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O MODERNISMO TRANSATLÂNTICO DE TARSIWALD

Caríssimos viajantes, hoje faremos um percurso que atravessa limiares imaginários e deslocamentos de sentido. Não se trata de uma viagem comum, mas de um movimento

O MODERNISMO TRANSATLÂNTICO DE TARSIWALD

Caríssimos viajantes, hoje faremos um percurso que atravessa limiares imaginários e deslocamentos de sentido. Não se trata de uma viagem comum, mas de um movimento entre linguagens, culturas e afetos — um trajeto em que arte e pensamento se entrelaçam para reinventar o Brasil. Por isso, o objetivo deste brevíssimo ensaio é investigar como as travessias de Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade entre Brasil e Europa contribuíram para a formação de um modernismo de vocação transatlântica. Mais do que absorver modelos estrangeiros, o casal reelaborou suas experiências em deslocamento como um modo de repensar a cultura brasileira. A memória dessas viagens aparece em suas obras não como registro documental, mas como impulso criador — um movimento de ida e volta que transforma o olhar sobre o Brasil e dá origem a novas formas de representação artística, crítica e afetiva.

Nosso roteiro inclui passagens de ida e volta entre São Paulo e Paris, em voo sem escalas e pernoites com café da manhã, no bairro de Montmartre, mais especificamente no número 9 da Rua Hégésippe Moreau. O passaporte aqui é composto por memória, trânsito e desejo — elementos que nos autorizam a cruzar fronteiras simbólicas e reencontrar o país por meio da arte. Nosso destino é um Brasil reinventado, redescoberto e reimaginado por dois viajantes que, ao cruzarem oceanos, encontraram em suas expressões artísticas o caminho de regresso à pátria: Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral — ou, simplesmente, Tarsiwald, como preferia Mário de Andrade. Esse termo, aliás, exala exotismo francês com uma ressonância germânica e até parece nome de navio. Portanto, é bastante adequado para descrever um casal que navegou entre continentes e estilos, amor e estética, entre o café da manhã na Place Clichy e o almoço com jabuticabas no quintal. Foi nesse trânsito — geográfico e cultural — que se deu o acontecimento discursivo que nos interessa hoje: a emergência de uma brasilidade crítica, híbrida, cosmopolita e, ao mesmo tempo, profundamente enraizada.

O MODERNISMO TRANSATLÂNTICO DE TARSIWALD
Tarsila e Oswald em viagem de 1926, no navio Lotus.
Imagem disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-60342576

Em 1912, no que considero seu primeiro acontecimento discursivo, Oswald de Andrade embarcou para Paris e, na volta, além dos souvenirs, ele trouxe um livro com título francês, Mon Coeur Balance e Leur Âme, uma estudante parisiense chamada Kamiá (sua primeira mulher), e um filho a caminho — tudo isso antes de o modernismo saber que tinha data marcada. Na bagagem, o poeta também trouxe o entusiasmo pelas vanguardas, especialmente o Futurismo, que o fez circular por São Paulo a bordo de um Cadillac verde, como quem já performava o manifesto antes de escrevê-lo. Tarsila do Amaral, por sua vez, só se tornaria parte do Grupo dos Cinco depois de sua própria temporada parisiense, em 1921, onde estudou com Léger, Lhote, Gleizes, Julian e Renard, e aprendeu a reorganizar o mundo em planos e cores, com uma boa dose de contestação. Quando Oswald a conheceu, encontrou seu segundo acontecimento discursivo. Tarsila já era um pouco afrancesada, é verdade, mas ainda preservava certo je ne sais quoi tupiniquim. Juntos, eles voltaram a Paris, em 1923. Circularam entre Picasso, Brancusi e Cendrars, e o que trouxeram de lá não foi propriamente um estilo, mas um arsenal já traduzido e pronto para abalar as estruturas Brasil adentro.

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Em 2024, essa ilustre viajante brasileira que partiu de Capivari para o mundo foi homenageada em Paris, com uma grande retrospectiva de sua obra, no Museu de Luxemburgo. Enfim, todos admitem que a vanguarda também sabe falar com sotaque pau-brasil.

Se me permitem, neste momento, um parêntese antropofágico: talvez seja inevitável que, ao tratar da viagem e do acontecimento discursivo, eu acabe devorando um cardápio inteiro de franceses — Certeau, Nora, Pêcheux… Mas, à maneira de Oswald, não os cito para venerar: mastigo-os com gosto tropical, temperando a teoria com pitadas de cumaru. Afinal, a verdadeira viagem intelectual também é uma espécie de banquete. Vamos, então, à primeira iguaria francesa…

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Lembrando Michel de Certeau, todo viajante é também um contador de histórias: “caminhar é um espaço de enunciação” (2014, p. 177) que reflete inquietude e busca incessante, “um próximo e um distante, um e um ” (Certeau, 2014, p. 178, grifo no original). Nesse sentido, viajar é uma prática narrativa — um gesto de inscrição que transforma o deslocamento em texto. Ao percorrer o mundo, o sujeito fabrica sentidos, reconta o real, produz um traçado simbólico sobre a paisagem. Certeau nos faz perceber que cada itinerário é também uma forma de leitura e de escrita — e é justamente esse ato que Oswald e Tarsila realizaram, porque converteram a travessia em linguagem.

No entendimento de Sérgio Rouanet: “Os viajantes exercem, em sua plenitude, a prerrogativa máxima da espécie; a de cortar, consciente e voluntariamente, por algum tempo ou para sempre, os vínculos com o país de origem…” (Rouanet, 1993, p. 7). Essa reflexão ilumina o sentido das viagens de Tarsiwald, que transformou o afastamento em matéria-prima para atos criativos associados a um retorno, mesmo quando ainda estavam em terras estrangeiras. Os dois viajaram muito. França, Portugal, Espanha, Itália, Egito, Israel… Em 1926, durante as andanças pelo Oriente Médio, entre ruínas e desertos, Oswald escreveu cartas que misturavam arqueologia e saudade, enquanto Tarsila desenhava minaretes com olhos de modernista. Mais do que deslocamentos físicos, essas viagens foram travessias afetivas e discursivas.

Apesar de Oswald e Tarsila não serem flâneurs legítimos, suas viagens representavam a liberdade de experimentar o desconhecido e o novo, deixando-os estrategicamente no meio do caminho, “entre a vida real e o delírio, ou […] entre dois níveis de realidade, a desperta e a onírica” (Rouanet, 1993, p. 52). Rouanet nos oferece esse instrumental conceitual para pensar a viagem como uma operação estética e subjetiva, como desejo e fantasia do novo, insistindo que o trânsito instala um espaço intermediário — uma zona de criação onde passado, presente e futuro se sobrepõem. Nessa transversalidade, o viajante reinterpreta e reinventa o mundo. Sua partida oferece um vasto campo de possibilidades. O percurso serve de laboratório e a chegada coloca a recomposição de sentidos em estado de efervescência.

O MODERNISMO TRANSATLÂNTICO DE TARSIWALD 1
Tarsiwald pelo mundo, no ano de 1927. Imagem disponível em: https://multi.rio/index.php

Avessos ao distanciamento típico do flâneur, Tarsila e Oswald se colocam em outro registro: o do envolvimento antropofágico. Para eles, a viagem era uma forma de absorver e misturar idiossincrasias. Não eram voyeurs, mas viajantes criadores e, nesse gesto, a liberdade que integra o conceito de viagem (Rouanet, 1993) não pode ser relacionada à fuga. Em vez disso, ela é política de criação — que inventa, simultaneamente, formas de pertença e de estranhamento.

Seguindo a mesma tendência, a memória, que Pierre Nora nomeia como algo vivo, permeável, “vulnerável a todos os usos e manipulações” (Nora,1993, p. 9), relaciona-se com a viagem, porque “a distância exige a reaproximação” (Nora,1993, p. 19). Ao deslocar-se, o sujeito transporta consigo um repertório particular e, ao mesmo tempo, fabrica novas. Toda travessia é um lugar de memória em movimento. Na partida, Tarsiwald levou consigo o Brasil lembrado e trouxe de volta o país reconfigurado. Sob essa ótica, a viagem converte-se em território memorialístico, de reescrita do passado — no presente e para o futuro.

Michel Pêcheux nos ajuda a entender esse processo, quando define o acontecimento discursivo como aquilo que irrompe na memória, desestabilizando o previsível para transformar o modo como o mundo é visto ou dito. Para o teórico, esse feito especial possibilita uma “desestruturação-reestruturação das redes de memória e dos trajetos sociais” (Pêcheux, 1990, p. 322). A viagem de Tarsiwald à França foi esse tipo de acontecimento, porque rompeu com a memória colonial e ressignificou o Brasil. Embora a ruptura nem sempre resulte do acontecimento discursivo, conforme afirma a letróloga Eni Orlandi (1996), na experiência de Oswald e Tarsila isso se consolidou de modo bastante profícuo.

A antropofagia veio daí, dessa fratura interpretativa que se instalou entre o que já tinha sido dito e o que ainda era possível dizer. Assim, as viagens e as artes de Tarsiwald introduziram vozes e imagens que obrigaram a linguagem a se recompor. Essa ressignificação operou em dois níveis: o simbólico (com novos motivos, novas imagens, novas metáforas) e o institucional (ao propor formas e práticas que desafiavam a hegemonia estética). Quando Pêcheux fala em deslocamento e desregulação do sistema anterior (Pêcheux, 1999, p. 52), indica que o acontecimento imposto retoma normas de leitura e consumo cultural, motivando leitores e espectadores a reorientar seus hábitos de reconhecimento. A partir daí, o Brasil que emerge não é o Brasil do catálogo turístico ou dos manuais etnográficos. É um país-linguagem, reinscrito e aberto a novas maneiras de pensar, narrar e pintar.

Porto I (1953), de Tarsila do Amaral.
Imagem disponível em: https://masp.org.br/acervo/obra/porto-i
Porto I (1953), de Tarsila do Amaral.
Imagem disponível em: https://masp.org.br/acervo/obra/porto-i

Paulo Prado chegou a dizer que Oswald, do alto daquele ateliê na Place Clichy, descobriu o Brasil. Sim, foi em Paris — e não em Piracicaba — que ele teve a revelação de que o Brasil existia. Essa inversão geográfica é, por si só, uma metáfora poderosa: a terra natal do poeta não é dada, é construída; não é essência, é invenção, e essa criação foi aperfeiçoada no diálogo com as vanguardas europeias. De diferentes formas e em níveis distintos, Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo, Expressionismo e Futurismo atravessaram a obra literária do autor, não como cópia, claro, mas como “devoração crítica”, como afirmou Haroldo de Campos (Campos, 1974, p. 31). Oswald não importou estilos — ele os mastigou, digeriu e os regurgitou em versos que cheiravam a banana e óleo diesel.

O Cubismo ensinou Oswald a fragmentar. Em “São José Del Rey”, ele monta o poema como quem empilha imagens: bananeiras, ouro, igrejas, decadência. O Dadaísmo o inspirou a usar classificados de jornal como matéria poética. O Surrealismo lhe deu “girafas tripulantes” e um tigre que “não é mais fera” (Andrade, 1974, p. 190). O Expressionismo o levou a repetir “chove chuva choverando” (Andrade, 1974, p. 171) até que a chuva virasse música. E o Futurismo o fez cantar bondes elétricos e lavouras de café para celebrar a chegada da modernidade. Mas o que há de brasileiro nisso? A resposta é: “Tudo”. Como bem disse Antonio Candido, a antropofagia se consolidou como “um tipo ao mesmo tempo local e universal de expressão, reencontrando a influência europeia por um mergulho no detalhe brasileiro” (Candido, 1965, p. 144-145). E esse pormenor é o que faz toda a diferença. É aquele paraíso em que “o fazendeiro criara filhos”, “nos terreiros de pitangas e jabuticabas”, entre “as gabirobas e os coqueiros” (Andrade, 1974, p. 92). É Maria e Joseph fugindo para Jundi-aí, depois de selarem o Mangarito para seguirem com o vento Sul (Andrade, 1974, p. 198). É o bonde em que “postretutas e famias sacolejam” (Andrade, 1974, p. 106). É o Brasil reinventado na linguagem.

E Tarsila? Se Oswald tensionava as palavras, ela desestabilizava formas e cores. Os quadros e desenhos dela realçam os versos dele. Em “Postes da Light” e “Lóide Brasileiro”, foram celebrados a eletricidade e os navios que movimentavam e misturavam povos e culturas. Esse casamento, portanto, foi estratégico. Uma convergência estética que possibilitou uma enriquecedora reciprocidade entre imagem e palavra, entre tela e página.

Postes da Light e Lóide brasileiro: desenhos de Tarsila que ganharam espaço nos livros de Oswald.(Andrade, 1974, p. 119; p. 143).
Postes da Light e Lóide brasileiro: desenhos de Tarsila que ganharam espaço nos livros de Oswald.
(Andrade, 1974, p. 119; p. 143).

Exemplo máximo de contaminação criativa de mídias e discursos, essa parceria desencadeou um projeto modernista peculiar. Ao misturar linguagens, Tarsila e Oswald romperam com a memória disciplinar, com a separação entre as artes, e propuseram uma nova forma de compreensão da brasilidade. De acordo com Sandra Pesavento, “se é o olhar que qualifica o mundo, ao mudar-se a perspectiva do olhar, este mundo adquire uma nova coerência” (1994, p. 8). Ao deslocar o ponto de vista — da superfície documental para o recorte subjetivo, do panorama para o detalhe — ambos os artistas contribuem para uma requalificação do real. A afirmação de Pesavento é prática e visível, quando se pensa que uma paisagem paulista pode se transformar numa cena mítica ou que um objeto aparentemente banal pode se converter em emblema nacional. Dessa forma, a mudança de olhar reconfigura as relações de sentido, porque desloca a hierarquia entre centro e periferia, ou entre a imagem reconhecível e o ícone inventado. A coerência que surge desse movimento é uma coerência nova, construída a partir do choque de referências.

Em 1923, de Paris, Tarsila do Amaral escreveu: “Sinto-me cada vez mais brasileira: quero ser a pintora da minha terra. […]. Quero, na arte, ser a caipirinha de São Bernardo, brincando com bonecas de mato […]. Não pensem que essa tendência brasileira na arte é mal vista aqui. Pelo contrário. […]. Paris está farta de arte parisiense” (Amaral, 2010, p. 101-102). É justamente isso que vemos na obra de Tarsiwald: uma mudança de perspectiva que transforma o Brasil em objeto de crítica e invenção; em objeto de orgulho para os brasileiros e de desejo para os estrangeiros.

O MODERNISMO TRANSATLÂNTICO DE TARSIWALD 2
Vista do Rio de Janeiro (1923), de Tarsila do Amaral.
Imagem disponível em: https://br.pinterest.com/pin/87327680254808590/

Emprestando a nomenclatura de Sílvio Figueiredo (2010), Oswald e Tarsila podem ser considerados “viajantes exploradores”, porque inauguravam perspectivas a cada deslocamento. Assim, no atravessamento dos espaços físicos, percebem-se nuances, significados e conexões invisíveis à primeira vista. Cada cidade converte-se em território de observação, surpresa e impulso criador — exatamente como o explorador diante de uma incógnita, prestes a traduzir o mundo em novas formas de percepção e expressão.

Durante as viagens e diante do acontecimento discursivo, o aspecto relacional da identidade se intensifica. A alteridade nos obriga a reivindicar quem somos e assim seguimos, em “constante transformação” (Woodward, 2003, p. 28). Para Oswald e Tarsila, a brasilidade estava na redefinição do presente com olhos no futuro. Brasilidade crítica, que se alimentava do mundo para se reinventar. Em outras palavras, a tensão entre o local e o global é permanente (Ortiz, 2005). Nesse sentido, as viagens de Tarsiwald representaram exercícios constantes de negociação — com o outro, com as lembranças, com os paradigmas estéticos e com as estruturas de poder simbólico. Assim, a identidade que emergia, nessas andanças, não era a chamada essência. O que surgiu foi um projeto multicultural — provocador e sempre em progresso. Nos quatro anos que separaram os dois manifestos, Oswald de Andrade estabeleceu um posicionamento cultural que mudou os rumos da arte brasileira e que se mantém atual, justificando confluências, empréstimos e inter-relações que caracterizam todo tipo de comunicação e expressão artística, “porque somos fortes e vingativos como o Jabuti” (Andrade, 1928).

Ao longo deste percurso, ficou evidente que as viagens de Tarsiwald ampliaram repertórios e redimensionaram o imaginário cultural brasileiro. O contato com terras estrangeiras serviu como catalisador de rupturas e recriações, revelando que as identidades rejeitam o isolamento. Elas requisitam o atrito e a assimilação crítica. Portanto, a experiência mundo afora não apagou o Brasil — ela o reacendeu. Pelas lentes da interculturalidade e do acontecimento discursivo, a arte modernista emergiu como resposta às fricções entre o local e o global, entre o quintal e a estrada. Como resultado dessa travessia, o Brasil transformou a alteridade em matéria-prima e exportou sua singularidade. A identidade foi redefinida pelos encontros e, nesse contexto, a viagem mais importante foi a da volta, comemorada em um verdadeiro canto de regresso à pátria. No roteiro de viagem de Tarsiwald, a brasilidade não foi o ponto de chegada. Foi o caminho: sinuoso, imprevisível, mas também fértil e surpreendente. Como toda boa viagem.

REFERÊNCIAS

AMARAL, Aracy A. Tarsila. Sua obra e seu tempo. São Paulo: 34, 2010.

ANDRADE, Oswald de. Manifesto da poesia pau-brasil. Correio da manhã, 18 março 1924.

ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago. Revista de antropofagia, São Paulo, ano I, n. I, [não paginado], mai. 1928.

ANDRADE, Oswald de. Obras completas VII. Poesias reunidas. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.

BOTTON, Alain de. A arte de viajar. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012.

CAMPOS, Haroldo de. Uma poética da radicalidade. In: ANDRADE, Oswald de. Obras completas VII. Poesias reunidas. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974. pp. 9-64.

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1965.

CANDIDO, Antonio. Oswald viajante. In ______. Vários escritos. 3.ed. São Paulo: Duas Cidades, 2023. p.61-66.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano, v. 1. Petrópolis: Vozes, 2014.

FIGUEIREDO, Silvio J. de L. Viagens e viajantes. São Paulo: Annablume, 2010.

NORA, Pierre. Entre memória e História: a problemática dos lugares. Projeto História, v. 10, São Paulo, jul.-dez. 1993, p. 7-28.

ORLANDI, Eni P. Interpretação: autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Petrópolis: Vozes, 1996.

ORTIZ, Renato. Um outro território: ensaios sobre a mundialização. São Paulo: Olho D’Água, 2005.

PÊCHEUX, Michel. Le discours: structure ou événement? In: MALDIDIER, Denise. L’inquiétude du discours. Textes de Michel Pêcheux choisis et présentés par Denise Maldidier. Paris: Editions des Cendres, 1990, p. 303-323.

PÊCHEUX, Michel. Papel da memória. In: ACHARD, Pierre et alii. Papel da memória. Campinas: Pontes Editores, 1999, p. 49-57.

PÊCHEUX, Michel. O discurso: estrutura ou acontecimento. Campinas: Pontes Editores, 2008.

PESAVENTO, Sandra J. Em busca de uma outra história: imaginando o imaginário. Revista Brasileira de História, v. 15, n. 29, São Paulo, 1995, p. 9-27.

ROUANET,  Sérgio Paulo. A razão nômade. Walter Benjamin e  outros  viajantes.  Rio de Janeiro: UFRJ, 1993.

WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: SILVA, Tomaz T. da. (Org.). Identidade e diferença. A perspectiva dos Estudos Culturais. Rio de Janeiro: Vozes, 2003, p. 7-72.

—————

Este ensaio é resultado da comunicação Mundo afora, Brasil adentro: Cantos de regresso à pátria com Tarsiwald—apresentada pela autora, em novembro de 2025, para discutir o tema Viagens e Memória, no XIV Colóquio do Centro de Estudos Portugueses e IV Colóquio da Cátedra Camões José Saramago da UFPR.

Verônica Daniel Kobs

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