Muniz, 22 anos, formada em Letras Português-Inglês, criadora e idealizadora do blog Interesses Sutis desde 2014, professora de inglês em tempo integral, escritora, revisora e redatora nas horas vagas. Trabalha para comer, viajar e comprar livros. E-mail: saramunizz@gmail.com

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