Principais livros da Literatura Contemporânea (1970 – Hoje)

Principais livros da Literatura Contemporânea (1970 – Hoje)
José Saramago, escritor português.

Na sexta e última postagem dessa série, trarei para os estudantes e/ou leitores de Literatura Universal, os principais livros do período da Literatura Contemporânea. Não deixe de conferir a quinta postagem, na qual indiquei os principais livros do Modernismo e Pós-modernismo:

https://recortelirico.com.br/2021/06/modernismo-pos-modernismo/

O arco-íris da gravidade (1973, de Thomas Pynchon): Obra-prima de Thomas Pynchon (que não se deixa fotografar nem dá entrevista), O arco-íris da gravidade foi desde o seu lançamento (1973) saudado como uma das maiores realizações da ficção em língua inglesa de nossos tempos. É uma narrativa picaresca, ambientada na Europa devastada do final da Segunda Guerra e nos primeiros momentos do pós-guerra. A linguagem e a técnica narrativa evocam o clima da contracultura norte-americana dos anos 60 e 70 – drogas, rebelião, oposição à guerra do Vietnã. O estilo caracteriza-se pelo uso das mais variadas técnicas da cultura de massas – o desenho animado, o filme B, a história em quadrinhos, o livro pornográfico – e aproveita o jargão científico e tecnológico com que os meios de comunicação nos familiarizam cada vez mais. Narrativa pós-modernista que proporciona o prazer da imersão total num universo completo, tal como os grandes romances clássicos, O arco-íris da gravidade é uma das maiores obras de ficção em língua inglesa da segunda metade de nosso século.

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Se um viajante numa noite de inverno (1979, de Italo Calvino): Nesse romance, Calvino consegue uma proeza notável: unir o prazer voraz da leitura às tortuosas questões da vanguarda literária. No centro de sua preocupação está um tema que os teóricos chamam de “crise da representação”, ou seja, no mundo capitalista contemporâneo, dividido, múltiplo, alienado, não teriam mais lugar os romances tradicionais, com princípio, meio e fim, que constroem personagens e organizam o mundo, dando um sentido às coisas. O leitor de hoje estaria condenado ou à leitura espinhosa de obras que se debruçam sobre si mesmas e procuram desesperadamente uma saída para a literatura, ou à superficialidade descartável das obras de simples entretenimento. Calvino “socorre” esse leitor que é inquieto e exigente mas que gostaria que os autores escrevessem livros “como uma macieira faz maçãs”. Para isso, faz do próprio leitor seu personagem principal, cuja grande missão é ler romances. E tal como você, leitor(a), ele entra numa livraria e compra este livro: Se um viajante numa noite de inverno. É aí que começa a história. Prêmio Jabuti 1993 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção

Os filhos da meia-noite (1981, de Salman Rushdie): A história da Índia no século XX narrada em chave de realismo fantástico. Assim pode ser descrito o romance Os filhos da meia-noite, de 1980, que rendeu a Salman Rushdie o Booker Prize de 1981 e o Booker of Bookers Prize, em 1993, conferido ao melhor livro publicado durante os primeiros 25 anos do mais importante prêmio literário britânico. O muçulmano de família abastada Salim Sinai, que narra em primeira pessoa a sua história, nasceu em Bombaim à meia-noite de 15 de agosto de 1947, no instante em que a Índia se tornava uma nação independente. A trajetória de Salim estará ligada à complexa e conturbada saga de seu país. Para complicar, ele descobre que foi trocado na maternidade por outro recém-nascido. Na verdade, deveria ser um hindu de família pobre. Todos os mil e um indianos nascidos entre a meia-noite de 15 de agosto e a uma hora da madrugada de 16 de agosto de 1947 desenvolveram poderes extraordinários; o de Salim é a telepatia, que lhe permite reconstituir a história de sua família desde 1910 e examinar os acontecimentos políticos e culturais da Índia. Primeiro livro a projetar Rushdie como um dos grandes escritores de nossa época, é considerado por boa parte da crítica o melhor livro já escrito pelo autor.

Amada (1987, de Toni Morrison): Baseado numa história real, Amada é ambientado em 1873, época em que os Estados Unidos começavam a lidar com as feridas da escravidão recém-abolida. Com estilo sinuoso, Toni Morrison constrói uma narrativa complexa, que entrelaça com maestria brutalidade e lirismo. O livro mais conhecido da escritora americana Toni Morrison, prêmio Nobel de Literatura de 1993, Amada ganhou o Pulitzer de 1988 e em 2006 foi eleito pelo New York Times a obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica – Bem-amada –, com Oprah Winfrey no papel principal. Sethe é uma ex-escrava que, após fugir da fazenda em que era mantida cativa com os filhos, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinatti. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história. A relação familiar, bem como os traumas do passado escravizado, transformarão a vida e o futuro de ambas de forma irreversível. Amada segue uma estrutura não-linear, viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista e sonda cada uma das facetas desta história sombria e complexa. Considerado um clássico contemporâneo, este livro faz um retrato ao mesmo tempo lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos.

Oscar e Lucinda (1988, de Peter Carey): Embora conhecidas as necessárias interações teórico-metodológicas entre o estudo de impacto de vizinhança e a gestão urbana, sobretudo na esfera do licenciamento urbanístico, o autor no presente estudo aprofunda e trata de forma vigorosa as questões políticas implícitas naquelas interações, a partir de uma apreensão multidisciplinar das relações entre ambiente e vizinhança, público e privado, o que lhe possibilita um exame crítico do direito ambiental na devida historicidade e a exploração de uma hipótese relacionada à ocorrência de valoração subjetiva sobre os danos ou a ameaça de sua ocorrência, nos parâmetros do positivismo jurídico e da subjetividade coletiva. Nota-se, além de todos os aspectos ressaltados, a preocupação com o estudo dos nexos entre a gestão democrática das cidades e a concepção de sustentabilidade urbano-ambiental, questão que já seria suficiente para estimular a leitura do livro.

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Omeros (1990, de Derek Walcott): Poeta mulato das Antilhas, prêmio Nobel de literatura de 1992, Derek Walcott escreveu um poema destinado a permanecer entre os mais belos e instigantes deste século. Em Omeros, se o mar e os negros pescadores de Santa Lucia fornecem a matéria-prima, um vasto arsenal de imagens, ritmos e texturas tropicais, são os arquétipos da Ilíada e da Odisseia, as personagens míticas de Aquiles, Helena, Heitor e Filoctete (além do próprio Homero, encarnado num pescador cego, de nome Sete Mares), que definem as linhas mestras do poema. Misto de poesia, mito, romance e roteiro de cinema, Omeros é também uma meditação sobre questões cruciais do mundo contemporâneo, como a destruição da natureza, a identidade das minorias e o desenraizamento individual e coletivo. Das raízes mediterrâneas aos grandes autores da língua inglesa, passando pelo patois crioulo das Antilhas e os sons africanos que pulsam até hoje nas margens do Caribe, este é um canto universal, que funde de modo magnífico o encontro de raças, línguas e culturas que se deu nas praias americanas.

O psicopata americano (1991, de Bret Easton Ellis): O psicopata americano’ conta a história de Patrick Batemann, um jovem de 26 anos que de dia fatura uma fortuna trabalhando em Wall Street e à noite se acaba em festas regadas a cocaína e uísque. Quando se sente muito entediado, sai pelas ruas de Nova York assassinando brutalmente mendigos, torturando prostitutas e todos aqueles que de alguma forma o entediam. Sem piedade, sem remorso, sem consciência, em seguida saindo para tomar um drinque ou fazer compras em lojas de grifes.

Um rapaz adequado (1993, de Vikram Seth): UM ROMANCE PARA OS AMANTES DA CULTURA INDIANA. Através da saga de uma mãe em busca de um bom partido para a filha, Vikram Seth recria a vida na índia pós-colonial, um país que tenta reunir diferentes religiões e línguas sob uma identidade nacional. Neste primeiro volume, somos apresentados a quatro famílias que ilustram a sociedade indiana da época: os elitistas Kapoor, os excêntricos e intelectuais Chatterji, os tradicionais Khan e os urbanos Mehra. É neste cenário que Lata precisa escolher seu futuro marido. Os pretendentes se apresentam, mas somente um deles se casará com a jovem – por amor ou por persuasão materna. • Um rapaz adequado, considerada uma das maiores obras em língua inglesa, foi vencedora dos prêmios Commonwealth Writers Prize e WH Smith Literary Award. • “Esse romance, tão vasto e repleto de personagens adoráveis, é um livro que merece milhões de leitores adequados.” – The Guardian • “Vikram Seth é o melhor autor de sua geração.” – The Times

A história secreta (1992, de Donna Tartt): Um sofisticado grupo de alunos de grego resolve reproduzir as orgias dionisíacas da Antiguidade. Uma obra cujos temas são cumplicidade e decepção, inocência e corrupção moral, responsabilidade e culpa. Donna Tartt surpreende pelo talento com que combina a densidade psicológica e o vigor poético de um texto clássico com a trama complexa e o ritmo alucinado dos melhores romances policiais contemporâneos. Quem conta a história é Richard Papen, garotão da ensolarada Califórnia que consegue ser admitido na seleta Hampden, uma universidade em Vermont frequentada pela elite norte-americana. Richard imagina ter atingido o Olimpo ao entrar para o círculo mais privilegiado daquela universidade. Cinco alunos, sofisticados e originais, selecionados por um mestre erudito e carismático, dedicam-se ao estudo da Grécia antiga. A eles junta-se o narrador, para participar da busca da verdade e da beleza, entre festas orgiásticas e finais de semana numa antiga casa de campo, regados a muito álcool e discussões filosóficas. A loucura desmedida certa vez termina numa orgia cujo ponto culminante é um ato de violência inominável e o suposto aparecimento do próprio Dioniso, numa de suas diversas manifestações. Quando descobre a terrível verdade, Richard envolve-se numa cadeia de segredos e cumplicidades, num encadeamento de medos e inseguranças que leva o grupo a cometer um ato ainda mais terrível. Melancólico e irônico, este é um romance feito de terror e prazer, remorso e decepção. Com ele, Donna Tartt revelou-se uma grande escritora já em seu livro de estreia.

Crônica do pássaro de corda (1994-1995, de Haruki Murakami): Obra clássica de um dos principais romancistas do Japão, traduzida pela primeira vez no Brasil. Toru Okada é um jovem casado e sem filhos, que leva uma vida banal em Tóquio. Quando seu gato desaparece, ele vê seu cotidiano se transformar. A partir disso, personagens cada vez mais estranhos começam a aparecer, transformando a realidade em algo digno de sonho. Com seus fantasmas invadindo o mundo real, Toru Okada é obrigado a enfrentar os problemas que carregou consigo por toda a vida. Conjugando os elementos mais marcantes da obra de Haruki Murakami, Crônica do Pássaro de Corda fala sobre a efemeridade do amor, a maldade que permeia a sociedade moderna e o legado violento que o Japão trouxe de suas guerras. Cativante, profético, cômico e impressionante, é um tour de force sem paralelos na literatura atual.

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A obra de José Saramago é tão relevante para o cenário artístico contemporâneo que ganhou premiada adaptação fílmica.

Ensaio sobre a cegueira (1995, de José Saramago): Uma terrível “treva branca” vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Com essa fantasia aterradora, Saramago nos obriga fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu. Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “”treva branca”” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

Desonra (1999, de J. M. Coetzee): Sucesso de público e crítica – foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy. No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.

Dentes Brancos (2000, de Zadie Smith): Este livro compõe um mosaico da Inglaterra multicultural da atualidade. O romance narra a história de dois amigos que se conheceram durante a Segunda Guerra Mundial – o inglês branco Archie Jones e o bengali Samad Iqbal. O final da guerra os separa, mas eles vão se encontrar em Londres 30 anos depois, onde moram com suas respectivas esposas e filhos. Em comum, os pais têm a dificuldade em lidar com os filhos, que adentram a idade adulta nos conturbados anos 90. Os pais não sabem o que fazer da nova geração. E a nova geração não sabe o que fazer com a própria vida.

O assassino cego (2000, de Margaret Atwood): O assassino cego deu à escritora Margaret Atwood o prêmio Booker Prizer 2000 e seu reconhecimento como primeira-dama das Letras. Ao narrar um romance dentro de outro romance, ela recria o Canadá dos anos 30 e 40, mistura segredos de família, ficção científica, interesses políticos, justiça social, mortes, reportagens de jornais e amores impossíveis. Íris Chase Griffen é uma octogenária canadense pobre e de saúde debilitada que relata os principais acontecimentos que fizeram a história de quatro gerações dos Chase: da ascensão social, conquistada com a fábrica de botão fundada pelo avô Benjamin em 1870, até o seu casamento por interesse em 1935, com o rico industrial Richard Griffen. Iniciativa de seu pai para salvar a família da miséria, após a falência dos negócios, mas que comprometeu sua felicidade para sempre. Íris divaga a respeito desses eventos, fazendo uma retrospectiva de vida, e dos momentos que sucederam ao suicídio da irmã, a excêntrica Laura. Simultaneamente dramático, sedutor e engraçado, O assassino cego é marcado pelo microscópico poder de observação de Atwood, precisa e sensível em sua crítica social. A um tempo natural e sofisticadamente elaborada, a prosa de Atwood é capaz de transformar detalhes em impressionantes metáforas, repletas de humor vigoroso e requintado.

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O assassino cego – 2000, de Margaret Atwood: (Foto de “Resenhas à la carte”)

As correções (2001, de Jonathan Franzen): As correções narra a história dos conflitos religiosos, geracionais e de costumes de uma típica família americana na última década do século XX. Nos Estados Unidos dos anos 1990, nada escapa ao olhar agudo do autor: a instabilidade do mercado financeiro, as promessas de bem-estar dos novos antidepressivos, a moral religiosa da velha geração e a ausência de escrúpulos dos jovens americanos. A família Lambert encarna a crise de valores da sociedade contemporânea. Alfred é um engenheiro ferroviário aposentado, teimoso e cheio de manias agravadas pelo mal de Parkinson recentemente diagnosticado. Enid é uma dona-de-casa comum. O casal, na faixa dos setenta anos, vive às turras numa pequena cidade do Meio-Oeste americano. Os três filhos foram para metrópoles da costa Leste a fim de se livrar da mediocridade da vida em família. Na Filadélfia, Gary, o mais velho, tornou-se banqueiro. Deprimido e paranóico, porém, acaba com o próprio casamento. A caçula, Denise, também mora na Filadélfia, onde é chef de cozinha, mas sua vida sexual tumultuada a faz perder o emprego. Em Nova York, Chip, o filho do meio, é um roteirista frustrado. Ao se envolver com uma aluna, arruína a carreira de professor universitário e vai parar na distante Lituânia, país imerso nas recentes transformações capitalistas do Leste europeu. Para contar essa história em que todos procuram incessantemente corrigir os rumos que imprimiram às próprias vidas, o autor usa uma prosa ácida, que expressa o embate entre mundos inconciliáveis: o universo conservador dos pais e o pragmatismo sem horizonte dos filhos.

Extremamente alto & incrivelmente perto (2005, de Jonathan Safran Foer): O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso: uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixado numa secretária eletrônica. O grande mérito da história de Foer é que Oskar é uma criança intelectualmente bem-dotada, aparentemente madura para sua idade, mas, ainda assim é uma criança que não tem ideia de como lidar com a dor e usa a imaginação para criar inventos absurdos e escrever cartas para celebridades do mundo científico, oferecendo-se como pesquisador assistente. É essa mesma imaginação fértil que o levará a se transformar em detetive, após encontrar uma chave, que aparentemente nada abre, entre os guardados do pai. A narrativa é conduzida não apenas por frases e parágrafos, mas também por palavras dispersas, grafismos, cores, fotos, códigos numéricos e textos sobrescritos. Tais recursos são muito mais que maneirismos estilísticos; exemplificam a dificuldade de estabelecer comunicação, de achar as palavras certas no momento certo. Uma inteligente metáfora para os personagens de Foer, pessoas que amam profundamente, mas têm extrema dificuldade em dizê-lo.

Leitura Adicional:
O homem restolhado (Gaston Miron);
Medo e delírio em Las Vegas (Hunter S. Thompson);
Crash! (J. G. Ballard);
A história (Elsa Morante);
Estética da resistência (Peter Weiss);
Negras raízes (Alex Haley);
A vida modo de usar (Georges Pereg);
O quarto do Barba-Azul (Angela Carter);
Uma estação branca e seca (André Brink);
A casa dos espíritos (Isabel Allende);
A insustentável leveza do ser (Milan Kundera);
Neuromancer (William Gibson);
O Amante (Marguerite Duras);
O Conto da Aia (Margaret Atwood);
O amor nos tempos do cólera (Gabriel Gacia Márquez);
Ruído Branco (Don Delillo);
A trilogia de Nova York (Paul Auster);
O paciente inglês (Michael Ondaatje);
Texaco (Patrick Chamoiseau);
O rochedo de Tanios (Amin Maalouf);
Os contos escolhidos (Alice Munro);
Graça infinita (David Foster Wallace);
Meu nome é vermelho (Orhan Pamuk);
Intérprete de males (Jhumpa Lahiri);
As aventuras de Pi (Yann Martel);
O caçador de pipas (Khaled Hosseini);
Meio sol amarelo (Chimamanda Ngozi Adichie);
Mago do corvo (Ngugi Wa Thiong’o);
O fundamentalista relutante (Mohsin Hamid);
Precisamos de novos nomes (Hoviolet Bulawayo);

REFERÊNCIAS
O livro da literatura / organização James Canton [et al.]; tradução Camile Mendrot [et al.] – 1. ed. São Paulo: Globo, 2016. (p. 292-339)
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Sara Muniz

Sara Muniz

Sara Muniz, 22 anos, formada em Letras Português-Inglês, criadora e idealizadora do blog Interesses Sutis desde 2014, professora de inglês em tempo integral, escritora, revisora e redatora nas horas vagas. Trabalha para comer, viajar e comprar livros. E-mail: saramunizz@gmail.com

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